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p e r s p e c t i v a s
2010
ABIEF |
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Cuca Jorge

Alfredo Schmitt é
presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens
Plásticas Flexíveis (Abief)
e diretor da FFS Filmes. |
Forte avanço
tecnológico
respalda grande expansão
das embalagens flexíveis
Alfredo Schmitt
Ao que tudo
indica, a indústria de embalagens plásticas flexíveis continuará em
ascensão nos próximos anos. Uma pesquisa divulgada pela Freedonia
aponta para um crescimento de demanda da ordem de 3,5% ao ano que
culminará em mais de 19 milhões de toneladas até 2013 em todo o mundo.
O avanço contínuo da indústria de alimentos, principal cliente do
setor, será a principal mola propulsora desse crescimento. Mas fatores
como melhoria de performance e aumento de valor agregado perceptível
também serão importantes para a expansão do setor já em 2010.
De fato, as tecnologias que melhoram a produtividade e reduzem os
custos de produção têm sido fortes aliadas de nosso setor. A própria
atividade impulsionada pela |
busca do tripé da sustentabilidade – benefícios econômicos, sociais e
ambientais – também tem sido responsável por conquistas importantes. Uma
das mais alardeadas em 2009 foi justamente a redução do consumo de sacolas
plásticas – em unidades –, graças à sua normatização. O setor até passou a
vender menos unidades, mas a qualidade superior das unidades vendidas
desencadeou um valioso processo de consumo consciente.
De acordo com o perfil da indústria brasileira de embalagens plásticas
flexíveis, feito pela Maxiquim com exclusividade para a Abief, anualmente
o setor vinha registrando uma evolução em faturamento. Em 2006 foram R$
8,63 bilhões; em 2007, R$ 9,37 bilhões; e em 2008, R$ 10,31 bilhões.
Embora a estimativa de 2009 indique uma pequena redução, tanto de
faturamento quanto de tonelagem, da ordem de 5,5% por conta da crise que
atravessamos, o setor está otimista para 2010.
Entre os mercados atendidos, alimentos e varejo aparecem nos primeiros
lugares, respectivamente com 31% e 22% de participação. Na sequência vêm
aplicações industriais (19%), bebidas (6%), higiene pessoal e cosméticos
(4%), pet food (2%) e limpeza doméstica (2%); os 14% restantes estão
pulverizados em outras categorias.
De modo geral, todas estas categorias são atendidas por três
características básicas das embalagens flexíveis: oferta de conveniência,
facilidade no gerenciamento dos resíduos pós-consumo e redução de
matéria-prima. A flexibilidade desta embalagem é também um fator-chave
para a indústria atender, de forma bastante ágil, às novas demandas do
mercado, seja com embalagens flow pack, com filmes, sacaria ou com as
embalagens stand up pouch, cuja versão retortable (esterilizável)
tornou-se uma das vedetes da indústria nos últimos anos.
É comum ainda ouvirmos que um dos principais papéis assumidos pela
embalagem flexível recentemente é o de promotora das grandes marcas nos
pontos-de-venda. Aí entramos na questão visual, na plasticidade da
embalagem. Para exemplificar, novamente o stand up pouch, que pode ser
totalmente explorado graficamente, para comunicar a mensagem da empresa,
da marca e do produto para o consumidor final. A embalagem flexível
definitivamente passa a ser o veículo de comunicação do produto,
substituindo até mesmo outras mídias. Um único investimento na embalagem e
ela funciona como veículo de propaganda e comunicação.
O setor também está apto a customizar soluções técnicas específicas para
cada produto e oferecer uma variedade de formatos e tamanhos. Os
especialistas internacionais concordam sobre a versatilidade das
embalagens flexíveis em incorporar uma variedade de novos substratos. No
Brasil, trabalhamos intensamente na redução de custos, sem comprometer as
características técnicas da embalagem como proteção do produto e
manutenção de sabor, aroma e crocância; enfim, sem comprometer a
integridade do produto e sua imagem na gôndola.
Em relação às necessidades da vida moderna, outro destaque da embalagem
plástica flexível é a possibilidade de se trabalhar com porções menores,
porções únicas (unidose) e embalagens que permitem o consumo do produto
até mesmo em movimento (on the go). A introdução de dispositivos
antiviolação foi outro avanço de nosso setor, assim como as novíssimas
técnicas de selagem, que vão ao encontro das exigências relativas à
segurança alimentar.
Sob o aspecto ambiental, o setor só tem mostrado sua competitividade e
preparo para enfrentar os desafios da sustentabilidade. Em 2009, em uma
iniciativa inédita, a cadeia do plástico se reuniu para encabeçar uma
campanha de valorização dessas embalagens. Com isso, demos mais um passo
fundamental para estabelecer este setor na rota do consumo consciente e do
crescimento sustentado.
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