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EXTRUSÃO |
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Divulgação

Sistema Fast Gap possibilita o ajuste rápido de
espessura |
Produção local escassa e com pouca
variação favorece a entrada de novas empresas no setor
Renata Pachione
Cada vez mais exigentes,
os transformadores buscam variedade e novas tecnologias em periféricos
para o mercado de extrusoras. Dessa forma, impulsiona-se a entrada de
fabricantes e a diversificação do negócio dos já tradicionais no ramo. A
extrusão é bem particular, sobretudo porque embute uma ampla gama de
aplicações, e encontra naquele tipo de equipamento um importante subsídio
para potencializar seu processo produtivo e engordar o seu faturamento.
“As empresas que utilizam extrusoras estão investindo na automação dos
processos e na otimização do desempenho de suas linhas”, afirma o diretor
da ADL, Danilo Correia. Essa crescente demanda por periféricos passa por
duas questões: a necessidade de redução dos custos de produção e a
exigência de melhorias da qualidade do produto final. Para alguns
fabricantes, no passado, o transformador não reconhecia o benefício obtido
com esse tipo de equipamento. No entanto, o cenário mudou, pois, em geral,
hoje se vê o investimento como uma vantagem competitiva permanente. Na
opinião do diretor da BGM, Walner Cavallieri, o que acontece é que não se
trata de algo subjetivo, mas pura matemática, com ganhos certeiros. “É
algo exato, os benefícios podem ser comprovados”, diz. Ou seja, a decisão
de compra passou a se basear muito mais no poder de compra do cliente do
que nos argumentos do fabricante de periféricos.
Exemplos não faltam dessas vantagens. Um deles se refere à tecnologia Fast
Gap, de ajuste rápido de espessura, da EDI, representada no Brasil pela By
Engenharia. O sistema permite alterar os parafusos de ajuste do lábio da
máquina para uma nova espessura a ser produzida, sem parar a linha, usando
o lábio inferior. “O range de espessura é de 5 mm, e um adicional de 2,5
mm é ainda possível através do lábio superior, se necessário”, completa um
dos diretores da By Engenharia, Marco Antonio Gianesi. No caso das
matrizes planas com sistema de restrição de largura interna (Internal
Deckle), também da EDI, o benefício é outro. Na produção de filmes planos,
o grande vilão é a formação de caroços (edge bead) nas extremidades do
filme bem como no revestimento por extrusão, sendo assim, o sistema foi
criado para sanar esse problema, diminuindo de forma substancial os
caroços nas extremidades.
Outra amostra fica por conta da bomba de engrenagens, da Xaloy, também
representada por Gianesi. Segundo ele, ao processar ráfia de polipropileno
(PP), um cliente registrou aumento de produção na ordem de 7%. Outra
vantagem é diminuir o tempo de partida da linha; isto acontece em função
de se conseguir colocar o material dentro da especificação num menor
espaço de tempo. Além disso, a bomba de engrenagem ao ser incorporada à
extrusora deixa de fazer o papel de “fabricante de pressão” e passa a
trabalhar somente como transportadora/misturadora, reduzindo o desgaste.
“Assim, fatalmente, o tempo de vida da extrusora – redutor, acionamento,
rosca, canhão etc. – será maior”, completa.
De acordo com Cavallieri, da BGM, a indústria do plástico valoriza todas
as vantagens dos equipamentos e investe no segmento, à exceção dos
recicladores, pois nessa área há muita informalidade e, portanto, menos
disposição para incrementar o desempenho das linhas de extrusoras.
Especialista na fabricação de sistemas de mistura, Francesco Buffone
Filho, diretor da Mecanoplast, avalia que o periférico tem um custo
considerado alto para a indústria de reciclagem. “Não justifica o
investimento para obtenção do produto final que o reciclador pretende
produzir”, explica.
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No mercado de extrusão de filmes, por sua vez, o
periférico tem tido aceitação invejável, sobretudo em virtude do
aquecimento da demanda das coextrusoras. Numa das companhias mais
importantes do setor, a Carnevalli, a média de venda é de dez a doze
modelos coex por ano; no entanto, só em agosto e setembro, a
fabricante comercializou oito deles. Essa procura por si só já agrega
ao mercado, mas vai além: as vendas de periféricos tendem a aumentar
na mesma proporção, pois ao optar por uma máquina de alto valor
agregado, o transformador potencializa a linha, tornando-a mais
completa, justamente com a adoção desses equipamentos. “O periférico
se justifica mais facilmente em uma máquina complexa, como a coex; em
um tipo inferior, pode chegar a encarecer o conjunto”, comenta o
diretor Wilson Carnevalli Filho. |
Cuca Jorge

Carnevalli: não faz sentido uma coex sem dosador
gravimétrico |
Na extrusão de chapa, tubos e perfis a história muda um pouco. Segundo
avaliação do diretor da Miotto, Enrico Miotto, em especial neste ano, os
transformadores optaram por equipamentos econômicos. “Não utilizaram o
melhor”, explica. Em outras palavras, o cliente dessa fabricante nacional
não tem exigido pacotes tecnológicos completos nem tão pouco avançados. “A
maioria procura somente preços baixos, especialmente no caso dos
periféricos de frente”, diz.
Fundamental – O diretor sabe bem sobre o que está falando. É de
praxe, no segmento de tubos, perfis e chapas, os equipamentos de
pré-extrusão serem adquiridos de companhias especializadas em periféricos,
enquanto a fabricante do conjunto extrusor tende a produzir a linha de
frente completa. Na opinião de Enrico Miotto, essa postura dá mais
tranquilidade para o cliente, pois assim se minimizam os problemas de
integração e funcionamento da linha.
Nessa área, em geral, aceita-se segmentar os periféricos em dois tipos: os
da linha de frente ou pós-extrusão, aqueles localizados depois do
cabeçote, como banheiras, puxadores, calhas, cortadores, peneiras e
ensacadeiras, entre outros, e os da pré-extrusão, considerados também como
periféricos para matérias-primas, pois estão ligados à alimentação da
extrusora. São os equipamentos da linha de frente que determinam o tipo de
aplicação, ou seja, esses periféricos, o cabeçote inclusive, vão
diferenciar as linhas de extrusão, definindo o produto a ser transformado.
“Uma extrusora sem periférico não existe, a forma que se dá ao polímero
granulado depende do periférico”, enfatiza o diretor da LGMT, Luciano
Miotto.
Ou seja, na extrusão, esse tipo de equipamento de auxiliar ou complementar
não tem nada. O periférico é considerado opcional na medida em que
possibilita ao cliente comprá-lo com o conjunto extrusor, no fabricante da
máquina, ou em outras empresas, como peças avulsas. A terminologia, no
entanto, nem sempre importa, mas sim seu papel numa linha de extrusora.
Buffone, da Mecanoplast, diz que não considera o seu produto um
periférico, e sim uma máquina produtora de matéria-prima. “Assim como a
extrusora não pode ser substituída, o misturador também não”, compara.
Fugindo um pouco do padrão, a Perfilpolimer, além de responder pelos
periféricos da linha de frente, fabrica os equipamentos da pré-extrusão.
Na verdade, começou a produzir alimentadores para compor sua própria
linha, mas depois resolveu abrir a comercialização para outras empresas.
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Produzir esses equipamentos dá à companhia mais
competitividade, segundo o seu diretor Edson Ferreira da Silva. Ou
seja, a Perfilpolimer não tem a pretensão de concorrer com os
fornecedores de periféricos, mas sim de ter equipamentos que agregam
valor à sua linha de extrusão. “Eu os uso como argumento na negociação
com o cliente”, explica o diretor.
O novo alimentador da Perfilpolimer, feito de aço inox, funciona a
vácuo, possui motor trifásico e de alto rendimento, o que reduz o
consumo de energia. Permite incorporar válvula proporcional para
promover alimentação programada de material em grão e moído, e
acompanha um sistema automático de limpeza por ar comprimido. Uma
vantagem importante, segundo Silva, refere-se ao fato de ser
controlado pelo painel da |
Divulgação

Perfilpolimer lançou alimentador a vácuo de
fabricação própria |
extrusora, oferecendo comodidade ao usuário. Também do mesmo segmento,
entre os periféricos da marca há os dosadores de pigmento, porém estes
ainda estão em fase de testes.
Pelo fato de a extrusão se subdividir em diferentes aplicações e,
portanto, tipos de periféricos específicos para cada necessidade, as
empresas ora são concorrentes ora parceiras. Esse é o caso da
representante By Engenharia, em relação aos fabricantes locais de máquinas
e periféricos. Em geral, na opinião de Gianesi, produtos dotados de um
alto nível tecnológico são adquiridos por terceiros, ou seja,
especialistas em periféricos, como é o caso de suas representadas. Para
ele, os fabricantes locais de máquinas e periféricos, em sua grande
maioria, não são especializados e fazem de tudo, porém o melhor produto é
feito por companhias focadas em um único tipo. “Por isso, acabamos vendo
os fabricantes locais em duas frentes: clientes e concorrentes”, conta.
No ramo da extrusão balão, o enredo se repete. A Carnevalli não produz
seus periféricos, no entanto, ao oferecer ao mercado uma linha com seu
nome, passa a ser responsável por todas as peças que a compõem. Ou seja,
precisa se unir a fornecedores de primeira linha para não comprometer seu
conjunto extrusor. Em linhas gerais, na Carnevalli, o periférico que
embute alta tecnologia é comprado num pacote completo, com a extrusora, e
não de terceiros. No entanto, essa história tem um viés: nem sempre o
fabricante da máquina tem facilidade para adquirir equipamentos de
desempenho diferenciado no mercado nacional. “Só consigo controladores e
medidores de espessura importados”, reclama Carnevalli.
Falta produção local – Na avaliação do diretor da BGM, no ramo de
reciclagem, compostos e master, também há poucos fornecedores locais.
“Estamos falando de um universo de menos de dez empresas”, comenta. Não é
de hoje que o mercado brasileiro de periféricos para extrusão carece de
fabricantes. Esse cenário vem de longa data, e foi a partir dessa
oportunidade que a BGM começou a se especializar no ramo de periféricos
para este processo em particular. No início de sua atuação, a companhia se
voltava para serviços e, ao perceber a falta de oferta de alguns
equipamentos, resolveu focar a produção de linhas de granuladores e
ensacadeiras. “Estamos fazendo um equipamento barato, o mercado tem opção
do meu produto e de importado”, afirma Cavallieri, referindo-se à
ensacadeira, um equipamento para seis toneladas/hora, com precisão de dez
gramas de tolerância.
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A linha de granuladores conta com modelos para
capacidade de 50 kg/h até 1.500 kg/h; todos eles são feitos de aço
inoxidável para evitar a contaminação do material. Um diferencial está
na troca do rotor de corte e no rápido início das operações, pois
ocorrem em 15 minutos. Hoje o portfólio possui outros modelos, como a
peneira seletiva oscilatória, que, além do pó, retira os grãos com
tamanhos fora do padrão. O equipamento também separa até seis t/h. |
Cuca Jorge

Cavallieri comprova benefícios da peneira seletiva |
Confiante na abertura do mercado, o diretor da BGM não quer parar por
aí e percebe mais espaços vazios no setor. “Queremos ser reconhecidos como
uma empresa inovadora”, comenta. A próxima empreitada se refere à
fabricação de uma balança/dosadora e à finalização do processo de
aperfeiçoamento da sua ensacadeira. Cavallieri considera que sua empresa
já se consolidou entre os periféricos da linha de frente e agora vislumbra
oportunidades no ramo dos equipamentos de pré-extrusão. Integram o
portfólio: secador/sugador de fios; moinho para mesa e misturador/homogeneizador,
ambos para laboratório.
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