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R O T O M O L
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Brasil exporta rock and roll com sotaque do sul do
país para a Inglaterra |
Nos rastros do mercado internacional, a
retração nas vendas de máquinas de rotomoldagem também se confirmou no
mercado doméstico brasileiro. As variações cambiais prejudicaram
bastante as indústrias exportadoras de máquinas porque costumam |
apresentar preços fixos, em dólar, e as variações atuam como um forte
complicador, desequilibrando os custos em relação às rentabilidades, não
havendo, em muitos casos, como promover reajustes de preços em dólar, em
razão da forte concorrência externa.
Os fabricantes nacionais, no entanto, aproveitaram a crise como
oportunidade para criar novas opções em máquinas, tanto para os
transformadores locais quanto para as indústrias do exterior, como a
carrossel, desenvolvida em 2009 pela Rotoline, de Chapecó-SC.
As rotomoldadoras da Rotoline já foram introduzidas em cinco continentes
nos quais se encontram aprovadas quanto às exigências de produção e de
produtividade, atendendo também às normas internacionais. “Já são mais de
160 máquinas espalhadas pelos mais diversos países, como Austrália,
Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, México, Venezuela, Colômbia,
Nova Zelândia, Tailândia, Sri Lanka, Coreia, Irã, Chile, entre outros”,
enumerou Washington R. De Luccas, diretor da Rotoline.
A penetração em mercados internacionais se deve aos méritos da tecnologia
nacional, mas também é impulsionada pela parceria entre a Rotoline e a
empresa americana Reduction Engineering, firmada há alguns anos, para a
comercialização de máquinas de rotomoldagem em mercados externos.
No Brasil, e também lá fora, o setor da construção civil é o grande
responsável pela difusão da rotomoldagem, segundo De Luccas, e,
principalmente no caso brasileiro, para atender à produção de tanques e
caixas-d’água, mas também cresce o uso de rotomoldados em máquinas para o
setor agrícola e no de transportes, em diferentes componentes para ônibus,
barcos e caiaques, além do segmento de brinquedos, que também é um
expressivo usuário.
Os poucos fabricantes nacionais de máquinas de rotomoldagem focaram sua
produção em tecnologias do tipo shuttle. Essas máquinas, dentro de
concepções mais modernas, são providas de dois carros independentes,
equipados com motorredutores e sensores indutivos de posição, possuindo
forno central em formato cilíndrico, e sistema de aquecimento a gás
natural ou GLP, além de controle de temperatura feito por CLP, sendo
fabricadas em várias dimensões para atender a diferentes projetos. No
entanto, mais recentemente, fabricantes como a Rotoline também captaram
demanda por máquinas do tipo carrossel, que apresentam maior
produtividade. Tal qual as máquinas shuttle, o sistema carrossel também é
considerado muito versátil. Segundo De Luccas, pode ser construído com
carros independentes, ou com plataforma fixa, com os braços girando em
torno de um eixo central, posicionando-se no raio desse eixo a estação do
forno, o pré-resfriamento, o resfriamento, as estações de carga e
descarga, com os carros girando e passando pelas estações.
“Em princípio, as mesmas peças produzidas em uma máquina shuttle podem ser
produzidas em uma do tipo carrossel, mas o que as diferencia é a
produtividade. É muito difícil determinar um percentual exato, mas uma
carrossel, com três carros, em se tratando da produção de peças com o
mesmo tempo de forno e de resfriamento e de moldes iguais, ou seja, não
havendo muita diferença entre os braços, pode apresentar produtividade
entre 15% e 20% maior em comparação com uma shuttle”, afirmou De Luccas.
Entretanto, se forem rotomoldadas peças com espessuras muito diferentes, é
provável que valha a pena contar com uma shuttle. A prova dos nove, nesse
caso, pode ser tirada, realizando-se simulações dos moldes que serão
utilizados nas diferentes máquinas, visando análises comparativas de
produtividade mais próximas do que deverá ocorrer na realidade com
sistemas shuttle, carrossel ou rock and roll, o que pode ser feito pelo
próprio fabricante, como é o caso da Rotoline, que coloca à disposição dos
clientes um departamento de engenharia para realizar tais simulações com
os moldes que serão utilizados. Assim, máquinas carrossel e shuttle podem
estar dedicadas às mais variadas produções de peças técnicas, autopeças,
reservatórios, componentes para máquinas agrícolas e para mobiliário,
brinquedos, entre muitas outras.
Se o ano foi fraco em vendas, o mesmo não se pode afirmar quanto às
novidades, pois a Rotoline também embarcou em 2009, para a Inglaterra, a
primeira máquina rock and roll. “Esse equipamento é ideal para a produção
de peças longas, que podem ser tanques, embarcações, ou peças técnicas nas
quais é importante contar com uma distribuição diferenciada de material
dentro das peças. Ou seja, com o sistema rock and roll pode-se conferir
diferentes espessuras de parede a uma única peça, o que não se consegue
com máquinas biaxiais, como as shuttle ou as carrosséis”, distinguiu De
Luccas.
O desenvolvimento de novos modelos, tornando mais completa a oferta de
opções ao mercado, também integra estratégia de crescimento da empresa,
que deverá transferir sua fábrica para uma área total de 14 mil m² e 5.600
m² de área construída, também em Chapecó, a fim de ampliar a capacidade
para a produção de máquinas de rotomoldagem.
“A nova fábrica propiciará ampliar a nossa produção, limitada hoje pelo
espaço físico disponível. Já estamos trabalhando há três anos nesse novo
projeto, que deverá consumir R$ 3 milhões e entrar em operação muito
provavelmente até junho de 2010, para que possamos alcançar em 2011 pelo
menos uma fatia de participação de 30% no mercado mundial de máquinas de
rotomoldagem”, vaticinou.
RM
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