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Náilon ganha reforço de óxido de sílica
A
Radici Plastics, unidade brasileira de plásticos de engenharia do grupo
Radici, recebeu sinal verde da matriz italiana para investir cerca de 1
milhão de euros em projetos comprometidos com o meio ambiente. O primeiro
deles, totalmente inédito, baseia-se na aplicação de óxidos de sílica,
também conhecidos como microssílicas, em compostos de poliamida e de
polipropileno destinados à fabricação de peças e componentes automotivos e
eletroeletrônicos.
O diferencial do projeto começa na própria origem desses óxidos de sílica
que têm por fonte as cascas de arroz. Consideradas resíduos resultantes do
processo de produção do alimento, as cascas de arroz, ricas em sílica,
após submetidas à queima para a geração de energia em fornos de usinas
termoelétricas, resultam em cinzas com altíssimo teor de sílica, de mais
de 90%.
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“As condutas sustentáveis e voltadas ao
desenvolvimento de produtos tecnologicamente mais avançados e de baixo
impacto ambiental vêm conquistando empresas no mundo todo e foram
motivadoras para que pudéssemos abraçar esse projeto que trará amplas
possibilidades para as indústrias”, afirmou Andrea Serturini,
diretor-geral da Radici Plastics.
A patente nacional do projeto envolvendo a incorporação de cinzas de
cascas de arroz contendo alta concentração de óxidos de sílica em
polímeros de engenharia e commodities plásticas, visando agregar
reforço estrutural aos componentes, foi requerida em 2008. |
Cuca Jorge

Serturini: cresceu o interesse por produtos de baixo impacto ambiental |
No decorrer de 2009, contudo, o projeto foi depositado em mais 23 países,
abrangendo desde as emergentes até as grandes economias consolidadas da
Europa, Estados Unidos e Japão.
A primeira aplicação da nova tecnologia de carga “verde” já pode ser vista
em tampa de correia de motor de automóvel, prestes a ser homologada por
parceiro da indústria automotiva, segundo prevê a empresa.
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Cuca Jorge

Cinzas de casca de arroz servem de carga para tampa de correia |
Resultados surpreendem – Ao patrocinar esse estudo, desenvolvido
como tese de doutorado de Waldir Pedro Ferro, representante comercial da
Radici Plastics, a preocupação inicial era a de substituir a utilização de
cargas minerais convencionais, como carbonatos de cálcio, talcos e
caulins, por matérias-primas de fontes renováveis, como as microssílicas,
provenientes das cascas de arroz.
O processo de extração de cargas minerais de jazidas causa grande impacto
ambiental, entretanto, há várias décadas, esses minerais são utilizados
pelas indústrias de transformação.
Já as cascas de arroz, extraídas dos grãos do alimento, são consideradas
resíduos, mas sua importância é grande em virtude da elevada concentração
de sílica e das altas quantidades de arroz produzidas, pois, só no Brasil,
são beneficiadas onze milhões de toneladas ao ano, sendo 21% desse total
em peso correspondente às cascas.
Somente no município de São Borja, no Rio Grande do Sul, produtores
beneficiam 7,3 milhões de toneladas/ano de arroz, destinando as cascas
para a produção de energia em termoelétricas.
As últimas informações dão conta de que três novas usinas termoelétricas
já estão sendo instaladas na região, elevando, em decorrência, a
capacidade de produção de cinzas de cascas de arroz para 4 mil
toneladas/mês.
As aplicações de microssílicas provenientes de cascas de arroz já são
conhecidas em borrachas. Utilizadas para fabricar pneus e outros
artefatos, essas microssílicas substituem parcialmente o uso de
negros-de-fumo e de sílicas precipitadas.
De acordo com o conhecimento atual, buchas e coxins também são fabricados
com cargas contendo microssílicas tendo por origem as cascas de arroz,
principalmente em virtude de propiciar a melhor adesão de metais. As
aplicações de microssílicas ainda se estendem a coifas, melhorando o
alongamento e a extração dos moldes, incluindo ainda camel backs e
revestimentos de cilindros.
Benefícios múltiplos – Além do grande cunho ecológico, o amplo
alcance do projeto implementado pela Radici Plastics só se tornaria mais
evidente no decorrer dos estudos e ensaios confirmando os benefícios
decorrentes das novas aplicações.
Para atestar a qualidade dos compostos produzidos com poliamidas 6 e 6.6,
reforçados com as cinzas das cascas de arroz, a empresa promoveu inúmeros
testes em corpos-de-prova, incluindo
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ensaios de envelhecimento dos materiais com duração de
5 mil horas, segundo destacou Jane Campos, diretora-comercial da
Radici Plastics.
Nos estudos iniciais foram utilizadas como matrizes as poliamidas 6 e
6.6, reforçadas com as cinzas provenientes da queima das cascas de
arroz, realizada em termoelétricas, que costumam empregar as cascas de
arroz para gerar energia.
Ao analisar a composição química das cinzas das cascas de arroz
perante a composição do |
Cuca Jorge

Para Jane, testes em corpos-de-prova confirmaram qualidade dos
compostos |
talco, os pesquisadores da Radici Plastics puderam comprovar suas
vantagens, sob vários aspectos. A principal delas está relacionada com o
teor de óxidos de sílica (91,89%) encontrado nas cinzas das cascas de
arroz, em comparação com o teor de sílica constatado no talco, que é de
58%.
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Outra grande vantagem das cinzas das cascas de arroz
está na sua baixíssima concentração de óxidos de ferro (0,06%),
enquanto o talco apresenta teor de 0,9%. Nesse particular, o
pesquisador Marcos Santana de Araújo, um dos responsáveis técnicos
pelo desenvolvimento de compostos com as novas cargas da Radici
Plastics, é claro: “A presença de óxidos de ferro em compostos oferece
o risco de contaminar vários polímeros, principalmente poliamidas,
podendo alterar suas características de impacto e de cristalização.
Portanto, quanto menor for a concentração de óxidos de ferro, melhor
será o desempenho dos polímeros.”
As poliamidas reforçadas com as cinzas das cascas de arroz contendo
alta concentração de óxidos de sílica |
Cuca Jorge

Araújo: baixa concentração de óxido de ferro melhora ação do polímero |
também revelaram superioridade nos ensaios de impacto por queda livre.
Nesse ensaio apresentaram resistência dobrada em comparação com o
desempenho do corpo-de-prova fabricado com poliamida reforçada com talco.
Nos demais ensaios, como de resistência à tração, à flexão e ao impacto
por pêndulo, os novos compostos apresentaram desempenho equivalente.
Com a utilização de microssílicas obtidas das cascas de arroz, as
formulações de compostos tornaram-se mais simples e propiciaram distribuir
melhor a umidade por toda a peça, fazendo com que os náilons adquirissem
maior flexibilidade.
“A estabilização dos náilons reforçados com cargas formadas por
microssílicas obtidas das cascas do arroz também é bem mais rápida, e
possibilita montar uma tampa de correia no motor em 24 horas, enquanto
peças fabricadas com cargas convencionais exigiriam entre quatro a cinco
dias para que se pudesse efetuar as montagens, período necessário à
estabilização dos náilons”, explicou Araújo.
A tampa de correia do motor, no caso, por se tratar de peça com nove
insertos metálicos para a colocação de parafusos e pinos, também não
poderia ser submetida a processo de hidratação forçada perante o risco de
ocorrer a oxidação dos insertos.
A única desvantagem, por enquanto, relacionada com as peças que irão
contar com carga composta pelas cinzas das cascas de arroz, segundo
Araújo, está na cor do artefato, que só pode ser preta. Entretanto,
segundo ele, o que se poderia denominar como desvantagem, também
representa outra vantagem, pois a cor preta permite formular compostos
igualmente pretos, sem a necessidade de incorporação às massas de
negros-de-fumo, e também dispensar cargas minerais, que podem submeter os
compostos a riscos de afloramento.
“Estamos oferecendo uma opção para a produção mais amigável ao meio
ambiente, aproveitando um subproduto que seria descartado na natureza para
dar-lhe nova utilização”, afirmou o diretor-geral da empresa, Andrea
Serturini.
A nova tecnologia para a fabricação de compostos também privilegia o
acabamento superficial das peças, oferecendo-lhes melhor aparência. Depois
do benefício ecológico, entretanto, o que mais atraiu as montadoras para a
possível utilização do novo composto foi a qualidade do acabamento
superficial propiciado às peças. Graças a essa soma de benefícios, várias
montadoras testam no momento o novo composto em tampas de correias de
motores. O próximo passo, segundo avaliam os técnicos da Radici Plastics,
será testar o material também na fabricação de tampas para os bocais de
combustíveis, incluindo tampas para os próprios motores.
A empresa já conta, contudo, com um leque de novas possibilidades que
estão sendo abertas para a introdução dos novos compostos fabricados com
microssílicas das cascas de arroz. Um deles estaria direcionado à
fabricação de conectores de chicote para a colocação das fiações para
acionamento de vidros elétricos, travas elétricas, entre outros conjuntos.
Novos projetos para o Brasil – Instalada desde setembro de 1998 no
Brasil, em Itaquaquecetuba, no interior paulista, a fábrica de compostos
de engenharia da Radici Plastics já desenvolveu dezenas de projetos para a
fabricação de peças plásticas, respondendo por cem novas aplicações ao ano
e pela nacionalização de várias aplicações consolidadas na Europa.
Tais aplicações envolvem principalmente compostos de PA 6, que alimentam
os mercados de ferramentas elétricas, na fabricação de furadeiras, serras,
lixadeiras etc. e as indústrias automobilísticas, na produção de calotas,
tampas para motores etc. e compostos de PA 6.6, destinados aos setores de
maior exigência quanto à temperatura de utilização (entre 180ºC e 190ºC),
até mesmo para uso contínuo (até 150ºC), como carcaças de secadores para
cabelos, pedais de aceleradores de veículos, entre outras aplicações,
fabricadas com vários tipos de reforços e que, a partir de agora, poderão
contar com óxidos de sílica obtidos das cinzas das cascas de arroz, como
suas mais novas beneficiárias.
“Estamos participando de um momento muito bom para os plásticos de
engenharia, pois muitas peças antes confeccionadas em metais migraram para
as poliamidas, como ventoinhas, filtros, atuadores, comandos de válvulas,
pedais, entre outras. As aplicações automotivas das poliamidas e dos
compostos cresceram muito nos últimos anos. Na Europa, já se estendem a
defletores de faróis, difusores de ar, caixas para airbags, peças para
porta-luvas e para painéis, entre muitas outras. Apesar de nosso foco
atual estar voltado para as poliamidas, também já iniciamos processo de
busca de novos parceiros nas áreas de aplicação dos polipropilenos”,
antecipou o diretor Serturini.
Com duas fábricas de plásticos de engenharia na Itália e uma unidade em
cinco diferentes países – Alemanha, Estados Unidos, China, Índia e Brasil
–, além de centros de distribuição na França, Espanha e Inglaterra, a
Radici Plastics tem o propósito de oferecer ao mercado brasileiro, segundo
reiterou o diretor Serturini, produtos tecnologicamente mais avançados e
de menor impacto ambiental. Nessa linha de atuação, além do novo
desenvolvimento em carga, a empresa também acaba de trazer ao país,
atendendo ao pedido de montadoras, compostos aditivados com antichama à
base de fósforo, como alternativa menos agressiva aos compostos à base de
bromo e de cloro, para aplicação em peças automotivas.
Outro grande feito recente foi a compra da Michel Day, ocorrida em 5 de
janeiro de 2010. A fábrica é considerada uma das maiores produtoras de
compostos dos Estados Unidos, e vinha atuando há vários anos nas áreas de
poliacetal, PET, PBT, PBTE, PC e ABS, respondendo por cerca de 180
homologações implementadas somente no setor automotivo.
“A importância da aquisição da Michel Day é muito grande para o grupo
Radici, pois ampliará nosso portfólio de produtos e de negócios. A Michel
Day até 2009 respondia por faturamento anual superior a US$ 45 milhões,
sendo 72% desse montante gerado pelos negócios firmados com as indústrias
automobilísticas”, revelou Serturini.
Rose de Moraes
Empresa eleva produção para atender o setor automotivo
Em processo acelerado
de modernização, a Marfinite, precursora nacional de inúmeros
manufaturados plásticos, com cerca de 800 itens em linha, prepara-se para
alçar voos mais altos, ao implementar maior produtividade nas duas atuais
fábricas, de Itaquaquecetuba-SP e de Mairinque-SP, e concretizar a compra
de novas injetoras e sopradoras robotizadas, ingressando em outras áreas
de negócios, especialmente no campo de OEM – Original Equipment
Manufacturer, com o objetivo de tornar-se parceira de importantes projetos
para o setor automotivo.
Prestes a completar seu primeiro cinquentenário, a ser comemorado no
próximo ano, a empresa incrementa investimentos em várias frentes, a fim
de tornar-se mais competitiva, sem descontinuar produções concebidas por
seus antigos gestores Vital Raiola e Giulio Frascari, mas fazendo jus à
experiência empresarial de seus atuais dirigentes, proprietários do grupo
paulista A2DP.
“Concluímos em 2009 a incorporação ao grupo de fábrica de transformação de
plástico anteriormente pertencente à Sedna, instalada em Mairinque, a 70
quilômetros de São Paulo, somando mais mil toneladas à nossa capacidade e
estamos finalizando a preparação dessa unidade para atender aos padrões
exigidos pela certificação ISO/TS, entre outras, para podermos ingressar
em novos mercados”, informou Alexandre Pimentel, sócio-diretor do grupo
A2DP, empresário egresso do grupo Delga, de Diadema-SP, reconhecido no
ramo de autopeças metálicas.
Assim, definido o objetivo de imprimir maior produtividade às operações,
pouco tempo depois de assumir a Marfinite, o grupo A2DP já dotaria seu
parque industrial de catorze novas injetoras com forças de fechamento
variando entre 600 toneladas e 2.700 toneladas, após a identificação de
gargalos na área produtiva.
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“Assumimos o desafio de ampliar a capacidade produtiva
da Marfinite e, por conta disso, deveremos adquirir outras 25 novas
injetoras até junho de 2010”, informou o diretor. O prazo é
considerado limite para a aquisição de bens de capital novos, contando
com financiamento a taxas de juros reduzidas, de acordo com programa
de estímulo à competitividade do setor industrial em implementação
pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). |
Cuca Jorge

Pimentel: empresa vai comprar 25 injetoras até
junho deste ano |
Inovações desde o passado – Com histórico de inovações desde a sua
fundação, a Marfinite vem colocando em curso amplo programa de expansão,
objetivando valorizar marcas e implementar modernizações.
“A Marfinite sempre foi reconhecida pelo desenvolvimento de móveis para
áreas externas e por ter apresentado centenas de soluções inovadoras para
a indústria, o comércio e para a área de serviços, mas passa atualmente
por uma intensa reestruturação nas áreas administrativa e de negócios,
seguindo os nossos métodos de trabalho”, acrescentou Pimentel.
Os destaques na produção surgem desde o ano de fundação da empresa, em
1961, quando lançaria com grande sucesso os primeiros artefatos plásticos
voltados ao segmento de jogos e de lazer.
Na primeira fábrica, no bairro paulista do Ipiranga – onde se manteve até
o ano de 1979, ano em que inaugurou a nova unidade de Itaquaquecetuba –,
que abriga até hoje a sua única loja voltada ao comércio varejista, a
empresa iniciou suas atividades com a produção de bolas de bilhar e de
boliche feitas de poliéster, em substituição às importadas, produzidas em
marfim, contribuindo para popularizar essas modalidades esportivas.
Seis anos após sua fundação, em 1967, a Marfinite conquistaria maior
projeção no cenário industrial, ao lançar a primeira linha de contêineres
plásticos de polipropileno – na época apenas produzidos em pequenos
tamanhos –, compartilhada com suas primeiras cadeiras também de PP,
produzidas já naquela época com design valorizando aspectos anatômicos
para o maior conforto dos usuários.
A ideia de projetar os primeiros contêineres plásticos foi bem-sucedida ao
longo de todas as décadas de atuação da empresa e sob vários aspectos. Sob
o ponto de vista de inovação tecnológica, a criação desses artefatos
ofereceu alternativa à utilização da madeira, bem como introduziu o
conceito de uso de materiais duráveis e retornáveis.
O feito, entretanto, também rendeu à empresa benefícios financeiros, pois,
até hoje, os contêineres integram área de negócios na qual está
concentrada a maior fatia de faturamento (40%), somada à rentabilidade
advinda da produção e comercialização de paletes e estrados, itens que
integram a linha de produtos para armazenagem, transporte e distribuição
logística de centenas de produtos desde alimentícios até industriais.
Um ano depois do lançamento dos contêineres, em 1968, outra especialidade
se transformou em área de negócios bastante rentável, representando de
certa forma a continuidade aos projetos de fabricação das primeiras bolas
de bilhar e de boliche. Dessa vez, porém, a inovação se voltou à produção
de esferas plásticas ocas para atender o setor de higiene pessoal
(desodorantes roll-on), incluindo cosméticos (batons e sombras também em
embalagens roll-on), tendo por primeira parceira uma das maiores
indústrias globais do setor.
Como consequência do aquecimento nas vendas do setor de higiene pessoal e
de cosméticos, a demanda por esferas se mantém em alta há vários anos,
apresentando taxas de crescimento que oscilam entre 15% e 20% ao ano. Com
esse ritmo, as 18 milhões de esferas fabricadas atualmente com compostos
de PP e em vários diâmetros – desde 3,96 mm até 35,56 mm – não estão sendo
suficientes para atender aos pedidos e, por isso, o grupo já está alocando
novos recursos para investir na reforma e ampliação de antiga unidade
instalada no parque de Itaquaquecetuba, tornando-a mais bem equipada e
exclusiva para produzir esferas plásticas injetadas e sopradas e com a
meta de dobrar a produção atual, ou seja, passar a produzir 36 milhões de
unidades/mês, ainda nesse ano, e também fazendo crescer a parcela de
representatividade desse segmento no faturamento total atual, hoje em
torno de 12%.
Desde o passado, o dinamismo empresarial vem caracterizando os passos da
empresa. Dois anos após a inauguração da fábrica de Itaquaquecetuba
(1981), que conta com 30 mil m2 de construções distribuídos em terreno de
236 mil m2, a Marfinite lançaria a linha Ekologika de móveis de PP para
piscinas e jardins, conquistando mais uma vez grande aceitação entre os
usuários.
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O ano de 1984 é dedicado ao lançamento de outra linha
inovadora de móveis: a Marmolínea, fabricada com resina de poliéster e
com composto especial (pó de mármore), sendo composta de mesas e
cadeiras altamente resistentes e duráveis, em vários formatos e
tamanhos, tanto para uso em escritórios, como para residências.
“A linha Marmolínea obteve grande aceitação entre os consumidores
residenciais, sendo fabricada até os dias de hoje por processo
considerado artesanal, em moldes abertos”, informou José Emerson
Amaral, diretor de operações e de marketing da Marfinite. |
Cuca Jorge

Amaral: Marmolínea teve aceitação entre os consumidores residenciais |
Em 1991, a Marfinite dá início à produção de paletes de PP e polietileno,
produtos que, rapidamente, cresceram em volumes comercializados em vários
setores industriais, pela sua durabilidade e por suportar as mais adversas
condições de refrigeração, como por exemplo em câmaras frigoríficas.
Seis anos depois, em 1997, a empresa mais uma vez se destacou na produção
de nova linha de lixeiras de grande capacidade, para acondicionar 120
litros e 240 litros, incluindo modelos para uso doméstico, com capacidade
para 6 litros e modelos denominados carros coletores para deslocamentos
sob rodas, comportando 350 litros.
Terceirização é incrementada – Ampliada e revitalizada, a antiga
Sedna, após ser adquirida pelo grupo A2DP, ganhou não só nova razão social
em 2009, passando a denominar-se Pladip Plastic Engineering, como também a
nova missão de produzir mediante contratos de terceirização,
principalmente peças para o setor automotivo, mas também componentes para
as linhas branca e marrom.
“Contamos na Pladip com injetoras para produzir desde pequenas peças com
280 gramas até componentes com 16 quilos, direcionando a produção para
caixas para faróis, para-choques, aerofólios e peças para o interior dos
veículos, como revestimentos para portas, porta-copos e suportes para
câmbios”, informou o diretor Amaral.
Os setores de linha branca e linha marrom também deverão ser atendidos por
essa unidade que incluirá em sua produção peças e componentes para
refrigeradores e vários componentes para impressoras, como tampas e
estruturas internas.
Apesar de concentrado em negócios nacionais, o grupo A2DP não descarta a
intenção de incrementar as vendas externas, tentando viabilizar no futuro
a instalação de nova unidade fabril em país da América Latina. Com mais de
250 distribuidores atuantes praticamente em todo o Brasil, a empresa
também mantém presença na Argentina, Uruguai, Paraguai e México, contando
com mais de 70 injetoras de 130 toneladas até 2.700 toneladas de força de
fechamento, oito sopradoras, seis extrusoras e oito moinhos de alta
capacidade somente no parque industrial de
Itaquaquecetuba-SP.
Últimos lançamentos – Vários lançamentos ampliaram a produção nesse
ano. Entre as novidades, estão assentos especiais para estádios
esportivos, fabricados com poliolefinas e estabilizados contra as
radiações UV, produzidos em várias cores e modelos.
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A empresa também desenvolveu cadeiras feitas de náilon
e PP, com resistência superior à temperatura, acima de 100ºC, para
usuários da terceira idade e pessoas com deficiência física.
Os novos projetos também valorizam o design em cadeiras mais
confortáveis e anatômicas, desenhadas com novos estilos e formatos, da
linha Vivaldi, fabricadas com PP e estrutura de alumínio.
Para os segmentos de móveis e utilidades domésticas, a empresa também
está lançando |
Cuca Jorge

Cadeiras feitas de PP e estrutura de alumínio |
estantes de PP e PE, comercializadas em kits com três, quatro e cinco
prateleiras, bem como cestos expositores empilháveis em várias versões,
carrinhos para compras, além de novas poltronas, bancos e
espreguiçadeiras.
As inovações ainda incluem caixas térmicas de 30 litros e Ice Cooler,
novidade para acondicionar e conservar bebidas geladas, com capacidade em
volume para 50 litros, e que dispõem de tampas translúcidas e drenos para
desaguar todo o gelo derretido, utilidade que vem obtendo grande aceitação
de usuários para colocação em festas e reuniões tanto residenciais como
comerciais.
Com exclusividade, a Marfinite também promoveu recentemente o lançamento
de centrífuga manual de PP para uso industrial. Trata-se de item de grande
dimensão, com altura total de 52,5 cm, e com 43 cm de diâmetro, e
capacidade para 22 litros, concebido para secar saladas, verduras e
legumes, após higienização e lavagem, livrando os alimentos in natura de
umidade para posterior consumo.
Rose de Moraes
Integração petroquímica é tema de reunião no Sul
O tema da nova Braskem,
alçada ao posto de gigante latino-americana do setor petroquímico ao
adquirir a Quattor, foi o ponto alto da reunião mensal do Sindicato da
Indústria de Material Plástico do Nordeste Gaúcho – Simplás. O evento
aconteceu em primeiro de março, em Caxias do Sul, e o vice-presidente
corporativo do braço petroquímico do grupo Odebrecht, Rui Chammas, foi o
porta-voz das decisões do grupo para a cadeia petroquímica.
As palavras de um executivo da primeira linha diretiva da Braskem podem
ter aliviado a preocupação dos transformadores gaúchos relacionada com o
surgimento do novo monopólio na cadeia produtiva do plástico, o que na
visão desses empreendedores os tornaria atrelados a uma política de preços
sem a lei da oferta e da procura dentro de um ambiente de competição,
pois, com a aquisição, a Braskem ocupará 73% do mercado de resinas no país
– antes eram 52%. Segundo Chammas, a Braskem permanece como empresa
privada e preocupada com o crescimento de seus clientes.
O vice-presidente corporativo destacou o comprometimento corporativo com
todos os elos da cadeia petroquímica, oferecendo soluções diferenciadas e
possibilitando o crescimento em conjunto, um dos pilares de sua
estratégia. A mesma filosofia operacional vale para os novos clientes que
serão herdados por conta da compra da Quattor.
Para Chammas, a integração petroquímica é natural porque os antigos
players não ofereciam mais condições de operar na nova configuração da
escala global firmada com as megacorporações, como é o caso da Braskem,
que passo a passo vem construindo uma superestrutura capaz de colocá-la na
disputa da liderança mundial. Ele assegurou que o portfólio de produtos
Quattor será mantido no mercado pelo menos por enquanto. “Não existe
intenção de eliminar grades de produtos”, assegurou.
O vice-presidente enalteceu a pesquisa tecnológica em busca de novas
matérias-primas de fontes renováveis a ser reforçada. “A Braskem é a
empresa com maior volume de investimentos em matérias-primas como é o caso
do polietileno verde que sairá aqui do Rio Grande do Sul pela rota do
etanol”, enfatizou o executivo.
Ao mesmo tempo, revelou que a Braskem abortou o projeto inicial para a
produção do polipropileno verde, mas contratou uma empresa para tentar uma
tecnologia capaz de atender às expectativas do grupo com relação à
qualidade do produto e em condições de competitividade. Ele não quis
comentar as razões da decisão. Nem a empresa contratada para recomeçar as
pesquisas.
Diretrizes e reconfiguração – Diversificação das matérias-primas,
aumento de escala e complementaridade geográfica, fortalecimento e
competitividade de toda a cadeia produtiva, equilíbrio da estrutura de
capital, valor agregado aos seus acionistas, e consolidação das
participações da Odebrecht e da Petrobras nas atividades do setor, essas
são as principais diretrizes traçadas pela diretoria da Braskem nesta
etapa pós-aquisição do conglomerado Quattor.
De acordo com Chammas, a aplicação dessas diretrizes começa por assegurar
a liderança da corporação nas Américas como direcionamento estratégico. O
vice-presidente esclareceu ainda como fica a recomposição de ativos com a
aquisição em curso da Quattor. Confirmou que 50% da Carbocloro e 33,3% da
Polibutenos serão da Braskem. Os 60% da Quattor Participações serão
igualmente da organização e os outros 40% ficarão sob controle da
Petrobras. O braço petroquímico da Odebrecht abocanha ainda 100% da Unipar
Comercial, 94,11% da Quattor Química – 5,89% serão Petrobras –, 65%, 98%
da Riopol e 99,30% da Quattor Petroquímica. Vinte e cinco por cento da
Riopol permanecem com a BNDESpar.
Quanto ao caminho a ser percorrido, Chammas confirmou: para a conclusão da
transação, a Braskem terá um aumento de capital de R$ 1 bilhão, originário
da Odebrecht, R$ 2,5 bilhões ficam a cargo da Petrobras, e entre R$ 500
milhões e R$ 1 bilhão estão sob controle dos acionistas minoritários. Com
isso, a Odebrecht deterá mais de 50% do total de ações ordinárias.
Enquanto a integração acionária não ocorre, Braskem e Quattor operam
independentes. Na recomposição diretiva, a Petrobras aumenta a quantidade
de representantes no Conselho de Administração da empresa de três para
quatro. Atualmente a Braskem conta com 4.600 funcionários, 17 plantas com
integração entre 1ª e 2ª geração petroquímica – BA, RS, AL, SP
(não-integrada). Detém ainda 52% do mercado brasileiro de resinas com
capacidade total de 3 milhões e 585 mil toneladas de resinas: 510 mil t de
PVC, 1 milhão de t de polipropileno e 1 milhão, 995 mil t de polietilenos.
Com a aquisição da Quattor, a produção irá crescer para 5,5 milhões de
toneladas de resinas: 510 mil toneladas de PVC, 1,9 milhão de t de
polipropileno e 3 milhões de t de polietilenos. O número de pessoal
envolvido sobe para 6,3 mil funcionários, passa a contar com 26 plantas
industriais integradas e 73% de ocupação do mercado. Na rota da
internacionalização, Rui Chammas lembrou a aquisição de 100% da planta de
polipropileno do grupo norte-americano Sunoco Chemicals por US$ 350
milhões com três plantas capacitadas a produzir 950 mil toneladas por ano
de polipropileno.
Outro aspecto importante é a diversificação da matriz de matérias-primas
com a integração do gás natural e do propeno de refinaria e etanol aos
crackers de processo para nafta. Os novos ativos resultarão em aumento de
escala combinada com a complementação geográfica entre plantas de Alagoas,
Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, além da
diversificação das matérias-primas básicas para a obtenção de produtos
petroquímicos.
“Somos uma empresa comprometida com a transparência, com a autonomia da
gestão executiva e com a busca de resultados consistentes e sustentados
para os acionistas. Com esse movimento, a Braskem dá mais um importante
passo em direção à internacionalização do setor petroquímico brasileiro no
momento em que o Brasil se projeta como uma força emergente na economia
mundial”, afirmou Chammas.
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Doação – A Braskem repassou um Sistema
Descentralizado de Controle Distribuído (SDCD) à Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (UFRGS), em cerimônia de assinatura de termo de
doação realizada no gabinete do reitor, em 16 de março. O SDCD é o
cérebro eletrônico de plantas químicas de processos e de outros
sistemas de reação crítica, tais como petrolíferas, plantas
farmacêuticas de defensivos agrícolas, entre outras. A universidade
gaúcha será a primeira no Brasil a contar com esse tipo de equipamento
para uso nos cursos de graduação e pós-graduação. |
Fernando C. de Castro

Universidade ganha Sistema Descentralizado de Controle Distrubuído |
O SDCD era usado na planta da Unidade de Insumos Básicos da antiga Copesul,
em Triunfo, desde 1985. Com a compra da empresa pela Braskem, um novo
sistema de última geração entrou em operação recentemente, o que permitiu
a doação. A UFRGS também receberá um software atualizado, igualmente
doado, mas pela Metso, empresa finlandesa detentora de tecnologia de ponta
para programação deste tipo de equipamento.
O equipamento controlava os fornos de pirólise, o coração de um cracker
petroquímico, e foi substituído por um sistema de última geração. À
disposição da atividade acadêmica funcionará como um simulador de
processos, que só poderia ser conhecido algum dia por estudantes da área
de química absorvidos por empresas usuárias desse tipo de sistema.
Para o vice-presidente-executivo da Braskem, Manoel Carnaúba, a iniciativa
fortalece todos: a universidade, os pesquisadores e a Braskem. Segundo o
executivo, o sistema é versátil e pode ser acoplado a computadores comuns
vendidos no varejo. Com isso, a interligação aos sistemas existentes
dentro de um ambiente acadêmico irá ocorrer sem qualquer dificuldade. “É
como um simulador de voo usado na formação de pilotos de avião”, comparou
Carnaúba.
Outra vantagem vislumbrada por Carnaúba diz respeito a novas aplicações
que poderão resultar do uso do equipamento em cursos de engenharia e de
tecnologia da informação e que futuramente poderão ser aproveitados pela
Braskem. “Como o equipamento estará dentro de um local de pesquisa,
algumas inovações poderão surgir com base em novos protocolos”, confia
Carnaúba.
De acordo com o reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, a iniciativa da
Braskem é o que ele define como “interação de conhecimento” entre a
academia e a iniciativa privada e adiantou que o SDCD terá sua utilização
ampliada para diversas áreas da universidade. Além da engenharia química,
os professores e alunos dos cursos de química, engenharia elétrica e
ciências da computação deverão ter acesso ao sistema como forma de
entendê-lo e até aperfeiçoá-lo. Na oportunidade, Netto aceitou convite de
Carnaúba para conhecer o complexo petroquímico da Braskem, em Triunfo,
incluindo o canteiro de obras da planta de polietileno que será produzido
pela rota alcoolquímica.
“Os profissionais formados e que trabalharem com esse sistema estarão
melhor capacitados a atuar na indústria química”, diz Jorge Trierweiler,
professor da Escola de Engenharia da UFRGS. O equipamento tem valor
estimado de R$ 500 mil – um novo custa R$ 1 milhão – e atenderá os alunos
dos cursos de Engenharia Química, de Engenharia de Controle e Automação e
da pós-graduação da universidade.
A cidade gaúcha de Triunfo, além de unidades completas de produção de
derivados petroquímicos, reúne os principais ativos para desenvolvimento
de pesquisa da Braskem: são unidades piloto e um centro tecnológico (com
os laboratórios mais avançados da América Latina), controlados pela
iniciativa privada – para atividade petroquímica – onde trabalham um grupo
expressivo de doutores, mestres e técnicos – especializados em apresentar
soluções e novas aplicações em resinas termoplásticas.
Na ocasião de assinatura do convênio de doação com a UFRGS, os executivos
da Braskem anteciparam que a planta de polietileno baseado em eteno via
etanol, calculada em R$ 500 milhões, deverá entrar em operação três meses
antes do previsto.
Fernando Cibelli de Castro
México tem novas opções em plásticos de engenharia
A fim de ampliar sua
presença em regiões de crescimento econômico, a Rhodia Plásticos de
Engenharia e Polímeros está reforçando sua posição no México. A empresa
decidiu criar a partir do Brasil (onde possui unidade industrial e
laboratório de desenvolvimento de aplicações), uma área comercial e de
marketing na capital mexicana, dedicada a atender os clientes da região e
buscar novas aplicações para os seus desenvolvimentos.
As resinas de engenharia da Rhodia moldam peças destinadas a diversos
segmentos de mercado, mas principalmente o de automóveis,
eletroeletrônicos, bens industriais e o de bens de consumo.
“Nosso objetivo, em conjunto com os nossos clientes, é o desenvolvimento
de aplicações de valor para o mercado mexicano e da região, melhorando a
competitividade do setor, que passa por um período de retomada de suas
atividades”, afirma Marcos Curti, diretor para a América Latina.
Na opinião dele, as soluções customizadas oferecidas pela empresa ajudam
na melhoria dos processos e resultam em ganhos de produtividade. “Nossas
equipes de P&D, comercial e de assistência técnica operam em sintonia fina
com a cadeia produtiva do setor para identificar e atender plenamente às
suas demandas”, argumenta.
A unidade industrial brasileira deve ser contemplada com um aumento de 10%
na sua capacidade produtiva e expandir a oferta em toda a América Latina.
Os projetos da empresa também inserem uma possível produção de plásticos
de engenharia em local mais próximo ao mercado mexicano.
A Rhodia marcou presença na feira de plásticos do México, a 16ª
Plastimagen, de 23 a 26 de março, com uma série de novidades em tecnologia
e produtos. A mais recente é uma poliamida sem carga para uso em peças
como abraçadeiras, que exigem resistência térmica e mecânica combinada com
flexibilidade. “Esse novo produto amplia a linha Technyl Star AFX, uma
geração de poliamidas 6.6 que alia uma fluidez excepcional e um nível de
reforço jamais alcançado nesse segmento de produtos”, diz Adriana Morasco,
gerente de mercado da Rhodia EP&P, especialista destacada pela empresa
para atuar diretamente no mercado mexicano de plásticos e polímeros.
Segundo ela, além de rigidez inigualável e de elevada resistência à
temperatura, essa tecnologia oferece uma incomparável capacidade de
processamento.
Outro destaque fica por conta da nova família de poliamida 6.6 Technyl
Heat Performance (HP), desenvolvida como uma solução avançada para vencer
os crescentes desafios das altas temperaturas sob o capô dos veículos.
Os grades dessa linha propiciam maior retenção das propriedades,
especificamente quando expostos a altas temperaturas constantes, em
comparação com as poliamidas tradicionais disponíveis no mercado. Além
disso, oferecem maior liberdade de projeto para aplicações como circuitos
de ar (coletores de admissão, dutos de ar etc).
Criado para aplicação em bicos de injeção eletrônica de combustível, o
Technyl A 118 V33 constitui outro produto novo, desenhado para substituir
o aço no revestimento exterior. O polímero reduz em 30% o peso dessa peça
e contribui com ganhos ambientais, visto que veículos com esse tipo de
bico de injeção reduzem em 18% a emissão de hidrocarbonetos.
Além desse benefício, o material da Rhodia pode receber gravação a laser
de códigos, assegurando-se a rastreabilidade da peça. A gravação é
garantida pela introdução de aditivos especiais, sem afetar as
características técnicas exigidas pela aplicação, entre elas a alta
resistência mecânica.
A feira mexicana também serviu de palco para a divulgação do Technyl A
218W V30, uma poliamida 6,6 reforçada com 30% de fibra de vidro com
certificação W270 (análise biológica de água), diferenciada por sua
excelente resistência à hidrólise e ótimo desempenho mecânico. O material
é referência para aplicações em contato com água potável. Disponíveis nas
versões preto e natural, o polímero foi especialmente criado para uso em
sistemas de aquecimento, bombas, válvulas elétricas e aplicativos
semelhantes, e também oferece um ótimo aspecto de superfície.
A Rhodia é um grupo químico internacional estruturado em seis empresas e
parceiro dos maiores players mundiais em diferentes mercados: agroquímicos
e nutrição, automotivo, aromas e fragrâncias, bens de consumo e têxtil,
eletroeletrônicos, energia e abatimento de gases de efeito estufa,
indústria e processos, saúde, cuidados pessoais e domiciliares. O grupo
emprega 13.600 pessoas no mundo e obteve faturamento de 4,03 bilhões de
euros em 2009. As ações da Rhodia são cotadas na bolsa de valores de Paris
(Euronext).
Maria A. S. Reto
Fábrica se torna mais ágil com nova unidade in house
A Unipac abriu uma
unidade in house na Syngenta Brasil, onde produz embalagens de polietileno
de alta densidade (PEAD) monocamadas de 5 e 20 litros para o envase de
defensivos agrícolas. A ideia é incluir a fabricação de frascos de 1 litro
no projeto, a curto prazo. Essa inauguração sedimenta a parceria de mais
de trinta anos entre as duas companhias, que contempla ainda o
fornecimento de peças de 250 ml a 20 litros, tanto mono quanto coex,
fabricadas nas outras plantas da empresa.
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A nova fábrica funciona desde outubro do ano passado e
opera a plena capacidade. Apesar de não revelar números da produção da
unidade, Nilton Coelho Filho, o gerente de negócios da divisão de
embalagens da Unipac, garante que o player tem flexibilidade para se
adaptar à sazonalidade do mercado de defensivos agrícolas.
Atuar dentro do parque fabril do cliente por si só denota total
integração à sua cadeia produtiva. Por isso, além dessa personalização
do atendimento, a Unipac, que também é responsável pelo gerenciamento
do fluxo logístico da planta, passou a responder às solicitações da
Syngenta, uma das líderes mundiais no segmento de agribusiness, de
forma rápida e otimizada. A iniciativa trouxe ainda ganhos econômicos,
sobretudo no transporte. “Nós tiramos da estrada cerca de mil
carretas”, afirma Filho. |
Divulgação

Sopradora produz embalagens monocamadas
de PEAD |
O projeto abarcou a reestruturação do prédio, localizado dentro da
Syngenta em Paulínia-SP, e a compra de sopradoras. “Fizemos toda a
instalação, desde os pisos até as partes hidráulica e elétrica, atendendo
a todas as normas de segurança exigidas”, assegura Filho. Em área
construída de 5 mil m², a planta abriga linha de produção composta por
máquinas de elevada produtividade e alto grau de automação, e galpões para
a estocagem das embalagens. Para dimensionar o tamanho da operação,
pode-se considerar a geração de cerca de trinta empregos diretos.
“Nós não vendemos só a embalagem, fazemos todo o trabalho logístico”,
ressalta o gerente. De acordo com ele, o serviço prestado pela Unipac foi
fundamental para a empresa vencer a concorrência pública aberta pela
Syngenta em 2008. Fatores como flexibilidade industrial, custo/benefício e
qualidade também nortearam a escolha, além da confiabilidade. A Syngenta
passou por diversas fusões ao longo de sua existência, mas mantém a Unipac
como sua fornecedora desde a década de 70.
Essa é a segunda unidade in house da Unipac. Há dez anos, montou uma
fábrica na Alimentos Wilson, de Presidente Prudente-SP. Apesar de se
tratar do ramo alimentício, Filho afirma que a operação ofereceu à empresa
subsídios para atuar com mais segurança nessa nova empreitada. “Aprendemos
a trabalhar nesse conceito”, diz. Divisão de negócios do grupo Jacto, a
Unipac está presente em mercados diversos, tais como: embalagens e tampas
para indústrias agroquímicas, químicas, alimentícia, higiene e limpeza;
produtos específicos para os setores automobilístico e de autopeças –
montadoras, reposição e acessórios; agropecuária, consumo e laticínios;
componentes para a área médica, odontológica e laboratorial; soluções
logísticas; e moldagem de artefatos técnicos de borracha e cerâmica para
indústrias de alta tecnologia.
Renata Pachione
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