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Em sua segunda edição, exposição
supera expectativas e cresce 40%
Texto e fotos de Fernando C. de Castro
Nem a temperatura de três graus
centígrados, peculiar ao inverno gaúcho, nem o surto de gripe suína foram
capazes de atrapalhar o crescimento da Feira de Tecnologias para
Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Equipamentos (Plastech 2009), em
Caxias do Sul-RS, de 28 a 31 de julho. Com instalações novas de 13 mil
metros quadrados em dois pavimentos, acessados por esteiras rolantes e
elevador de carga, oito geradores e 18 mil visitantes, o evento realizado
pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás),
em sua segunda edição, contou com 230 expositores e mais de 400 marcas
divulgadas. Os números representaram crescimento de 40% em comparação com
a primeira edição.
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“A Plastech atingiu o planejado, estamos vencendo a
crise”, assinalou o presidente do Simplás, Orlando Marin. Para o líder
empresarial, a mostra de equipamentos e matérias-primas se consolida
como um dos mais importantes eventos da indústria do plástico na
América Latina. Além disso, opinou Marin, o evento impulsiona
negócios, promove conhecimento tecnológico e permite novos
relacionamentos entre as partes que compõem o setor.
De acordo com Marin, o principal aspecto a ser enfatizado foram as
máquinas a preços convidativos, porque os expositores ofereceram
promoções e o dólar esteve em queda nos quatro dias da Plastech. Com
isso, o poder de barganha permitiu a compra de equipamentos parcelados
com até 30% de deságio em relação aos preços à vista. |

Promoções e dólar em queda favoreceram
negócios, diz Marin |
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast),
Merheg Cachum, manifestou sua surpresa positiva ao avaliar o salto de
qualidade da Plastech já na segunda edição.
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Em sua visão, o evento tem tudo para se consolidar
como referência no Mercosul. “Com isso, os apoiadores e expositores se
sentem seguros e retornarão aqui sempre”, assinalou o presidente da
Abiplast.
O presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado
de Santa Catarina (Simpesc), Albano Schmidt, ressaltou a forte
presença dos principais fabricantes de máquinas e equipamentos e
periféricos como uma sinalização de que a crise dos mercados terminou
e o segundo semestre será da recuperação dos volumes de produção.
Schmidt também enalteceu a organização da Plastech. “O apoio
operacional aos expositores foi excepcional, acima da média até em
comparação com |

Feira deu um salto de qualidade, na opinião de Merheg Cachum |
eventos realizados nos países de primeiro mundo. É uma feira a ser
copiada pelos organizadores das demais exposições realizadas no país”,
sugeriu o presidente do Simpesc.
Expositor comemora – Em geral, empresários e executivos não gostam
de falar em números, mas o desempenho de vendas da tradicional fabricante
de fixadores de moldes Brasfixo, em Caxias do Sul, deixou eufórico seu
diretor-geral José Roberto Policastro. “Pode colocar. Foi mais de 300 mil
e menos de 400 mil [reais]”, festejou Policastro ao contabilizar o
faturamento da Brasfixo nos quatro dias da Plastech 2009. A empresa levou
17 mil itens de fixação e troca rápida de moldes para expor, 89,5% desses
direcionados à indústria de terceira geração petroquímica.
O entusiasmo se converte em investimento: A Brasfixo já havia comprado um
terreno em Caxias do Sul e só não construiu uma fábrica em 2008 por causa
da crise, mas como o pior já passou a unidade industrial deverá ser
erguida até o final de 2010. “Estamos só aguardando as coisas se
ajeitarem. Nunca vi gente comprar tanto como esse povo daqui. Parece
supermercado”, concluiu Policastro.
O diretor-comercial da Sandretto Injetoras, Antonio Lopes, considera o Rio
Grande do Sul uma região compradora de equipamentos, por contar com um
grupo de transformadores com forte inserção no mercado nacional. Como são
clientes fortes, as visitas atenderam às expectativas e a prospecção
aponta para um bom volume de vendas pós-feira. “O que continua em baixa
são as exportações. O mercado exterior ainda não reagiu”, advertiu Lopes.
A Sandretto conta com mais de 300 injetoras operacionais na terceira
geração petroquímica gaúcha.
O gerente-comercial da Romi, José Marcos Marzocchi, observou que a
Plastech coincidiu com a confirmação do Finame de 4,5% de juros ao ano
para máquinas processadoras de embalagens. Como a firma agora conta com
uma linha de sopradoras, a participação na mostra gaúcha era
imprescindível para divulgar esses equipamentos junto com as tradicionais
injetoras. A série de sopradoras da Romi é vendida sob a marca comercial
JAC. “Isso vai de fato tirar projetos novos da gaveta”, aposta Marzocchi.
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Entidades anunciam campanha em defesa
dos materiais plásticos
Uma campanha nacional de mídia com orçamento gordo
deve ser a resposta da cadeia produtiva do plástico para responder às
investidas de alguns meios de comunicação e grupos empresariais contra
o setor, sobremaneira, como forma de responder aos ataques desferidos
na direção das sacolas de polietileno empregadas como embalagens de
supermercados. As bases da campanha foram discutidas por ocasião da
reunião da diretoria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico
(Abiplast), realizada durante a Feira de Tecnologias para
Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Equipamentos (Plastech 2009), em
Caxias do Sul, de 28 a 31 de julho.
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O presidente da Associação Brasileira da Indústria
de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) e do Sindicato das
Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS),
Alfredo Schmitt, acusou setores da mídia e algumas redes nacionais
de supermercados e de distribuição de alimentos de estimularem uma
caça às bruxas contra as sacolas plásticas, por “ignorância e
falta de informação”. Para Schmitt, a proposta de substituição das
sacolas plásticas pelas de pano é hipócrita.
“Querem retroceder a humanidade à sociedade pré-industrial e
introduzir o IPH [índice de desenvolvimento |

Para Schmitt, críticas ao setor são reflexos da falta de
informação |
humano] africano no Brasil”, disparou Schmitt. Segundo
o presidente da Abief, um cenário sem sacolas plásticas acarretará no
fim da separação do lixo, a destruição da indústria de reciclagem em
plena expansão no país e a proliferação dos lixões de décadas passadas
nas periferias das grandes cidades. Para o presidente da Abief, é
impossível imaginar que as classes menos favorecidas comprarão sacos
de lixo.
“Certamente isso não acontecerá e o que veremos é lixo armazenado em
sacos de papel e enrolados em jornais velhos cuja fragilidade e
umidade se encarregarão de espalhá-los pelas ruas, avenidas, rios,
córregos e matas ciliares”, advertiu o empresário. “A coleta de lixo
será problemática, pois a sacola do supermercado é hoje o saco de lixo
e haverá lixo orgânico contaminando as ruas”, reforçou.
Schmitt criticou ainda uma lei já aprovada no Rio de Janeiro, a qual
restringe o uso de sacolas plásticas. “A prova maior da existência
desse proselitismo ambiental oportunista está no fato de os valores
mencionados na lei serem exatamente os mesmos apregoados por uma
grande rede de supermercados. É preciso entender que as sacolas
plásticas são produzidas com polietilenos de alta e de baixa
densidade, que são materiais inertes e atóxicos. Além do que as
sacolas plásticas são o único meio de transporte que carrega cerca de
mil e quinhentas vezes o seu próprio peso”, continuou a discursar
Schmitt, profundamente contrariado.
Ao aprovar este Projeto de Lei, a Abief entende que o governo do Rio
de Janeiro está dando o seu “de acordo” em tentar tapar o sol com a
peneira. “E o pior, com uma peneira estragada, porque qualquer solução
será pior que as boas soluções que os plásticos trazem para o nosso
dia-a-dia”, completa Schmitt.
O presidente da Abief atribuiu a campanha contra o plástico também “às
dificuldades” do Rio de Janeiro em resolver problemas graves sobre
onde colocar o seu lixo. “O que não se divulga é que este mesmo Rio de
Janeiro possui, embora em escala experimental, a primeira usina de
queima de lixo do Brasil. Cada quilo de plástico queimado libera uma
quantidade de energia equivalente a um litro de óleo diesel”, enfatiza
o presidente da Abief.
Schmitt assinalou ainda que a campanha no Rio de Janeiro entra em
contradição com o projeto petroquímico do Comperj, a menina-dos-olhos
do governo federal e do conglomerado petroquímico nacional, o qual irá
produzir justamente matérias-primas para a produção de sacolas
plásticas. Por tudo isso, a Abief apoia todas as ações de empresas e
de trabalhadores que visam a esclarecer o tema para a população.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast),
Merheg Cachum, concordou com Schmitt e emendou: “As sacolas plásticas
não têm pernas, asas ou nadadeiras. O homem é que as coloca em local
inadequado.” Na opinião de Cachum, não se trata de um problema de
produção, mas de educação. Segundo ele, a falta de educação é
confirmada pelo próprio governo que, recentemente, apoiou uma campanha
publicitária que começa mostrando um cidadão jogando um saco plástico
pela janela de um ônibus.
Cachum afirmou que a ignorância está criando uma espécie de
marginalização do plástico. “A opinião pública não sabe que sem os
plásticos a medicina hoje seria inviável sob o ponto de vista da
higiene e esterilidade de instrumentação, por meio das soluções
descartáveis. As próteses empregadas em cirurgias de reconstituição de
membros são confeccionadas em resinas nobres”, ensinou.
Segundo ele, a campanha publicitária em favor do plástico será bancada
pela indústria petroquímica e irá mostrar, entre outras coisas, que
produzir papel e pano para substituir o plástico gera muito mais
impacto ambiental porque envolve processos químicos mais pesados ao
meio ambiente como a preparação dos tecidos com tinturas e pigmentos
bem como a produção de celulose para processar papel.
“Vamos mostrar que querem retroceder a sociedade à era dos materiais
primitivos, que demandam reações químicas poluentes como a celulose,
tinta impressão em rótulos arcaicos. Onde vão embalar o arroz?”,
questionou o presidente da Abiplast. “Em caixas de papelão sem vedação
para desmanchar na chuva e deixar o lixo nas calçadas”, devolveu
Cachum, em tom de indignação. |
O Rio Grande do Sul é o segundo mercado da Romi. Por conta da forte
presença no estado, a empresa de Santa Bárbara do Oeste-SP mantém lojas e
assistência técnica residentes em Porto Alegre e Caxias do Sul.
“Prestigiaremos a Plastech sempre, em todas as suas edições”, avisou
Marzocchi.
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Roberto Guarnieri, da Furnax, também gostou do evento.
Ele admitiu alguma dificuldade para vender no curto prazo porque os
transformadores começam a retomar a produção. “Só após a normalização
da capacidade instalada é que eles começarão a decidir por
investimentos, primeiramente na substituição de equipamentos com idade
avançada e, num segundo momento, para aumentar a produção em termos
nominais.” Na opinião de Guarnieri, a organização da Plastech já
supera em qualidade a maioria das feiras realizadas no restante do
país: “Não podemos reclamar de nada. O serviço de apoio ao expositor
não tem comparação.” |

Guarnieri elogiou a qualidade da feira e serviços ao expositor |
A Furnax está há oito anos no mercado brasileiro. Neste período, vendeu
aproximadamente 40 injetoras na região de Caxias do Sul, onde mantém
assistência técnica residente para máquinas a partir de 35 toneladas de
força de fechamento até 2.200 toneladas. Representa, distribui e promove
assistência pós-vendas das máquinas introduzidas no país sob a marca Asian
Plastic, de Taiwan.
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Outra estreante em feiras no Rio Grande do Sul foi a
Taurus Wotan, uma das mais novas fabricantes de injetoras do país, com
sede na cidade gaúcha de Gravataí. De acordo com o gerente de vendas
para a Região Sul, Rogério Soares, a Taurus promoveu o lançamento de
equipamentos inéditos no mercado mundial, com design arrojado e
inovações de projeto durante a Brasilplast. Mas escolheu a Plastech
como evento de apresentação na Região Sul porque a empresa crê no
potencial da região de Caxias para formar um mercado comprador das
máquinas.
Edson Vogel, que representa a marca FCS, uma das maiores fabricantes
do mundo de injetoras, igualmente gostou do que viu na Plastech. No
seu entendimento, em organização e serviço ao |

Soares: Caxias tem potencial para consumir produção de máquinas |
expositor, já é o melhor evento do sul do país e supera até mesmo
outros realizados em países vizinhos. “A organização ficou impecável”,
resumiu Vogel.
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