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Com essas características, Ribeiro destaca dois produtos importados com
a marca Industeel. Um deles é o SP300, com dureza na casa dos 32 HRC. “Ele
substitui com inúmeras vantagens os aços DIN 1.2738, os mais famosos da
família P20”, diz. Entre as vantagens, ele oferece excelente usinabilidade.
“O material permite desgaste do flanco de corte da ferramenta em 41
minutos. O P20 com melhor usinagem fabricado no Brasil atinge 26 minutos”,
dispara. Outra característica do SP300 é a possibilidade de obtenção de
excelente acabamento superficial, ótima soldabilidade e condutividade
térmica 20% superior à dos convencionais. O SP400, com dureza de até 40
HRC, substitui os aços DIN 1.2711. As vantagens da matéria-prima em
relação aos concorrentes apontadas por Ribeiro são similares às do SP300.
Um outro produto é o “xodó” da empresa. Trata-se do aço 1045 Ecofast
Microligado, liga desenvolvida e patenteada pela própria Açoespecial e
fabricada por terceiros com os quais a empresa tem acordo. Desenvolvido em
parceria com importantes institutos de pesquisa e ensino, casos do Ipen,
IPT e Universidade Mackenzie, o produto possui, de acordo com o diretor,
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usinabilidade e resistência mecânica superiores às dos
convencionais. “Ele economiza até 60% das ferramentas de corte e tem
dureza 20% superior à dos demais 1045”, informa.
De acordo com Ribeiro, o custo desses produtos é semelhante ao dos
oponentes, varia de (-) 5% a (+) 10%, dependendo da dimensão e
disponibilidade. Também para o executivo, o preço inicial não deve ser
levado tão a sério, mais importante é a relação custo/benefício. Para
justificar sua tese, ele faz um cálculo. O custo do aço na fabricação
de uma ferramenta, em média, fica na casa dos 15%, e a manufatura
responde por de 40% a 50% do preço do molde. A economia pelo uso menor
de máquinas-ferramenta proporcionada por esses aços pode pagar a mão
de obra de uma a cada três ferramentas fabricadas. “A cada sete
ferramentas, a oitava é inteiramente paga”, defende. |
Cuca Jorge

Ribeiro: ligas especiais têm ótima relação custo / benefício |
A ideia dos aços ecológicos tem feito sucesso. Hoje, esses produtos
representam 70% das vendas da Açoespecial. A empresa calcula ter fatia de
17% do mercado de aços para moldes no Brasil e com a estratégia pretende
chegar a 22% no prazo de um ano. Por falar em vendas, o ano de 2009, para
a empresa, não foi dos melhores. A perspectiva para esse ano é de
recuperação. A principal fonte de otimismo são os lançamentos previstos
pela indústria automobilística. Um problema grave, na visão de Ribeiro, é
a falta de financiamento a juros competitivos para os compradores de
moldes. “Aqui, na hora de descontar um título, as empresas pagam entre 5%
e 6% do valor no prazo de 180 dias. Na Europa, os juros são de 6,5% ao
ano”, compara.
Duas marcas – O grupo sueco Böhler-Uddeholm é há anos tradicional
fornecedor de aços para o mercado brasileiro. A empresa atua com duas
marcas, Böhler e Uddeholm, e tem no mercado de moldes para injeção de
plásticos um importante cliente. A empresa atende com regularidade
fornecedores de moldes para o segmento automobilístico, de linha branca e
de eletrodomésticos, entre outros. Um dos diferenciais da empresa, de
acordo com José Roberto Capelletti, gerente nacional de vendas, é a
assistência técnica oferecida aos compradores.
Com a marca Böhler, está no mercado vasta gama de produtos, voltados para
matrizes de injeção construídas para os mais diversos tipos de resinas,
cargas e plásticos de engenharia. O mais procurado é o M238, nome do aço
P20 da empresa, com índices de dureza entre 28 e 32 HRC. “É um produto no
mercado há mais de quarenta anos. Seu diferencial se encontra na
qualidade”, garante o gerente. Para durezas entre 34 e 36 HRC, a Böhler
oferece o M261, indicado para ferramentas que trabalham em condições mais
exigentes, como as de peças de grande superfície que não podem apresentar
problemas de empenamento.
Outra linha destacada por Capelletti é a de inoxidáveis. Entre os aços do
gênero, destaque para o M310, usinado e depois submetido ao tratamento de
têmpera para atingir a dureza desejada. O M333, além da resistência à
corrosão, apresenta maior polibilidade e é indicado para moldes de peças
que necessitam de aparência impecável. “O M340 é o aço inox com maior
resistência à corrosão no mercado mundial. Sua estrutura é enriquecida com
cromo”, diz. O top de linha da empresa é o M390 Microclean, produzido com
pós, submetidos a altas temperaturas e pressões. “É indicado para moldes
de altíssima produtividade”, revela.
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Com a marca Uddeholm, o produto mais vendido para o
setor de plástico é o Nimax, com dureza de 40 HRC. “Ele tem alta
tenacidade e elevada polibilidade”, diz. A liga também é facilmente
retocável com solda e imune aos efeitos nocivos da eletroerosão. O
mais sofisticado é o Elmax, produzido por processo de metalurgia do
pó. Ele conta com altíssima resistência ao desgaste, permite alto
polimento e boa resistência à corrosão.
De acordo com Capelletti, o ano de 2009 não vai deixar saudades.
“Houve queda de 40% nas vendas em razão da crise mundial”, informa.
Para 2010, a expectativa é de recuperação. “Estamos esperando a
retomada generalizada da demanda, com a reativação de projetos
‘engavetados’ e de outros novos”, avalia. A expectativa maior recai
sobre os anunciados lançamentos da indústria automobilística. |
Cuca Jorge

Capelletti: expectativa positiva com o lançamento de projetos |
O gerente reforça o coro, diz perceber forte e crescente preferência do
mercado por aços de alto desempenho e qualidade, responsáveis por ganhos
superiores de produtividade e rentabilidade. “Apesar de ter preços um
pouco mais elevados quando comparados com os convencionais, asseguram
relação custo/benefício extraordinariamente favorável na confecção da
ferramenta”, avalia. Ele também nota crescente desapontamento com a
importação de moldes de baixo custo. “Eles apresentam desempenho
insatisfatório e baixa rentabilidade”, dispara. Sem falar na falta de
suporte técnico e de acompanhamento pós-venda por parte dos fornecedores.
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Nicho importante – O nome é difícil de ser
pronunciado, mas a empresa é bastante conhecida dentro do mercado de
plásticos. A alemã Schmolz-Bickenbach, criada no início do século XX,
tem escritório de vendas no Brasil desde 1998 – ela chegou com o nome
de ThussenKrup, depois alterado para o atual. De acordo com o gerente
de vendas e marketing Douglas de Paula e Silva, a área de plásticos é
muito importante, corresponde a cerca de 20% do faturamento da empresa
no Brasil.
Os dois aços Schmolz mais vendidos no Brasil são o SF 2000 e o SF-5. A
empresa utiliza a escala de dureza Brinell (HB) para classificar seus
produtos. O SF 2000 é um P20 pré-tratado com características
particulares em relação aos similares convencionais. “Ele tem boa
usinabilidade e |
Cuca Jorge

Silva: em 2010 a expectativa é de crescimento das vendas em torno de
20% |
polibilidade, é soldável e pode ser texturizado com facilidade”, diz
Silva. A matéria-prima conta com duas faixas de dureza, de 280 a 325 HB e
de 310 a 355 HB e é oferecido em grandes blocos, com 1.500 mm de largura e
acima de 400 mm de espessura.
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Alumínio leva vantagem no
universo do sopro
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Os aços, de vez em quando, são utilizados na
fabricação de moldes para sopro. Muito de vez em quando. “Em 98%
dos casos usamos alumínio”, revela Rodrigo Vanni, gerente técnico
da Moltec, empresa fabricante de moldes de injeção e de sopro. De
acordo com Vanni, os aços só são utilizados quando as ferramentas
trabalham em condições muito rigorosas. Um exemplo são as matrizes
que fabricam peças com plásticos corrosivos, como o PVC. “Nesse
caso, usamos aços inoxidáveis”, diz.
Nos demais casos, o alumínio se mostra competitivo. O material é
mais barato, mais leve e apresenta características que se adaptam
perfeitamente à operação. Com faixas de dureza entre 120 e 200 HB,
suficientes para a operação, eles apresentam melhor condutividade
térmica, usinabilidade mais fácil e estabilidade dimensional
adequada. “Com ele, o molde é resfriado de forma mais rápida e os
ciclos são reduzidos”, diz. |
Cuca Jorge

Vanni: ligas de alumínio são mais leves e conduzem melhor o calor
em 98% dos moldes para sopro |
Quando o assunto recai para moldes de injeção, Vanni
defende a seleção rigorosa do aço a ser utilizado. “Temos que utilizar
uma liga com dureza adequada à operação do molde, com boas
propriedades de processamento, que permita fácil usinagem e
refrigeração rápida”, resume. |
“O SF-5 é um aço pré-beneficiado, desgaseificado a vácuo e com
excelente usinabilidade e polibilidade”, garante. Com dureza na faixa
entre 269 e 321 HB, é indicado para matrizes que não requeiram altíssimo
acabamento e para estruturas ou bases para moldes. É oferecido em blocos
com espessura abaixo dos 400 mm e largura de 1.650 mm. A empresa também
comercializa a linha Formadur. O Formadur 2711, com dureza de 355 a 400 HB,
tem como característica principal a maior resistência ao desgaste. Já o
Formadur 2312, de 280 a 325 HB, é de fácil usinagem. “Além disso, contamos
com linha completa de inoxidáveis, para moldes sujeitos à corrosão”,
emenda o gerente.
Silva também acredita na recuperação de vendas em 2010. Ele estima um
crescimento de 20% em relação aos resultados do ano passado. “Acho que não
vamos chegar aos resultados de 2008. No ano passado as empresas não
investiram em moldes novos, a queda dos negócios ficou entre 23% e 24%”,
informa. Ele se queixa da concorrência dos aços oriundos de países
asiáticos, em especial da China. “São aços de qualidade duvidosa e boa
penetração no mercado por conta do preço muito reduzido. Vivemos uma
eterna briga por preço”, lamenta. O dólar desvalorizado ajuda. “Mas os
importadores enfrentam elevados custos de importação”, ressalta.
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