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PERIFÉRICOS
REFRIGERAÇÃO
Concorrência acirrada gera equipamentos mais produtivos, econômicos e até de
custo menor
Texto de Simone Ferro. Fotos de Cuca Jorge
Os fabricantes de unidades de água gelada sentiram os efeitos da crise,
agravada nos últimos meses de 2008. As vendas caíram, estabilizaram em
patamares aquém do estimado e, embora já dêem sinais de recuperação,
sinalizam o forte acirramento da concorrência no mercado local. Tal cenário
moldou a participação do setor na Brasilplast 2009.
Empenhadas em oferecer equipamentos mais produtivos, econômicos e, em alguns
casos, com custo reduzido, as indústrias do setor trouxeram novidades para a
feira. O transformador, com fôlego para investir em tempos de crise,
certamente fez ou fará bons negócios. |
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| Novo conceito em chiller agrega peças de última
geração |
A Mecalor, de São Paulo, investe 10% de sua receita em desenvolvimentos. Na
Brasilplast, expôs oito equipamentos, além dos 40 que estavam em operação em
estandes de fabricantes de injetoras e extrusoras e que puderam ser
avaliados na prática. Além das novidades que já estão no mercado, a empresa
arriscou uma previsão do futuro e expôs um chiller digital. “Trata-se de
máquina conceito que uniu todos os recursos mais modernos e eficientes,
incluindo compressor digital importado dos Estados Unidos e bomba
dinamarquesa”, explicou o diretor, János Szegö.
Custa 50% mais em relação aos equipamentos convencionais. Porém, segundo
Szegö, garante redução de 30% no consumo de energia elétrica, além de ganhos
relativos à durabilidade, precisão, entre outros.
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| Novo refrigerador consome 30% menos energia, além de
proporcionar muitos outros benefícios, disse Szegö |
Entre os lançamentos, Szegö destacou também a unidade de ar frio (UAF) para
extrusão de filmes que substitui a dobradinha chiller/ trocador de calor em
algumas aplicações. A Mecalor recomenda a UAF para uso individual em
extrusoras de médio e grande porte, com produção acima de 150 kg/h. “É mais
econômica, ocupa menos espaço e assegura controle mais preciso da
temperatura do ar do anel e do internal bubble cooling”, explicou. Citou
ainda a estabilidade da temperatura e a facilidade de manutenção e operação.
“Significativos ganhos de produtividade podem ser obtidos, além das
melhorias na qualidade do filme produzido.”
Para grupos de extrusoras de pequeno porte, Szegö recomendou um chiller para
atender toda a linha e trocador de calor independente para cada extrusora. A
empresa apresentou também o termochiller Duo, com dois fluxos independentes
de água, permitindo aquecimento e refrigeração. “Possui gabinete compacto,
facilitando a instalação ao lado da injetora, e dispensa rede de água
gelada.”
A Mecalor apresentou ainda torre de resfriamento de água de corrente
cruzada, cuja principal vantagem se refere à redução das perdas de águas
controláveis. “A necessidade de reposição e de tratamento de água é
significativamente reduzida”, diz Szegö. De acordo com o fabricante, o
equipamento possui concepção inovadora no trocador de calor e sistema de
umidificação exclusivo.
A Megacal, de Mairiporã-SP, apresentou sua linha de unidades de água gelada,
termomisturadores, aquecedores de moldes, torres de resfriamento, além de
seus serviços para instalações industriais específicas, projetadas de acordo
com as necessidades dos clientes. As unidades de água gelada com condensação
a ar ou a água operam em circuito fechado, com ajustes de temperaturas de
5°C a 25°C, e opcional de -30°C, com uso de agente anticongelante.
A linha Econômica tem painel frontal com controlador microprocessado e
tubulação de PVC e garante, segundo o fabricante, redução de custos com alto
desempenho e produtividade. A linha Plus tem CLP, botão de emergência e
diagnóstico de operação e falhas com alarme sonoro e visual. Ambos são
compactos e fáceis de instalar, cujas capacidades variam de mil a 240 mil
kcal/h, de acordo com informações divulgadas pela empresa.
Atuando desde 1977 no mercado de refrigeração, a Refriac, de Santo André-SP,
também marcou presença na Brasilplast com sua linha de chillers, unidades de
água gelada, termorreguladores, secadores e resfriadores de ar e dry coolers.
Equipados com compressores herméticos sroll ou semi-herméticos, os chillers
garantem a capacidade requerida à temperatura de 8°C e podem atender na
faixa entre -40°C a 25°C.
As unidades de água gelada a ar ou água operam na mesma faixa de
temperatura, com capacidades desde 5 mil a 180 mil kcal/h. Reguladas a 15°C,
as capacidades alcançam até 230 mil kcal/h.
De cara nova – No final de agosto, a Refrisat, de Guarulhos-SP, iniciou o
processo de reformulação de toda a linha de equipamentos. O resultado pôde
ser conferido na Brasilplast. Além de ganhar novo design, mais moderno,
compacto e com linhas arredondadas, os sistemas de água gelada e os
termorreguladores ficaram mais econômicos, produtivos e eficientes, segundo
o fabricante.
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Kenji repassou aos clientes a redução obtida nos
custos produtivos dos equipamentos |
Outra iniciativa adotada foi a terceirização da produção do gabinete, a fim
de reduzir custos e, consequentemente, o preço final dos equipamentos.
Objetivos alcançados, de acordo com informações do supervisor de marketing,
Rafael Kenji Saito. “O custo com a produção do gabinete caiu entre 6% e 7%,
benefício que foi repassado para o cliente final”, garantiu, sem citar
outros índices. A estratégia ampliou também a produtividade da fábrica. “A
montagem do gabinete ocupava 40% da produção. Hoje focamos a operação
interna na montagem do equipamento.”
Tais iniciativas visam a reposicionar a marca no mercado, ampliando a
participação com a entrada em novos nichos de aplicação. A Refrisat fabrica
sistemas de água gelada com condensação a ar e a água, cujas capacidades
variam de 5 mil a 480 mil kcal/h. Entre as principais características, citou
o circuito hidráulico principal construído com material isento de corrosão e
isolado termicamente, CLP universal, estabilidade da temperatura e a
facilidade de manutenção e operação.
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