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Boas
perspectivas para o setor de resinas
| A fase
aguda da crise econômica, que vinha assolando o mundo e lançando dúvidas
sobre a capacidade dos países em produzir resultados, já passou. Os sinais
de recuperação podem ser percebidos especialmente nos países que integram
o grupo conhecido como BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China –, bloco que
ganhou bastante importância e vem sendo considerado estratégico pelos
países mais ricos e influentes do mundo, aí incluídos Estados Unidos,
Inglaterra, Alemanha e Japão. O Brasil irá sair da crise com a casa mais arrumada do que estava no
início da turbulência, isso porque suas bases econômicas estão mais
sólidas. E também porque a crise fez com que o país revisse alguns pontos
e enxugasse excessos que há tempos pediam atenção, como ocorreu com os
juros, o acesso ao crédito e a desoneração da produção.
O mercado interno brasileiro é bastante representativo e tem absorvido uma
importante fatia do consumo. A imagem de credibilidade do Brasil como um
player internacional está em alta e a cadeia produtiva do plástico, ligada
a diversos segmentos industriais, está intrinsecamente ligada à retomada e
à consistência dos resultados que o Brasil vem apresentando. |
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Vítor Mallmann
Presidente do Sindicato da Indústria
de Resinas Plásticas
(Siresp)
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O momento é de ótimas perspectivas. Permanecemos trabalhando com setores
da economia que, por não serem atrelados ao crédito, mantiveram-se
estáveis, como o de alimentos, cosméticos e higiene e limpeza. Em outros
dos quais participamos ativamente, como o automotivo e o de linha branca,
ocorre forte aquecimento em razão da redução da alíquota de IPI e isso
deve contribuir para que não ocorram rupturas no ritmo de produção e de
consumo.
A cadeia produtiva do plástico emprega aproximadamente 310 mil pessoas e
conta com aproximadamente oito mil empresas, cujo faturamento se encontra
na casa dos R$ 45 bilhões/ano. A demanda per capita de produtos plásticos
no Brasil ainda é muito baixa (25 kg/hab/ano) e, pelo tamanho e
características do nosso mercado, há enorme potencial de crescimento.
A construção civil também abre boas perspectivas. As obras do PAC e o
programa habitacional do governo federal são ótimas oportunidades para a
cadeia do plástico. Isso sem falar nas obras que serão necessárias para
que o Brasil desempenhe seu papel de sede da Copa do Mundo de 2014. Não
serão apenas construções de estádios, mas toda a reformulação de
infraestrutura de transporte, logística, turismo, abastecimento e
saneamento nas cidades-sede dos jogos.
Para atender a esse crescimento da demanda, tanto interna como externa, a
indústria petroquímica brasileira atua para se manter moderna, competitiva
e inovadora. Realiza constantes investimentos em pesquisas – como aquelas
ligadas à produção de plásticos de matéria-prima renovável – e na melhoria
contínua de tecnologias e processos industriais e no aperfeiçoamento de
seus profissionais, altamente qualificados.
A preocupação com o meio ambiente, com a qualidade de vida e o futuro das
novas gerações também faz parte de nossa agenda de trabalho. O Siresp está
atento às exigências globais e locais e estimula as empresas associadas a
adotar as mais modernas práticas de gestão ambiental, com vistas ao
desenvolvimento e ao respeito às pessoas. O plástico é um aliado da
sociedade. Nossos produtos participam diretamente de vários segmentos da
economia e do cotidiano das pessoas. Por ser um produto 100% reciclável, o
plástico fecha o ciclo da sustentabilidade. O importante é que seja
descartado adequadamente e totalmente reaproveitado. Por meio da
reciclagem energética, o plástico e os demais resíduos do pós-consumo são
transformados em energia, tema sobre o qual trataremos em breve.
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