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Reciclagem foi o principal destaque da
Tecnoplast
Com nome comercial EcoChallenger WEX 170 DUO e
denominada “a fábrica do futuro” por seu fabricante, a empresa Wortex, de
São Paulo, a usina de reciclagem de plásticos, capaz de processar diversos
materiais, foi o principal lançamento apresentado na Tecnoplast 2009 (Feira
de Tecnologias para a Indústria do Plástico, Borrachas, Moldes e Matrizes).
O evento foi realizado de 10 a 13 de novembro no centro de eventos da
Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre.
Foto: Fernando C. de Castro
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Segundo o diretor da Wortex, Paolo de Filippis, a EcoChallenger é uma
unidade completa de recuperação de termoplásticos: engloba sistema de
alimentação e moagem, duas extrusoras acopladas uma à outra, silo,
dosador de masterbatch automático, equipamentos de filtragem, lavador,
secador e área de ensaque.O equipamento roda 1.500 quilos por hora e
uma característica interessantíssima da EcoChallenger é a sua capacidade
de processar qualquer tipo de resina termoplástica. |
| Filippis lançou unidade completa para recuperar
termoplásticos |
Para recuperar PET, basta trocar a rosca. Opera ainda material carregado de
tinta, cuja retirada ocorre ao longo dos dois estágios de extrusão, assim
como toda a absorção de umidade. Outro ponto forte é o baixo consumo de
energia, pois os equipamentos dispensam pré-aquecimento antes da partida.
Além disso, a Wortex apresentou sua linha completa de roscas e cilindros
direcionados aos diversos processos de transformação de plásticos com
tamanhos desde 25 milímetros até 400 milímetros de diâmetro por 8 mil
milímetros de comprimento. O centro industrial Wortex foi fundado em 1976,
em Campinas-SP, e está implantado em 18 mil m² de área com maquinários,
laboratórios e equipe treinada.
| Já a Rulli Standard montou uma parte do
sistema modular RS 130, mais precisamente uma extrusora, a calandra, uma
parte da bobinadeira e alguns módulos de automação. “Isto aqui é só uma
parte da máquina, porque nós precisaríamos de mais espaço, mas como é um
equipamento que vende bem na Região Sul, foi o modelo escolhido para
esta feira”, explicou Luís Carlos Rulli, diretor do grupo de São Paulo.
O equipamento RS 130 engloba roscas de 40 a 165 milímetros, para
extrusão multimaterial, tais como polietileno de baixa e de alta
densidade, polipropileno, PVC, ABS, PET, acrílico e poliestireno de alto
impacto. Além disso, é composta por bomba de engrenagem de última
geração, feed back para coextrusão multicamada, cabeçotes planos,
guilhotinas de até 45 cortes por minuto, bobinadeiras, calandras e
sistema de automação formado por painéis, microprocessadores e
controladores lógicos programáveis (CLPs). |
Foto: Fernando C. de Castro
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| Faltou espaço para Rulli montar a extrusora completa
no estande |
Na área de injeção, a Tecnoplast serviu para a exposição de marcas em fase
de entrada no mercado brasileiro. Este é o caso do grupo italiano NPM.
Conforme o representante da marca no Brasil, João Sobreiro, as injetoras da
marca Plastic Metal SPA serão desembarcadas até o final do ano no porto de
Santos, bem como os periféricos produzidos por uma subsidiária da BPM, a
Fratelli Virginio.
Sobreiro ressalta que os equipamentos reúnem experiência de quarenta anos de
mercado e linhas de injetoras standard e de alta tecnologia, formada por
três linhas de injetoras, uma com acionamento totalmente elétrico de ciclo
de alta velocidade, as híbridas e as convencionais. A principal
característica é o baixíssimo consumo de energia.
O canal de vendas das injetoras Plastic Metal ocorrerá, primeiramente, por
meio do showroom da Intratech, em Limeira, interior paulista. A logística de
reposição de peças também já foi montada. Estão em fase de importação, peças
e componentes sem fabricação no país. Além disso, acentua Sobreiro, os
sistemas básicos com comandos hidráulicos, válvulas e partes elétricas são
facilmente adquiridos no parque de reposição nacional. Em breve, a Intratech
apresentará uma estrutura regional de vendas para o Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Paraná e para a cidade de São Paulo.
Sobreiro destaca que as injetoras da NPM foram concebidas para moldes de
peças de parede ultrafina e operam bem com PET. Outro diferencial é o
esquema de venda. A máquina é adquirida depois da nacionalização e a tabela
de preços é em real, dispensando recálculos de valores. Já existiam
injetoras da marca por importação direta do fabricante para o comprador.
Outra marca de injetoras presente na Tecnoplast foi a LK, por meio da
distribuidora Cosa, com sede em Vinhedo-SP, e representações em Belo
Horizonte, Caxias do Sul, Curitiba, São Paulo e Valinhos-SP. A Cosa abastece
a indústria de transformação com outras máquinas como sopradoras, injetoras,
linhas de equipamentos para reciclagem e CNCs para a produção de moldes,
ferramentas e matrizes.
Foto: Fernando C. de
Castro
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Foto: Fernando C. de Castro
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| Para Spinelli, a injetora chinesa LK tem boa
aceitação no mercado |
A partir do próximo ano, o gerente de vendas da divisão de plásticos da
Cosa, Cristian Spinelli, planeja oferecer no Brasil máquinas para moldes
complexos. A LK é uma marca chinesa inicialmente vinculada à fabricação de
injetoras de alumínio e a aceitação no mercado é muito boa, conforme relata
Spinelli. Nas contas dele, a LK já vendeu 300 unidades injetoras em quatro
anos de atividade no país.
O principal diferencial da LK é o sistema de movimentação do carro do molde
por meio de pistões em vez do sistema de joelhos. Com isso, o molde recua
60% a mais dentro da cabine de operação e permite que uma peça que exigiria
uma injetora de 350 toneladas ou mais, seja fundida em 200 toneladas de
força de fechamento. Outro diferencial da LK é o acionamento a distância. De
acordo com a configuração do CLP, o equipamento funciona por wi-fi e é
operado por meio de um PC instalado em qualquer área da fábrica. “Essa é uma
forma de operar que ainda não existe na cultura daqui, mas esta máquina tem
o recurso”, salientou Spinelli.
Pietro Politro, da Attrak, comentou o modelo de negócio da Tecnoplast.
Trata-se de uma feira direcionada a um número menor de expositores, se
comparada aos demais eventos do gênero realizados no país. Entretanto, os
visitantes eram empresários interessados em comprar porque o mercado está de
fato reaquecido e os tempos de investimentos retornaram.
A Attrak é especializada no fornecimento de periféricos relacionados com
automação industrial, tais como controladores de temperatura, controladores
lógicos programáveis, controladores de freio e embreagem de máquinas,
fotocélula microprocessada e slit para soldas empregadas em sistemas de
extrusão e sacoleiras. Como a Attrak conta com uma carteira de clientes na
região metropolitana de Porto Alegre, recebeu muitas visitações de pessoas
previamente convidadas.
Para Amilton Mainard, o Rio Grande do Sul é um centro de negócios muito
tradicional da empresa, e a ideia é participar de todas as feiras, tanto
quanto for possível, pois são um modelo de evento e de comunicação em que a
Mainard se sente à vontade para consolidar clientes e conquistar novos. Ele
expôs sua linha tradicional de medidores de espessura, durômetros shore,
balanças de gramatura.
Mainard assinala que uma feira somente pode ser avaliada alguns meses depois
pelo volume de negócios alcançado. “É muito difícil avaliar no decorrer. Eu
faço uma média de dez feiras por ano. Tem as excelentes, as muito boas e as
boas e o resultado é muito bom”, assinalou o empresário.
Santiago Gallo, da Carnevalli, considerou interessante a proposta da FCEM, a
empresa promotora do evento, em montar uma feira em Porto Alegre.
Entretanto, opina que o evento precisa crescer, talvez com uma redefinição
do modelo de negócio, agregando outros produtos e serviços que tenham
sinergia com a cadeia produtiva do plástico, como a indústria automotiva,
que conta com uma unidade da General Motors a menos de 40 quilômetros do
local da Tecnoplast.
A mostra serviu ainda para o lançamento de marcas novas no mercado como a
Illur Import, dirigida por Rafael Rulli. O grupo está focado exclusivamente
na importação de roscas e cilindros. A estratégia é divulgar a marca em todo
o território nacional a partir de 2010. As peças vêm do Leste Europeu.
Cooperativa de usinagem – A empresária Cintia Buzin, diretora da
Associação Serrana das Indústrias de Usinagem (Asiusi), com sede em Caxias
do Sul, explicou que a entidade visa o fortalecimento de um sistema de
compras unificado, inovação tecnológica e contratação de serviços maiores
que uma empresa isoladamente não teria condições de absorver e que poderia
dividir com outras.
Compra-se tudo em conjunto: desde parafusos, pequenos componentes, até
encomendas de aço e centros de usinagem. O objetivo é barganhar valores
menores em compras grandes. O que operam em separado são as vendas.
Normalmente, uma das firmas fecha a parte comercial e depois convida as
outras para construír o molde, a ferramenta ou a matriz em conjunto, sendo
que cada uma assume como tarefa montar a parte do equipamento para a qual
reúne maior habilidade. A Asiusi representa 11 empresas geradoras de 400
postos de trabalho e R$ 40 milhões de faturamento por ano.
Durante os quatro dias de Tecnoplast, o centro de eventos da Fiergs reuniu
aproximadamente oito mil visitantes, de acordo com a leitura da organização
do evento. Ao mesmo tempo, a diretoria da FCEM, organizadora da mostra,
confirmou nova edição para o próximo ano. A promotora de eventos está
criando uma aliança estratégica com entidades ligadas ao segmento automotivo
e de gestão de produção. Por conta dessa parceria, em paralelo à Tecnoplast
2009 ocorreu a Feira Lean. Trata-se de um sistema de palestras, seminários e
exposições para debater a aplicação do Lean Manufacturing, uma metodologia
de gestão voltada à eliminação de desperdícios nas indústrias.
Para ingressar nos eventos paralelos à Tecnoplast era solicitada a doação de
um quilo de alimento não perecível, o qual resultou na arrecadação de 750
quilos em favor do Banco de Alimentos da Fiergs. O volume foi distribuído às
entidades assistenciais cadastradas. Outra iniciativa elogiável está
relacionada com o plantio de 314 árvores em regiões da Mata Atlântica, para
devolver ao ambiente o oxigênio consumido nos quatro dias de ocorrência do
evento. Iniciativas em favor do carbono zero são sempre bem-vindas.
Fernando Cibelli de Castro
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