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PERIFÉRICOS
Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho
de produtividade Tirar proveito da dificuldade. Esse lema foi o ponto de partida para o bom desempenho apontado pela maioria dos fabricantes de máquinas periféricas presentes na exposição. No final das contas, ao optar por instalar em sua fábrica sistemas de dosagem, alimentação, manipuladores e outros equipamentos, o transformador reverte o investimento em redução de custos e ganho de produtividade. Essa relação vantajosa justifica a situação mais confortável alegada pelo setor perante outros segmentos de máquinas direcionadas à indústria do plástico, em momento financeiro de rédeas curtas. Também pesou a favor o fato de o mês de março ter marcado a retomada das vendas, conforme atestaram em coro os expositores da área. A feira teve o condão de acelerar o processo de reaquecimento da demanda.
Veterano no ramo, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip/Rax, realçou e
comemorou o fato de seu setor sentir menos os efeitos de tempos críticos.
“Somos menos afetados porque o empresário prefere investir em automação,
para baixar seus custos.” Segundo ele, as dificuldades nos negócios foram
brandas e o mercado reagiu rapidamente.
Era apenas o segundo dia da exposição e o diretor-comercial da Dal Maschio,
José Luiz Galvão Gomes, já festejava a venda de quatro equipamentos, três
dos quais para novos clientes. Além de levar em conta o desempenho
considerado por ele acima das expectativas, o diretor também exultava com o
bom elenco de novos contatos e as perspectivas futuras de negócios a
caminho.
Outro adjetivo empregado para definir a feira procedeu de uma figura estrangeira, o presidente italiano da Moretto, Renato Moretto, presente no estande de seu parceiro, o grupo Tecnos: “Muito especializada, superou as expectativas”, expressou animado. A presença na exposição rendeu à empresa o fechamento de um negócio voltado ao mercado de PET, constituído de um sistema de desumidificação para alimentação e dosagem gravimétrica. “Trata-se de um novo desenvolvimento, de uma blenda de PET com poliamida”, revelou.
Na Moretto italiana, 45% da produção diz respeito a sistemas de
desumidificação e a nova série brasileira chega para completar o leque de
produtos. “A ideia é produzir no Brasil e exportar para toda a América
Latina”, informou o presidente italiano. Na linha de moinhos, a fábrica
verde-amarela produzirá equipamentos desde 1,5 até 11 kW de potência. Os
sistemas de alimentação e dosagem devem acompanhar as linhas disponíveis na
matriz. |
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