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Tubos de PVC têm tecnologia inédita
Todas as obras de
infraestrutura previstas a partir de 2009, envolvendo instalações de redes
de adução e distribuição de água bruta ou potável e redes de esgotos,
poderão contar com o fornecimento nacional de nova tecnologia em tubos e
conexões, mais leves, resistentes e duráveis, para atender a futuras
expansões ou mesmo renovar ligações que se deterioraram com o passar do
tempo.
A tecnologia, ainda inédita no Brasil, é responsável pela fabricação de
tubos de PVC expandido por extrusão biorientada. Prevendo uso enterrado, os
novos tubos suportam pressões até 1,6 MPa, e foram apresentados em
pré-lançamento pela Amanco Brasil na XX Feira Nacional de Saneamento e Meio
Ambiente (Fenasan), realizada de 12 a 14 de agosto, no pavilhão amarelo do
Expo Center Norte, em São Paulo, sob a responsabilidade da Associação dos
Engenheiros da Sabesp (Aesabesp).
O processo de biorientação de tubos de PVC nos sentidos longitudinal e
circunferencial já é conhecido em várias partes do mundo como nos Estados
Unidos, Canadá e Europa. A própria Amanco, fabricante de materiais e
inovações em produtos para os setores de saneamento e de infraestrutura, já
mantém unidade fabril para a produção desse tipo de tubo na Colômbia e,
agora, também passa a ofertar essa tecnologia ao mercado brasileiro, ao
iniciar produção em escala piloto dos novos tubos em sua fábrica de Sumaré,
no interior paulista.
Pertencentes à linha Amanco Biax, esses tubos estarão disponíveis em cinco
diferentes bitolas, em diâmetros de 100 mm, 150 mm, 200 mm, 250 mm e 300 mm,
e com espessuras de camada de parede de 3,3 mm, 4,7 mm, 6,2 mm, 7,6 mm e 9
mm, respectivamente.
As características físicas e mecânicas dos novos tubos são consideradas
superiores às dos tubos convencionais de PVC. Isso ocorre graças ao processo
de fabricação, que abrange algumas etapas, inseridas dentro de uma única e
contínua linha de produção. Numa primeira etapa, o tubo é extrudado com uma
sobre-espessura, a qual será expandida nos dois sentidos – circunferencial e
longitudinal –, de forma mecânica, e com o auxílio de temperatura (calor), o
que provocará a reorientação das moléculas do composto de PVC.
Sequencialmente, são realizados o resfriamento, a medição e o corte no
comprimento especificado, acoplando-se depois uma junta elástica nas
extremidades do tubo.
“A grande vantagem do processo de biorientação tubular é transformar um tubo
de PVC com diâmetro de 100 mm, e espessura de camada de parede de 10 mm, num
tubo com diâmetro de 200 mm e espessura de camada de parede de 5 mm, de
forma contínua”, explicou o engenheiro Jorge Neves Moll, responsável pelo
marketing da área de produtos para infraestrutura da Amanco Brasil.
Com a utilização da nova tecnologia, vários ganhos podem ser obtidos, pois o
fabricante dobra as dimensões da bitola do tubo e reduz à metade a espessura
da camada de parede, produzindo tubos mais leves, e bem mais resistentes ao
impacto.
“O conceito de fabricação dos tubos Biax proporciona aumentar
significativamente sob todos os aspectos a resistência mecânica, a
resistência à tração e à tenacidade, como a resistência ao impacto e à
propagação de fissuras e também a ductilidade”, informou Moll.
“A estrutura do tubo biorientado é lamelar, formada em camadas; por isso, na
eventual ocorrência de uma fissura, essa não será transmitida de uma camada
para outra”, acrescentou o especialista. Sob o aspecto qualidade, quando
comparados com os tubos de PVC convencionais, os tubos Biax apresentam
resistência dobrada à tração, superam em mais de cem por cento os níveis de
tenacidade e também apresentam elasticidade superior, tornando-se bem mais
seguros para as aplicações de saneamento e de infraestrutura, podendo
suportar o bombeamento de cargas cíclicas tal qual se caracterizam as cargas
provenientes de esgotos.
Quanto à durabilidade, afirma Moll: “A resistência à ruptura dos materiais
plásticos é dependente do tempo e da temperatura. Por isso, torna-se
necessário definir um tempo de vida útil no qual o material deverá
apresentar resistência e manter suas características. No caso de tubulações
plásticas, escolhemos um período de cinquenta anos, entretanto, os vários
fatores de segurança incorporados ao projeto indicam que, na prática, essa
vida útil será muitas vezes maior”, considerou.
Depois de muitos anos de pesquisas, uma das principais conclusões tomadas
pela engenharia de projetos de saneamento e de infraestrutura, segundo
destacou Moll, é a de que os grandes responsáveis pelo rompimento das
tubulações enterradas não são as pressões propriamente recebidas pelos
tubos, mas sim os impactos causados por cargas pontuais.
“Cerca de 80% das manutenções geradas nas redes de água são causadas por
rompimentos que ocorrem em ramais prediais, em geral feitos de polietileno.
Por isso, é muito importante instalar materiais de mais alta tenacidade para
diminuir as perdas de água, observadas em vários sistemas de abastecimento e
de distribuição existentes no país”, completou Moll.
Novos tubos corrugados – Também expondo com grande destaque na
Fenasan, a Tigre promoveu o lançamento da linha de tubos de PVC corrugados
para instalação em redes de esgotos. Com produção iniciada na fábrica de Rio
Claro-SP, mas contando com a perspectiva de expansão para outras unidades
fabris, esses tubos de PVC corrugados apresentam níveis de resistência
dobrada – 5.000 Pa – em comparação com os tubos de PVC convencionais e
rígidos – 2.500 Pa.
Disponíveis nas bitolas de 200 mm, 250 mm, 300 mm, 350 mm e 400 mm, os tubos
corrugados, pertencentes à linha Vinilfort Ultra, atendem às resoluções da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), NBR 7362:2005.
“Na realidade, até 2009, apenas fornecíamos ao mercado tubos Vinilfort Ultra
de 150 mm, mas resolvemos a partir deste ano expandir e tornar a linha de
corrugados bem mais completa, oferecendo as novas opções em diâmetros”,
informou José Luiz Gallardo Delgado, engenheiro de assistência técnica da
Tigre.
Além de contar com elevada classe de rigidez (5.000 Pa) por conta da
configuração corrugada das paredes externas, esse tipo de tubo apresenta
maior leveza, alto desempenho hidráulico por ter a superfície interna lisa,
e alta estanqueidade assegurada por juntas elásticas, não sofrendo ataques
de bolores e gases, como gás sulfídrico, existentes em esgotos sanitários,
podendo ainda contar com aplicações em ligações prediais, sistemas
condominiais, interceptores e estações de tratamento de esgotos.
A Tigre também destacou na XX Fenasan novo dispositivo de medição, projetado
para o maior controle do desperdício de água e inviolabilidade dos ramais
prediais. Trata-se de kit de tubos de PVC pigmentado na cor azul para a
instalação em hidrômetros em ligações prediais. Com bitola correspondente a
20 mm (DN 20 x ¾¨), e suportando pressões de serviço de 1 MPa, ou seja, o
dobro da pressão em geral especificada por órgãos como a Sabesp (0,2 MPa até
0,5 MPa), o novo dispositivo em conjunto com o hidrômetro é inserido dentro
de caixa de proteção especial, também conferida na exposição, no estande da
Plastimax, transformadora de Barueri-SP, que já vem fabricando essas caixas
com policarbonato cristal e pigmentado, para hidrômetros com vazões de 1,5
m3/h e 3 m3/h, oferecendo garantia de cinco anos para os produtos.
Novos reservatórios de PRFV – A Mizumo, unidade de negócios
pertencente ao grupo Jacto, lançou na feira reservatórios verticais para
água potável, águas para reúso e também produtos químicos com pH ácido ou
básico. Disponíveis nos diâmetros de 2,5 m e 3,2 m, comportam volumes até 50
m³, correspondentes a 50 mil litros. Fabricados com plástico reforçado com
fibras de vidro (PRFV), atendem à norma da ABNT, NBR 14799/02, que
estabelece os requisitos para reservatórios poliolefínicos para instalação
em residências, edifícios, estabelecimentos comerciais, indústrias,
hospitais e escolas, podendo também ser utilizados na agricultura, na
piscicultura, ou em outras aplicações envolvendo o acondicionamento de água
potável, apresentando conformidade também com as normas NBR 14800/02 e NBR
7675/05.
A Tecniplas destacou a recente conquista da conformidade de tubos para
saneamento de PRFV, de acordo com a NBR 15536. Resistentes à corrosão
galvânica e química, os tubos de PRFV da Tecniplas, fabricados em diâmetros
de 300 mm até 700 mm e com classes de pressão de 1 MPa a 2,5 MPa, são
especialmente indicados para instalações de esgotos e efluentes agressivos,
podendo ser selecionados quanto ao grau de resistência química desejado para
cada tipo de aplicação, envolvendo, por exemplo, a adição de químicos como
sulfato de alumínio, carvão aditivado e hipoclorito de sódio.
Rose de Moraes
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