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Fabricante aposta no PP como embalagem hospitalar
Com o mote de ser a
única fabricante no Brasil a contar com planta exclusiva para soluções
parenterais de grande volume (SPGV´s) em sistema fechado, a Segmenta,
empresa que
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desenvolve, fabrica e comercializa produtos voltados
para o setor hospitalar, aposta no polipropileno (PP) como via de acesso
para sua consolidação nesse mercado, que hoje, segundo dados da
Associação Brasileira dos Produtores de Soluções Parenterais (Abrasp),
consome 40 milhões de unidades ao mês, das quais 60% são frascos de
polietileno (PE) ou PP, e 40%, bolsas de policloreto de vinila (PVC) ou
PP.
A escolha da Segmenta se sustenta em alguns diferenciais dessa resina
perante o PE e o PVC. As embalagens de PP garantem total transparência e
a possibilidade de serem esterilizadas a 121ºC. Outros pontos fortes |
Divulgação

Planta exclusiva para soluções parenterais em sistema fechado absorveu
R$ 70 milhões |
se referem ao fato de não interagirem com medicamentos aditivados e não
serem tóxicas. De acordo com Eduardo Rocha, gerente de marketing e novos
negócios da Segmenta, os produtos contam ainda com alça rotatória com giro
de 360º e bico rígido, que garante a segurança do profissional, além de
possuírem pontos de conexão e infusão facilmente identificáveis. Os frascos
feitos em sistema fechado para grandes volumes (acima de 100 ml) de soluções
parenterais da Segmenta compõem a Linha Max, e as bolsas, a Linha Med Flex.
Essas soluções são substâncias aplicadas diretamente na corrente sanguínea,
como água, glicose e soluções de cloreto de sódio a 0,9%, entre outras.
Com capacidade nominal de 10 milhões de unidades/mês de SPGV´s, a companhia
produziu cerca de 7 milhões de unidades/mês em 2009. Apesar da ociosidade,
houve um salto significativo, pois no ano anterior o índice foi bem
inferior: 2 milhões de unidades/mês. Em faturamento, esse avanço representou
R$ 120 milhões. Para Rocha, a expectativa é de que opere em sua plena
capacidade ainda neste ano.
Montada em Ribeirão Preto-SP, ao lado da antiga fábrica da Glicolabor, hoje
desativada, a planta da Segmenta conta com 6,5 mil m² de área construída.
Essa infraestrutura absorveu investimentos de R$ 70 milhões, a fim de
oferecer ao mercado um padrão internacional, com tecnologia de ponta. “A
gente não adaptou a unidade de sistema aberto para o fechado como fizeram as
outras empresas, nós investimos numa planta exclusiva”, ratifica Rocha. Em
2008, a Resolução RDC 31, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
proibiu a fabricação de frascos e bolsas em sistema aberto para a utilização
de soluções parenterais em serviços de saúde, a fim de minimizar a
ocorrência de quaisquer contaminações. Para Luiz Moreira de Castro,
presidente da Abrasp, com a entrada do sistema fechado no mercado, estima-se
uma drástica redução nos índices de infecção hospitalar no Brasil, além de
incrementos financeiros para o setor. “O custo e consequentemente o valor de
venda do sistema fechado é maior do que o aberto”, atesta Castro. Em tempo:
das 13 companhias do ramo, antes da mudança, 12 se adequaram às exigências.
Antevendo essa nova regulamentação, já em 2007, a Segmenta foi criada com a
proposta de ser reconhecida como uma das mais importantes provedoras de
produtos hospitalares do país. O primeiro passo se deu com as linhas de
soluções parenterais em sistema fechado. Hoje a empresa detém participação
nesse setor entre 12% e 15%, mas quer ir além. O desafio atual é o de
ampliar seu portfólio de saneantes e antissépticos para, em seguida,
diversificar o negócio com equipos, bombas e afins. Prova dessa postura se
viu em 2009, quando a companhia promoveu uma série de lançamentos, tais como
a linha de antissépticos Alcoolabor, que tem o álcool etílico a 70% como
princípio ativo; a Laborhex, para antissepsia da pele no pré-operatório; e o
detergente enzimático Bio Enzin 4.
Renata Pachione
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