PERIFÉRICOS


Novo dosador beneficia extrusão

Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

Texto de Maria Aparecida de Sino Reto Fotos de Cuca Jorge

Tirar proveito da dificuldade. Esse lema foi o ponto de partida para o bom desempenho apontado pela maioria dos fabricantes de máquinas periféricas presentes na exposição. No final das contas, ao optar por instalar em sua fábrica sistemas de dosagem, alimentação, manipuladores e outros equipamentos, o transformador reverte o investimento em redução de custos e ganho de produtividade. Essa relação vantajosa justifica a situação mais confortável alegada pelo setor perante outros segmentos de máquinas direcionadas à indústria do plástico, em momento financeiro de rédeas curtas. Também pesou a favor o fato de o mês de março ter marcado a retomada das vendas, conforme atestaram em coro os expositores da área. A feira teve o condão de acelerar o processo de reaquecimento da demanda.

Dosador gravimétrico é sinônimo de repetibilidade de processo, disse Ebel

Veterano no ramo, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip/Rax, realçou e comemorou o fato de seu setor sentir menos os efeitos de tempos críticos. “Somos menos afetados porque o empresário prefere investir em automação, para baixar seus custos.” Segundo ele, as dificuldades nos negócios foram brandas e o mercado reagiu rapidamente.

O gerente-geral da Star Seiki Brasil, Roberto Eiji Kimura, compartilha da mesma opinião. Ele detecta nos empresários de pequeno e médio porte uma necessidade assumida de investir em automação, motivo que os tem impulsionado na direção desse benefício, sinônimo de repetibilidade de processo e melhor qualidade. Como Ebel, Kimura também sentiu poucos reflexos negativos em seus negócios e se mostrou muito satisfeito com o movimento em seu estande. “Espero bom retorno.”

Um dos mais animados, Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan, classificou a feira como “superboa”, enfatizou a presença maciça de visitantes estrangeiros, revelou perspectivas de gerar muitos bons negócios baseados nos contatos da exposição, em comum acordo com seus colegas da área. “É verdade, nosso mercado sofre menos em momentos de crise, em razão de o transformador buscar melhoria de processos, de qualidade e de redução de custos. A queda no setor de periféricos certamente é inferior à de máquinas processadoras”, concordou em gênero, grau e número.
Prado considera seu setor menos suscetível a crises econômicas

Era apenas o segundo dia da exposição e o diretor-comercial da Dal Maschio, José Luiz Galvão Gomes, já festejava a venda de quatro equipamentos, três dos quais para novos clientes. Além de levar em conta o desempenho considerado por ele acima das expectativas, o diretor também exultava com o bom elenco de novos contatos e as perspectivas futuras de negócios a caminho.

Muitas consultas técnicas e cotações, além de pelo menos três vendas fechadas justificaram o bom humor de Dante Casarotti, diretor da Primotécnica, e a sua opinião a respeito da feira, definida em poucas palavras: “Muito boa.” Na avaliação dele, o mercado superou a crise e a tendência é de manter constantes os negócios.

Tudo voltou ao normal também na avaliação de Breno Seibt, diretor da empresa que carrega seu sobrenome. “O faturamento de abril superou os dois meses anteriores somados e os negócios alinhavados na feira foram muito bons, sobretudo para equipamentos de grande porte”, celebrou.

Moretto assegura 70% menos consumo de energia na nova série XD de desumidificação

Outro adjetivo empregado para definir a feira procedeu de uma figura estrangeira, o presidente italiano da Moretto, Renato Moretto, presente no estande de seu parceiro, o grupo Tecnos: “Muito especializada, superou as expectativas”, expressou animado. A presença na exposição rendeu à empresa o fechamento de um negócio voltado ao mercado de PET, constituído de um sistema de desumidificação para alimentação e dosagem gravimétrica. “Trata-se de um novo desenvolvimento, de uma blenda de PET com poliamida”, revelou.

Moretto aproveitou para anunciar mudanças na rota de atuação no país: de exportador para fabricante local. A fábrica, de 8 mil m² em Limeira-SP, com início de operação previsto para o próximo semestre, abrigará a marca Moretto/Tecnos. A linha abrange sistemas de desumidificação, dosagem, alimentação monofásica e trifásica, além de moinhos granuladores. A atuação da empresa ainda engloba sistemas de desumidificação e alimentação centralizados.

Para os modelos a ser produzidos no país, Moretto planeja incorporar uma novidade: a tecnologia HoneyComb, traduzida em equipamentos com dupla torre de secagem a peneira molecular na qual a regeneração, explicou o presidente da empresa, ocorre por sistema rotativo. “Trata-se de um projeto novo, mais competitivo, que será lançado no Brasil.”

Desumidificador possui rotor especial a peneira molecular

Na Moretto italiana, 45% da produção diz respeito a sistemas de desumidificação e a nova série brasileira chega para completar o leque de produtos. “A ideia é produzir no Brasil e exportar para toda a América Latina”, informou o presidente italiano. Na linha de moinhos, a fábrica verde-amarela produzirá equipamentos desde 1,5 até 11 kW de potência. Os sistemas de alimentação e dosagem devem acompanhar as linhas disponíveis na matriz.


 

 
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