PERIFÉRICOS

A empresa já dispunha em seu portfólio de modelos volumétricos. Mas a executiva ressalta que não existem modelos de prateleira. Os projetos são executados de acordo com o perfil e a necessidade do cliente. Para o próximo ano, os planos são de incorporar à produção esteiras, termorreguladores e refrigeradores.

Ebel esclarece em alto e bom tom: “A Plast-Equip não fabrica volumétrico de rosca.” Os modelos volumétricos fabricados pela empresa resultam de tecnologia patenteada. Segundo explica, exigem calibração porque fazem a equivalência volume e peso. O diferencial consiste na dosagem por bateladas, até quatro componentes. “São mais precisos porque dosam junto com o material principal e não ficam sujeitos à variação da plastificação, que é o caso dos dosadores de rosca, modelos mais indicados para processos que não requerem tanta precisão.” A família de dosadores volumétricos da Plast-Equip comporta desde 60 quilos/hora (operação individual) até mil quilos/hora, nos casos de dosagem centralizada para atender diversas máquinas.

Sugestão oposta, Santos, da Piovan, indica justamente os dosadores de rosca para os processos de injeção com requisitos de grande precisão. O vice-presidente da empresa


Sistema gravimétrico Plast-Equip efetua a dosagem por bateladas

explica que a operação dos modelos desenhados pela marca envolve motorredutores que respondem pelo acionamento da rosca dosadora. “Os equipamentos projetados pela Piovan dosam os materiais junto com a rosca de extrusão, com controles de posição de um em um grau e precisão absoluta da rosca e o quanto ela está dosando”, esclarece Santos.

Segundo ele, a tecnologia atende em especial os processos de injeção de ciclos rápidos, de paredes finas e de materiais translúcidos e tem por princípio dosar pequena quantidade de aditivo no fluxo de dosagem da máquina processadora. “Tem controle absoluto da velocidade e da posição da rosca do dosador”, assegura. Além do processo de injeção, os dosadores volumétricos de rosca também atendem extrusão ou sopro.

O periférico ainda pode emitir informações por meio do software Winfactory, desenhado pela empresa para efetuar o controle de equipamentos auxiliares de processo. O aplicativo pode gerenciar tudo o que acontece na fábrica em tempo real, mudar as receitas, e ainda permite acessar todos os parâmetros dos periféricos via software ou na própria máquina de processo.

Outra tecnologia da Piovan consiste na dosagem pneumática. Sua operação tem por base gavetas pneumáticas. Os modelos são indicados, em especial, nos casos de processos de sopro de grandes volumes e com muito material reciclado, ou quando a mistura envolve grande diversidade de materiais. Estes equipamentos comportam faixas de até mil quilos/hora.

Composição exata – “Além de dosador, é uma ferramenta de processo.” Assim Ebel define os equipamentos gravimétricos, projetados para executar uma autocalibração após cada ciclo. O fato de emitir relatório implica outras tantas vantagens, tais como servir de instrumento de avaliações diversas como: parada de máquina, rastreamento de scraps e composições erradas na receita de matérias-primas, entre outras.

Na opinião do diretor da Plast-Equip, os modelos gravimétricos se justificam em processos com consumo acima de 50 quilos/hora, ou com mudanças frequentes nas formulações, ou ainda, em casos com requerimentos de relatórios com o objetivo de avaliar se a formulação foi obedecida, entre outras situações.

Um projeto elaborado pela empresa e lançado recentemente abre aos seus clientes usuários dos dosadores volumétricos a oportunidade de migrar para os gravimétricos efetuando um up grade. Os interessados na mudança tecnológica precisam apenas adquirir um módulo e um controle específicos. “Os equipamentos têm a mesma base, fazem parte da mesma família”, explica Ebel.

A nova linha de gravimétricos disponibiliza dois modelos, para três ou quatro componentes, que saem da fábrica com painel touch screen e instruções em português. Os equipamentos emitem relatórios lote a lote, ou por média de tempo, como o cliente especificar. Também possuem dispositivos de análise de software, o que evita a interferência do fator vibração durante o funcionamento. A novidade tem por endereços principais os segmentos de injeção e de sopro.

Para casos de dosagem acima de quatro componentes (até 12), volumes superiores a 400 quilos/hora e dosagem de líquidos, pós, microesferas, entre outros, a Plast-Equip, que só opera com granulados, disponibiliza para o mercado os sistemas de dosagem gravimétrica da americana Maguire, uma das mais populares fabricantes mundiais desses equipamentos.

Os modelos gravimétricos de linha da Piovan comportam até 2.500 quilos/hora, mas a empresa aceita projetos de maior porte sob encomenda. A fornecedora também disponibiliza dosadores gravimétricos específicos para o mercado de extrusão. O diferencial desses equipamentos é a garantia de manter correta a espessura do filme, tubos ou perfis. Segundo Santos, oferecem controle fino de peso por metro de material extrudado e asseguram 30% menos variação, comparativamente aos dosadores similares disponíveis no mercado. O periférico, ofertado para operações desde 50 quilos/hora até cerca de 800 quilos/hora, atende processos monomateriais e até sistemas multicamadas com nove extrusoras.

A Plast-Equip também disponibiliza para o mercado gravimétricos que dosam os componentes e controlam a espessura no segmento de extrusão. Os equipamentos são fabricados pelo seu parceiro italiano Doteco. Por meio de controle e leitura da velocidade da linha, esses periféricos atendem tanto o mercado de flexíveis como o de rígidos.

De todos os processos, o de extrusão registra atualmente crescimento mais acentuado para os sistemas de alimentação e dosagem, especialmente na área de filmes. Essa maior procura se deve em particular porque a extrusão foi o segmento que menos investiu até agora em periféricos, segundo Ebel. Mas a injeção lidera a demanda.

Secar ou desumidificar? – Tecnicamente, são sinônimos, mas o mercado brasileiro diferenciou os sistemas e adotou a seguinte convenção: o equipamento de secagem usa o ar ambiente aquecido para retirar parte da umidade do material. “Na prática, é um sistema em circuito aberto”, ensina Santos. “Serve para retirar a umidade superficial das matérias-primas”, relata Ebel. Mas, segundo este, hoje em dia é difícil as matérias-primas apresentarem umidade superficial. “É quase nula.” Ele estima em menos de 5% a representatividade dos secadores no mercado.

Os sistemas de desumidificação operam em circuito fechado. Enquanto os secadores trocam ar com o meio ambiente, os desumidificadores, não. O diretor da Plast-Equip explica que o ar circulante nestes últimos precisa ter ponto de orvalho baixo. Primeiramente esse ar é seco, por meio de peneira molecular, e depois aquecido. “Os desumidificadores possuem um circuito de regeneração na saturação da água: essa água regenerada retorna ao meio ambiente.”

Segundo Santos, a exposição da resina no sistema de desumidificação possibilita graus elevados de secagem. “A migração das moléculas de água para fora do grão é mais rápida e eficiente.” Ele ressalta que os secadores só devem ser utilizados no caso de materiais com umidade superficial. Resinas higroscópicas (como as poliamidas e o policarbonato, entre outras) exigem sempre a desumidificação. “O uso de secadores em material higroscópico acarreta uma série de


Desumidificador Piovan opera com rotor a peneira molecular

instabilidades de processo e problemas como variação de viscosidade, rebarbas na injeção, pontos pretos por queima de material, envelhecimento imprevisível da peça, queda na resistência mecânica, tensões e manchas, entre outros”, alerta.

A Piovan lançou na última Brasilplast um desumidificador italiano com rotor especial a peneira molecular que consegue reduzir em 50% o consumo de energia elétrica. As linhas de desumidificação da empresa processam todos os materiais higroscópicos. Entre as diversas séries, ele destaca modelos especiais para resinas de engenharia, para pré-forma de PET, extrusão de PET e ainda cristalização da mesma resina.

Também a Ineal elabora projetos de linhas de secagem e de desumidificação destinadas aos segmentos de PET, pré-formas e flakes. Atua ainda no mercado de cristalização de flakes de PET.

A Plast-Equip oferece duas famílias de desumidificadores: uma com capacidade máxima entre 40 e 50 quilos/hora, variável de acordo com a resina e o grau de dificuldade de secagem; e outra para equipamentos maiores. A primeira série opera com 40 a 80 m³ de ar e a outra, 175 até 750 m³ de ar. Fazem composição com silos de secagem desde 50 litros até 3 mil litros.

“Um bom desumidificador deve garantir a constância do ponto de orvalho e a vazão”, ressalta Ebel. Entre os avanços conquistados nas linhas de desumidificação dignos de nota, ele menciona a redução no consumo energético, tema muito em voga em tempos de cuidados com os recursos naturais.

Uma patente de sua representada Maguire consegue um feito e tanto em termos de redução de energia e desempenho. Trata-se de um desumidificador de operação a vácuo, que diminui o uso de energia elétrica em até 70% e baixa para um terço o tempo necessário para a desumidificação. Pesam contra: a imposição técnica de instalação unitária por máquina processadora e o seu preço, três vezes o do modelo convencional.

Pós-crise – A bem da verdade, os fornecedores de equipamentos auxiliares de processo têm pouco o que reclamar. Sim, sentiram os efeitos deletérios da crise financeira, mas de uma maneira branda comparada a outros segmentos da indústria do plástico. O motivo? O transformador fez a lição de casa e aprendeu que os investimentos em periféricos revertem em redução de custos e ganhos de produtividade. Atualmente, quando pensa em por menos vezes a mão no bolso, o moldador associa projetos de automação.

Durante a Brasilplast, os empresários do ramo já ressaltavam essa relação vantajosa pesando a seu favor e segurando os negócios. Percebiam, também, o reaquecimento da demanda. Na avaliação de Ebel, o mercado retomou o ritmo pré-crise a partir de junho. “A preocupação atual é produzir melhor e com menos custo, aí entram os periféricos”, comemora. Não à toa, cerca de 30% dos negócios da empresa representam projetos novos. Os outros 70% abarcam expansões de empresas já envolvidas na automação.

Fechar o ano com faturamento no mínimo semelhante ao do ano passado é a expectativa de Santos, que considerou o início do ano fraco. Na opinião dele, os negócios voltaram à normalidade e a tendência é de resultados bastante positivos.

A crise afetou bem pouco a meta de crescimento da Ineal. Os cálculos refeitos baixaram de 20% para 15% a projeção. “Acredito que atingiremos esse índice”, diz Carol. O feito se deve principalmente às vendas de centrais de alimentação, de desumidificação e outros projetos maiores em detrimento do comércio de pequenos equipamentos.

FABRICANTE LANÇA NOVA ESTRATÉGIA PARA ESTEIRAS

Uma das maiores fabricantes de esteiras transportadoras para o segmento de plástico, a italiana Crizaf traça estratégias de reconquista do mercado brasileiro, após passar um período na penumbra. Com unidades industriais na Itália, Estados Unidos e Brasil, a empresa lidera a produção desses equipamentos nos mercados norte-americano e europeu, segundo informações de seu diretor Sandro Freitas, que retornou para a empresa recentemente, após seis anos de afastamento.

Nesse período, a Crizaf brasileira (fruto de uma joint venture entre a Crizaf italiana e a NTG Equipamentos) encolheu sua atuação no país. “Perdemos participação no mercado por falhas e erros estratégicos na administração anterior”, justifica Freitas.

Como gerente-comercial na sua primeira gestão, na fundação da empresa no país, ele formou toda a estrutura de vendas, desfeita com a sua saída. Convidado a retornar à empresa como diretor-geral, substituindo Ronaldo Garcia, que se desligou da diretoria e da sociedade, sua intenção é alcançar os mesmos patamares de liderança conquistados no exterior. “Para isso, estamos implantando uma série de medidas visando o crescimento nas vendas, como o estreitamento de parcerias com os fabricantes de injetoras e sopradoras, e também de moinhos.”

As ações em prol da expansão da marca ainda envolvem a nomeação de novos representantes em todo o país, a busca de profissionais de atuação exclusiva no ramo do plástico, a participação em feiras setoriais mais importantes e uma atuação mais próxima com os clientes.

Com 32 anos de atividade especializada na fabricação de equipamentos auxiliares voltados para a indústria do plástico, sua linha de produtos consiste nas já mencionadas esteiras transportadoras, separadores de canais de injeção e sistemas de pesagem de peças.

 

 

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