Mais atrativa, exposição
conquista novas empresas
Fernando Cibelli de Castro
 

Apesar do ano nebuloso para os negócios, os ajustes finais para a Plastech 2009, marcada para o novo centro de eventos de Caxias do Sul, entre 28 e 31 de julho, vão de vento em popa. Até o fechamento desta edição de Plástico Moderno, perto de 190 expositores estavam confirmados, de acordo com a organização. A previsão é de que em torno de 20 mil visitantes prestigiem a exposição, também denominada Feira de Tecnologias para Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Equipamentos, 12% a mais do que na primeira edição, em 2007.

“Alguns redimensionaram estandes, a fim de reduzir os efeitos da crise. Em compensação, o quadro é de crescimento do número de empresas participantes, em comparação com a primeira edição do evento, realizada em 2007. Muitas estão confirmando pós-Brasilplast”, afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Orlando Marin.

Ele calcula que na virada da quinzena, em julho, quando se encerram as adesões, o número de expositores chegue a 220. “Trata-se de um ano atípico e por isso mesmo as empresas precisam mostrar mais ainda seus produtos e serviços”, complementou o presidente do Simplás.

O principal atrativo entre os expositores da Plastech fica por conta da indústria de máquinas para transformação e equipamentos periféricos. Aproximadamente 20 fabricantes de injetoras e outros dez de extrusoras já assinaram contrato. Há ainda fornecedores de sopradoras, máquinas de termoformagem, rotomoldagem, sistemas para resfriamento de água, troca rápida de moldes, automação produtiva, entre outros. Fabricantes e distribuidores de resinas, compostos, reforços, sistemas de cores, fundições voltadas a moldes, matrizes e ferramentas e diversos segmentos de transformadores englobam a lista.

Como as novas instalações para eventos junto aos pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, incluem um prédio com 14 metros de pé-direito, pela primeira vez uma feira do segmento de plásticos no Rio Grande do Sul exibirá extrusoras verticais de grande porte. No total serão 14 mil metros quadrados somente para a exposição de equipamentos e matérias-primas e outros 26 mil metros quadrados de área de apoio, incluindo estacionamento totalmente coberto.

Segundo Marin, a divulgação da Plastech, desde a Argenplás, em Buenos Aires, em 2008, posteriormente na Interplast, de Joinville, em feiras do Peru, do México e, mais recentemente,

na Brasilplast, em maio passado, repercutiu positivamente no mercado brasileiro e do subcontinente. Uma pesquisa realizada pelo Simplás mostra que todos os sindicatos de transformadores brasileiros conhecem a marca Plastech, sendo que as principais entidades representativas do segmento no Mercosul igualmente sabem da existência da feira e sua forma de operação.

Para Marin, a grande vantagem competitiva da Plastech é o modelo de negócio. Por ser uma feira realizada diretamente por entidade de classe, há uma redução de diversos itens de custos, pois os expositores dispõem de uma lista de montadoras de estandes cadastradas e negociam diretamente os valores como forma de barganhar preços. Além disso, a diretoria da Plastech garante que as despesas com energia elétrica e ar comprimido também serão menores.

Fernando C. de Castro

Para Marin, custos dos estandes são otimizados

Na opinião de Marin, a Plastech funciona perfeitamente como um complemento regional ao caráter nacional da Brasilplast, essa última realizada em maio último, justamente por consolidar conversações iniciadas em São Paulo. “Algumas máquinas que virão para Caxias do Sul foram vendidas na Brasilplast e ficarão aqui mesmo”, enfatizou o líder empresarial. Além disso, ressaltou Marin, muitos empresários do sul do Brasil e mesmo da Argentina deixaram negócios alinhavados na Brasilplast. Eles irão a Caxias do Sul para fechar as compras.

Com efeito, a diretoria da Plastech tomou uma série de medidas para facilitar a movimentação de expositores e visitantes. O credenciamento prévio já está disponível no site da feira na internet (www.plastechbrasil.com.br). Além disso, no próprio local de exposição serão instalados equipamentos de autosserviço para impressão de crachás. Os convênios com hotéis e agências de turismo podem gerar economia das despesas com deslocamento e estada em até 30%. A organização do evento promete ainda a melhoria das condições de transporte com possibilidade de pré-agenda de serviços de traslados para os principais aeroportos, hotéis e restaurantes da região.
 
Para se ter uma ideia do respaldo da Plastech nas organizações empresariais representativas da cadeia produtiva do plástico, constam como parceiras do evento: a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o Instituto Nacional do Plástico (INP), a Associação Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Sindicato da Indústria de Resinas do Estado de São Paulo (Siresp), a Associação Brasileira da Indústria de Materiais Compósitos (Abmaco), a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief), além dos dois outros Sindicatos de Transformadores do Rio Grande do Sul, o Sinplast-RS e o Sinplavi.

Nos últimos meses, por conta das dificuldades enfrentadas pelo segmento, o Simplás e a comissão organizadora da Plastech receberam diversas manifestações públicas de estímulo e que funcionam como convocação para que a exposição atinja o sucesso planejado: “Em momentos de crise e incertezas, eventos como a Plastech proporcionam momentos de reflexão em relação ao nosso papel neste novo cenário e demonstram com muita clareza a capacidade da indústria brasileira de plásticos de reação, organização e inovação”, afirmou o presidente da Abmaco, Gilmar Lima.

“O apoio e a participação em feiras setoriais como a Plastech 2009 faz parte da estratégia da Abief de regionalização das ações e de promoção do setor em âmbito nacional”, emendou o presidente da Abief e do Sinplast-RS, Alfredo Schmitt. “Esta segunda edição irá consolidar a Plastech como evento da Região Sul por sua localização estratégica”, reforçou o vice-presidente e diretor de feiras da Abimaq, Jayme Bydlowski.

A Plastech engloba ainda uma série de eventos paralelos. Durante o período da feira estão marcados um curso sobre regulagem e parâmetros para processos de injeção, um evento direcionado à qualificação de agentes de segurança do trabalho e uma palestra sobre sistemas de produção baseados no modelo Toyota. No dia 29, a diretoria da Abiplast promove sua reunião mensal ordinária. No mesmo dia será realizada a palestra “Tecnologias Europeias: uma visão realista”, promoção do curso de engenharia de plásticos da Sociesc de Joinville, Santa Catarina.

O Rio Grande do Sul transforma aproximadamente 480 mil toneladas de resinas virgens por ano, as quais correspondem a R$ 4 bilhões de valor de produção. O processo de extrusão responde por 60% da atividade. A injeção fica em 30%. Os demais processos, como sopro, termoformagem e rotomoldagem, atingem 10% em todo o estado.

Entretanto, se a contagem é feita pela base de Caxias do Sul, a segmentação é diferente. Predomina a transformação de peças técnicas e a injeção corresponde a 58%. A extrusão consome 27% das resinas; a termoformagem, outros 11%. Os quatro por cento restantes se dividem em sopro, fibras, acrílicos, spray-up, e rotomoldagem, sendo que 20% das empresas que possuem processos de transformação do plástico promovem mais de um tipo de processo. Em Caxias do Sul está instalado ainda um dos maiores parques de produção de moldes e matrizes do Brasil.

 

 

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