Entidade quer distância do oxibiodegradável

A European Bioplastics, associação representante dos interesses da indústria na cadeia de valor dos biopolímeros (produzidos com matérias-primas de fontes renováveis) e dos biodegradáveis, declarou a intenção de manter-se distante da tecnologia dos oxibiodegradáveis. A postura da entidade se apoia nos padrões internacionais, que requerem biodegradabilidade ou produtos compostáveis.

A instituição entende que a sociedade, em geral propensa aos temas ecológicos, não deve ser confundida. Para a European Bioplastics, alguns produtos que se proclamam biodegradáveis ou compostáveis e não cumprem comprovadamente padrões reconhecidos são suscetíveis de causar um impacto negativo sobre os produtos de seus associados, mesmo que estes atendam plenamente às exigências.

A entidade informa que produtos que carregam a marca de compostabilidade da European Bioplastics devem evitar ser associados, de todas as maneiras, com produtos oxibiodegradáveis e que apenas os que comprovadamente cumprirem os rigorosos padrões de biodegradabilidade ou compostabilidade, tais como as normas ISO 17088, EM 13432 ou similares, podem ser agraciados com a marca da instituição. De acordo com Andy Sweetman, chairman da European Bioplastics, a posição da entidade é compartilhada por especialistas das áreas de plástico e de embalagens e ficou comprovada durante o último encontro do Working Group of The European Committee for Standardization (CEN), realizado em julho último. A European Bioplastics agrega cerca de 75 empresas.

Enquanto isso no Brasil... – O Ministério do Meio Ambiente (MMA), por intermédio de sua Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC), declarou textualmente que não chancela os laudos apresentados pela RES Brasil quanto ao uso dos aditivos para tornar os plásticos oxidegradáveis, em texto encaminhado ao Fórum de Varejo e Consumo Sustentável da FGV/SP. A Plastivida e o Instituto Nacional do Plástico (INP) divulgaram o documento, que reitera a campanha de estímulo ao consumo consciente de sacolas plásticas e reforça a posição contrária do MMA ao estabelecimento de legislações que decretem a obrigatoriedade do uso de material específico: “Engessaria o desenvolvimento tecnológico que poderá um dia oferecer melhores opções.” Os interessados em obter o texto na íntegra do MMA podem solicitar ao INP, que oferece o caminho para acessá-lo.

O texto original da SAIC/MMA ressalta: “Sobre a questão dos oxidegradáveis e, especificamente sobre o parecer técnico oferecido pela Defensoria Social, gostaríamos de deixar claro que o fato de termos recebido os referidos laudos através do representante da RES Brasil não implica a chancela do MMA a estes laudos, ou qualquer alegação de concordância em relação a seu conteúdo e o produto analisado.”

M. A. S. R.

 

 

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