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Palavra de quem usa – As operações de limpeza e manutenção têm suas
importâncias reforçadas por transformadoras fornecedoras de peças para
clientes de expressão. A Jaguar Plásticos, criada em 1978, em
Jaguariúna-SP, conta com 39 injetoras, com forças de fechamento entre 150
e 1,3 mil toneladas, e de 250 a 280 ferramentas ativas. Ela fabrica
utilidades domésticas e peças sob encomenda. A empresa conta, entre seus
clientes, com nomes como Nestlé, Sadia e Danone.
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“É muito importante respeitar o planejamento de
manutenção preventiva que criamos para nossos moldes. Se, por qualquer
motivo, não podemos parar a produção, em curto prazo o molde corre o
risco de sofrer danos. Quando isso acontece, pagamos caro”, informa
José Felício Baldasso, diretor industrial. De acordo com o executivo,
o dia-a-dia dificulta a tarefa. “Estamos à mercê do comercial, às
vezes o cliente precisa de peças, não podemos parar o molde e fazer a
manutenção no período certo”, queixa-se. Para Baldasso, outro
procedimento que contribui muito é a realização da limpeza e
lubrificação dos moldes durante a produção.
“Não é um número calculado, mas tenho o sentimento de que o trabalho
de manutenção correto deve representar |

Baldasso: não seguir a manutenção pode ficar mais caro |
ganhos de 30% na vida útil do molde”, revela. Isso representa valor
considerável nas linhas de peças plásticas de vida longa. “Temos projetos,
caso das tampas de detergentes ou de embalagens de água mineral, nos quais
já estamos utilizando o quarto molde igual para fabricar o mesmo produto”,
conta.
O diretor industrial faz outra ressalva. “A falta de cuidados também
provoca a perda de eficiência, a ferramenta começa a produzir menos e gera
prejuízos”, diz. A Jaguar conta com departamento de manutenção preventiva
interno e também dispõe dos serviços de sua ferramentaria, instalada em um
local próximo ao prédio onde se encontram instaladas as injetoras. Na
ferramentaria, são realizadas revisões periódicas nas matrizes mais
complexas.
A Sonoco, localizada em Araras-SP, no mercado desde 1973, é outra
transformadora que tenta seguir à risca as ações de manutenção
recomendadas pelas ferramentarias. A empresa tem 52 injetoras, de 100 a
550 toneladas de força de fechamento, e em torno de 180 a 200 moldes
ativos. Ela atua como fornecedora de embalagens com foco para as
indústrias alimentícias e farmacêuticas.
Entre seus 450 colaboradores, conta com equipe de doze profissionais
voltada para checar, 24 horas por dia, as condições das matrizes.
“Procuramos, a cada duas semanas, desmontar todos os moldes que saem das
máquinas”, informa Yochiuky Towada, criador da Sonoco, onde hoje atua na
condição de consultor. Dessa forma, diz o profissional, a vida útil das
ferramentas tem sido prolongada com sucesso ao longo dos anos.
Towada reforça serem importantes o cuidado com os moldes durante a
produção e a identificação de problemas durante a fabricação das peças. “O
pessoal do processo precisa estar bem treinado para tomar os cuidados
necessários de regulagem das máquinas e de limpeza”, aconselha. Para o
consultor, os cuidados não devem se resumir à estratégia de manutenção. “O
segredo da durabilidade começa no projeto. Sempre usamos em nossos moldes
aços de boa qualidade, de preferência inoxidáveis e de elevada dureza”,
acrescenta.
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Fornecedores – As empresas fabricantes de
porta-moldes são as principais fornecedoras das peças mais utilizadas
nas operações de manutenção. Para essas empresas, manter em estoque
algumas centenas de itens não representa apenas uma oportunidade de
incrementar suas vendas. Também é estratégia de marketing, uma forma
de tornar os clientes fiéis.
“O mercado de peças de reposição é igualmente importante para nós”,
resume Cleber Silva, da Polimold. Para o gerente, o uso de produtos de
procedência conhecida faz diferença. “Padronizados originais
possibilitam o intercâmbio correto, menos ajustes e disponibilidade
imediata”, enumera. Além de milhares de peças dirigidas aos
porta-moldes, a empresa conta com peças de reposição para câmaras
quentes, como buchas, ponteiras, resistências ou termopares. Esses
itens, no |

Silva: mercado de manutenção é muito importante para a Polimold |
entanto, só devem ser usados nos sistemas fabricados pela própria empresa.
“Temos câmaras quentes com projetos e características particulares”,
justifica.
“Contamos com mais de 16 mil itens de reposição em estoque”, informa
Wilson Teixeira, diretor técnico da Tecnoserv, empresa fabricante de
algumas centenas de milhares de combinações de porta-moldes e
representante no Brasil de vários fabricantes de componentes variados,
entre os
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quais câmaras quentes. Entre os componentes
disponíveis, encontra-se de tudo. “Temos buchas, colunas, pinos
extratores, parafusos e também resistências, termopares e todos os
itens voltados para as câmaras quentes”, revela.
Teixeira lembra que a venda de componentes não chega a ser muito
representativa no faturamento da empresa. “Acho que ela responde por
entre 5% e 6% do nosso faturamento”, diz. Para ele, a grande
importância da operação se encontra na imagem positiva proporcionada
pelo bom atendimento aos clientes. O dirigente também destaca a
importância de se disseminar a educação entre os usuários dos moldes,
como forma de aumentar suas vidas úteis. “Temos promovido cursos
gratuitos juntos aos nossos clientes”, conta. |

Teixeira: Tecnoserv tem estoque de 16 mil itens de pronta entrega |
A manutenção de moldes tem sido foco de muita atenção por parte da
Miranda, empresa com mais de 500 mil combinações de porta-moldes para
injeção de plásticos em seu catálogo. Tanto que na última edição da
Brasilplast, realizada em maio, divulgou o lançamento de uma série de
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componentes, casos de pinos, lâminas e buchas voltados
para sistemas de extração, gavetas e centralizadores. Entre as
novidades, destaque para pinos extratores com grandes comprimentos.
“Hoje temos dois pontos de distribuição na capital paulista e estamos
fazendo esforço para mais do que duplicar o atendimento aos clientes”,
justifica o gerente-comercial José de Oliveira Miranda Neto. Para o
executivo, a iniciativa ajuda a diferenciar a empresa. “O mercado de
porta-moldes está fortemente concorrido e a estratégia faz os clientes
pensarem na gente”, justifica. Na sua opinião, isso vale mais do que o
retorno obtido com as vendas das peças. |

Miranda: venda de componentes ajuda a diferenciar empresa da
concorrência |
De origem norte-americana e hoje com capital nacional, a MDL-Danly conta
com seis fábricas espalhadas pelo mundo, entre elas duas no Brasil. Uma
dessas duas, localizada em Sorocaba-SP, é voltada apenas para a produção
de componentes para porta-moldes de injeção e também para bases de
estampos, outro mercado atendido pela companhia. “Temos três almoxarifados
onde estocamos mais de duas mil peças”, diz Estevam Horvate, gerente de
vendas. O comércio desses componentes representa em torno de 7% do
faturamento da empresa.
A MDL-Danly está no mercado há 35 anos e há dezoito iniciou suas
atividades como fabricante de porta-moldes para injeção de plásticos. Ela
tem uma particularidade, apesar de atuar em todos os mercados, faz sucesso
no segmento de moldes de grande dimensão, com placas de até 2.500 mm
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x 2.000 mm. Isso porque em seu parque industrial conta
com equipamentos de usinagem de metal de grande porte. Isso abre um
outro mercado. A empresa atua de forma constante em operações de
manutenção de placas e outros acessórios das ferramentas de grande
porte.
Em termos de componentes, a empresa também anunciou novidades na
última edição da Brasilplast. No evento, lançou buchas grafitadas para
moldes grandes e colares de esferas para placas extratoras. “Nós
fabricávamos esses colares apenas para exportação, mas o aumento da
procura fez com que os colocássemos à disposição também no mercado
interno”, diz Horvate.
Outra empresa do ramo, a Três-S, fez o caminho inverso das
concorrentes. Há anos ela era bastante conhecida como fornecedora de
componentes como molas, |

Mori: entrega rápida das mais variadas peças é questão de honra da
Três-S |
punções, pinos e extratores, entre outros. Há dois anos, entrou para o
mercado de porta-moldes. “Hoje, o nosso carro-chefe é o mercado de
porta-moldes, mas ainda temos participação muito importante no mercado de
peças”, diz Claudir Sandro Mori, gerente-comercial. A entrega rápida de
itens diversos, voltados para atender às mais variadas normas, é o orgulho
da empresa.
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