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DSM inaugura centro de controle operacional
A DSM elastômeros, uma
das maiores produtoras mundiais da borracha EPDM, com planta industrial em
Triunfo, no Rio Grande do Sul, apresentou oficialmente sua nova sala de
controle operacional e de segurança, em junho último. Trata-se de um sistema
descentralizado de controle computadorizado de última geração, formado por
desde pequenos sensores até servidores de computador de altíssima capacidade
de armazenamento e velocidade, no qual toda a atividade produtiva é
interpretada por um sistema 100% digital.
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A diferença com relação aos sistemas convencionais é que
esses sensores funcionam como câmeras e reproduzem a atividade dentro
dos reatores não somente em números, mas em imagem de três dimensões.
Com isso, o operador enxerga na forma de desenho animado as diversas
etapas do processo de formação da borracha, desde sua entrada na
primeira torre de reator assim como sua circulação nas tubulações, até o
produto final colocado em reservatórios. |
Divulgação

Novo sistema incorpora computadores de
última geração |
Diante de emergências, partes da planta ou sua totalidade podem ser
paradas imediatamente com acionamento automático, ou por meio dos
operadores. As novas instalações, de 800 metros quadrados, foram construídas
em seis meses e estão localizadas na parte frontal da fábrica, dentro de uma
área de aproximadamente 1.800 metros quadrados. As novas instalações levaram
em conta os seguintes aspectos: segurança, ergonomia, tecnologia e
utilização de espaço.
Presente à inauguração, o presidente mundial da DSM Elastomers, Jan Paul de
Vries, enfatiza que esse tipo de investimento, pela própria cultura da
empresa, jamais foi revisto, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas por
conta da crise dos mercados. Vries não revela números sobre o montante
imobilizado nas novas instalações, mas garante que valeu a pena porque a
demanda por EPDM vem crescendo de forma sustentada – nos últimos meses,
principalmente no nicho de negócios da DSM, a indústria automotiva.
O CEO interpreta esse fenômeno como um fato positivo, porque significa a
reposição de estoques de autopeças e componentes, diretamente relacionada
com a retomada gradativa da produção de veículos, um dos pilares de
sustentação da economia mundial. Porém, Vries acrescenta que é difícil
prever quando o mercado voltará aos patamares verificados antes da crise. A
DSM em Triunfo atende ainda, com volumes expressivos, a construção civil.
Os mercados finais da DSM incluem também produtos de nutrição humana e
animal, cuidados pessoais, farmacêuticos, transporte, tintas e revestimentos
e elétricos e eletrônicos. A empresa registra € 9 bilhões em vendas em 2009.
A matriz se localiza na Holanda, com presença nos cinco continentes. As
ações da corporação estão registradas na bolsa Euronext Amsterdam.
A unidade brasileira, localizada no Polo Petroquímico de Triunfo, iniciou as
atividades em 1988. A fábrica possui capacidade de produção de cerca de 40
mil toneladas ao ano – metade é exportada para a Europa, Estados Unidos e
Argentina. Na América do Sul, a DSM é líder de mercado, com 70% de
participação.
Vries lembrou que no ano passado a empresa adicionou uma nova unidade para
produzir EPDM modificado quimicamente, por meio de um investimento de cerca
de R$ 16,6 milhões com a inauguração de sua planta de extrusão reativa (REX).
Além de melhoradores de índice de viscosidade para óleos automotivos, esta
planta começou a produzir uma linha inovadora de polímeros EPDM destinada às
aplicações para modificação de plásticos e confecção de adesivos.
A extrusão reativa é considerada a tecnologia mais avançada do mundo para a
finalização de polímeros. Vries também afirma que está acompanhando o
processo de consolidação da petroquímica brasileira. No entanto, ele relata
que no momento não há planos da DSM de participar do processo.
Fernando Cibelli de Castro
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