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Em 2015, começa a etapa de redução em relação ao consumo de 2013. O
índice será de 10% em 2015; 35% em 2020; 67,5% em 2025; 97,5% em 2030, até
a eliminação total em 2040. “Os importadores possuem um limite e devem
prestar contas ao governo, que fiscaliza o cumprimento das cotas.”
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Segundo dados do governo, o Brasil importou
aproximadamente 3.800 toneladas de HCFC-141b e 11 mil toneladas de
R-22 em 2009. Nos Estados Unidos, o substituto mais empregado é o
R-410a, disponível no mercado brasileiro, porém com custo bastante
superior ao R-22.
A expectativa, no entanto, é de que o preço do R-22 aumente
gradativamente, por causa do congelamento e redução das importações.
“Em termos de custos, a tendência de preço do R-22 é quadruplicar até
2020”, estima Pereira, da Refrisat. Na via contrária, os custos dos
refrigerantes “ecológicos” tendem a baixar com o aumento da demanda.
Dessa opinião compartilha o diretor da Metalplan, Carlos A. Martins.
“O Protocolo de Montrealfoi feito de maneira muito inteligente,
visando esse tipo de transição. Os gases clorados |
Cuca Jorge

Pereira prevê maior consumo com menor custo do produto ecológico |
terão a produção diminuída, aumentando o seu custo, o que força a
adaptação da indústria para utilizar os substitutos ecológicos.
Naturalmente, os custos da indústria do frio serão aumentados e em parte
repassados. É o ônus, inevitável, que a sociedade tem que pagar para
proteger o meio ambiente.”
Para Martins, o sucesso do protocolo, em grande parte, se deve a essa
transição suave, que tem proporcionado tempo para a adaptação técnica e
econômica de toda a cadeia de produção e consumo. “Com certeza, o R-22
será banido em data anterior à prevista.”
A Metalplan utiliza R134a, em substituição ao banido R-12. “O gás R22
continua a ser utilizado, mas aos poucos vem crescendo o uso do R-407.”
Fazem parte da linha da empresa os chillers e ultrarresfriadores de ar,
que resfriam o ar comprimido a uma temperatura de -35ºC, com aplicação
específica na área de sopro.
Em 2009, toda a linha de chillers foi reprojetada com o objetivo de
melhorar as suas características técnicas. “Os equipamentos recém-lançados
produzem mais frio com menor consumo de energia e com manutenção mais
simples”, garante Martins.
Retrofit – Outra questão muito importante se refere ao retrofit das
unidades de água gelada. O procedimento quase sempre é possível, mas não
obrigatório, de acordo com o protocolo. “Quando um equipamento, fabricado
originalmente com um gás já banido, precisar ter o gás completado ou
reposto, haverá duas escolhas possíveis: sucatear ou fazer o retrofit”,
diz Martins, da Metalplan.
No caso de um equipamento, fabricado originalmente com um gás ainda não
banido, como o R-22, também haverá a possibilidade de retrofit ou de
continuar usando o gás original. “A decisão deverá levar em conta o quanto
a empresa está disposta a gastar para atender aos seus objetivos de
sustentabilidade.”
O retrofit deverá ser planejado previamente e ser executado quando for
necessária alguma outra intervenção no equipamento. “É importante
salientar que se não for dada a correta destinação ao gás original do
equipamento, o retrofit perde todo o seu sentido. O gás original deverá
ser encaminhado a um centro de regeneração e reciclagem para a destinação
ecologicamente adequada”, afirma Martins.
É preciso distinguir os tipos de retrofit. “A substituição do R-22 por
R-407c, em geral, é possível e não muito custosa. Outra possibilidade é o
retrofit de R-22 ou R-407c para R-410. Na maioria das vezes, muito custoso
e difícil ou até impossível”, diz Prado, da Piovan.
O R-407c apresenta capacidade de refrigeração similar ao R-22, podendo
manter praticamente os mesmos componentes do sistema. “Existe a
necessidade de troca de óleo lubrificante e, eventualmente, de algum
componente, como o dispositivo de expansão e filtro secador”, diz Pereira,
da Refrisat.
Com relação ao gás refrigerante, Pereira salienta a importância de não
misturar produtos de fabricantes diferentes, ação que acarreta na perda de
características químicas do fluido. Pereira defende a substituição dos
equipamentos que estiverem com vida útil comprometida por equipamentos
abastecidos por refrigerantes que não destroem a camada de ozônio e que
também possuam baixo potencial de aquecimento global (GWP). “As
substituições podem reduzir custos de operação quando for selecionado um
equipamento com maior eficiência energética”, afirma.
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Na avaliação do gerente de aplicações especiais da
Körper, de Jundiaí-SP, Roger Camargo, o retrofit passa de opcional
para obrigatório quando ocorrem perdas de gás. A Körper também vem
reduzindo a utilização do R-22, com pretensões de eliminá-lo até 2011.
“Adequaremos os projetos para garantir a mesma eficiência. Nossa
equipe de engenharia já está bastante avançada e preparada para esta
mudança”, garante Camargo.
O principal impacto, segundo ele, é no custo, mais elevado com o uso
de R-407c. “Além disso, a capacidade efetiva dos equipamentos com o
R-22 é um pouco maior.” A Körper é fabricante de torres de
resfriamento, resfriadores de circuito fechado (água e ar), unidades
de água gelada, termorreguladores, sistemas de ventilação industrial e
sistemas de bombeamento. |
Cuca Jorge

Camargo: retrofit é obrigatório em situações de perda de gás |
Bons ventos – Até março de 2009, o mercado estava muito fraco,
segundo avaliação de Camargo. A Brasilplast, no entanto, trouxe novas
perspectivas. A Körper marcou seu ingresso no mercado de unidade de água
gelada na exposição. “Em três meses superamos as metas do ano todo, e este
produto não parou de ganhar volume em nossa empresa.” Segundo ele, 2010
vem apresentando um crescimento progressivo nas vendas. “Estamos muito
otimistas.”
As previsões para 2010 são, de fato, otimistas entre os fabricantes de
unidades de água gelada. “Em 2009, houve retração da atividade industrial
no país, o que diminuiu a demanda por bens de capital. Em 2010, haverá
crescimento do PIB e a indústria que não investiu no período anterior terá
de fazê-lo agora para atender aos novos níveis de produção, aumentando a
demanda por equipamentos da nossa linha. Por isso, investimos na produção
e na área de atendimento a clientes para dar suporte a essa forte demanda
que ocorrerá”, avalia Martins, da Metalplan.
Segundo Pereira, da Refrisat, a reação começou no último trimestre de
2009, quando o volume de vendas duplicou em relação ao primeiro semestre
do mesmo ano. “Com base nos três primeiros meses de 2010, podemos afirmar
que já atingimos números superiores a 60% da média de vendas.” O grande
número de consultas sinaliza ainda a forte tendência de alta e justificou
a ampliação dos investimentos projetados para o ano.
A Refrisat tem em sua linha equipamentos que empregam o R-410a, que
atualmente já é utilizado na Europa e nos Estados Unidos, e apresenta
capacidade de refrigeração 45% superior ao R-22.Outras opções são o
R-407c, o R-404a em equipamentos com baixas temperaturas de evaporação, e
o R-134a nos modelos de baixa capacidade de refrigeração e o R-22.
O diretor-industrial da empresa, Carlos Pereira, cita algumas vantagens do
R-410a. Segundo ele, além de não agredir a camada de ozônio, apresenta
melhor desempenho e confiabilidade, permite o uso de compressores menores
e mais silenciosos e possibilita redução de custos (menor diâmetro de tubo
e necessidade de menos carga), quando comparado a um sistema similar. “Em
paralelo, nosso departamento de vendas já vem desenvolvendo um trabalho de
conscientização com os clientes em relação à utilização e escolha do tipo
de gás refrigerante, apresentando alternativas com o objetivo de evitar o
aumento do aquecimento global e a destruição da camada de ozônio.”
Entre as novidades mais recentes, Pereira cita as unidades de água gelada
com tubulação para gás refrigerante projetadas para operar com maiores
pressões. “Compatível com a utilização do gás R-410a.” Cita ainda o
lançamento, previsto para 2010, de chiller com condensadores constituídos
por trocadores com microcanais (micro-channel), oferecendo diversas
vantagens como menor consumo de energia, menor carga de gás refrigerante,
além da diminuição do tamanho do equipamento, segundo o fabricante. A
empresa apresentou novidades também nas linhas de resfriadores e
desumidificadores e lançou nova família de torres de resfriamento em
circuito fechado, com sistema modular e sistema de reutilização de água
não evaporada.
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