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Tigre lança tubulação de CPVC de
combate ao fogo
Um
gigante da transformação de termoplásticos do país, o grupo Tigre, sediado
em Joinville, em Santa Catarina, processa mais de 400 mil toneladas por ano,
quase a metade do consumo aparente de resinas do estado em que está
localizado, embora esse volume contemple as dezenas de unidades da
corporação espalhadas pelo país. Uma das diretrizes internas da Tigre, por
exemplo, é a de que a área de desenvolvimento precisa entregar pelo menos um
projeto novo por dia a ser avaliado pela cúpula da empresa.
Entre os últimos lançamentos da Tigre, as meninas-dos-olhos são as
tubulações, conexões, peças e componentes para a construção de sistemas de
combate a incêndio com marca comercial TigreFire, produto fabricado com um
composto especial à base do termoplástico CPVC (policloreto de vinila
clorado), amplamente utilizado no mercado norte-americano, para esta
aplicação, há mais de vinte anos.
Trata-se da última palavra em tecnologia de ponta em sistemas de resistência
a fogo. Por isso, foi escolhido pela empresa de engenharia responsável pela
construção da nova Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital
Sírio-Libanês, do Hospital Santa Helena e do Museu do Futebol, no Estádio do
Pacaembu.
No caso do Sírio-Libanês, o TigreFire foi instalado numa área aproximada de
dois mil metros quadrados, abrigando 40 novos leitos da UTI. “A opção pelo
TigreFire se deu principalmente pela falta de espaço para utilização de
ferramentas na instalação de outros sistemas”, explica o engenheiro Edson
dos Santos, da Instaladora QualiEng.
Pioneira em inovações para sistemas prediais, de infraestrutura e irrigação,
a Tigre já expande em todo o Brasil sua nova e eficiente solução para a
condução de água em sistemas de sprinkler – chuveiros automáticos –, para
proteção e combate a incêndios. O TigreFire vem sendo acolhido em
importantes projetos do país porque oferece segurança, facilidade na
instalação e durabilidade superior aos sistemas tradicionais.
Seu desempenho é avalizado por companhias de seguros do mundo inteiro.
Testes realizados nos laboratórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do
Estado de São Paulo (IPT) comprovaram a resistência do material, que obedece
a todas as exigências da Norma Brasileira de Proteção contra Incêndio por
Chuveiro Automático (NBR 10897). O TigreFire teve sua prova final no teste
de exposição ao fogo: exposto a chamas, não sofreu avarias nem redução em
nenhuma de suas propriedades mecânicas.
Com instalação simplificada pelo sistema soldável de juntas, facilidade de
transporte e manuseio, o TigreFire proporciona rapidez e eficiência na
instalação da rede de chuveiros automáticos, permitindo uma redução no tempo
total de execução da obra.
Além do uso recomendado em obras novas pela redução no tempo de entrega do
empreendimento, a aplicação em retrofits (adequação da infraestrutura
interna do prédio às necessidades e requisitos atuais) também é indicada,
por não requerer o uso de maçaricos nem a confecção de roscas. Líder do
mercado brasileiro de tubos, conexões e acessórios, o grupo aumentou sua
capacidade de produção em cerca de 30%, com a ampliação e inauguração de
novas fábricas, no Brasil e no exterior.
A multinacional brasileira consolidou sua presença na América Latina, com a
aquisição de uma empresa no Peru, uma segunda unidade nos Estados Unidos e a
construção de duas novas unidades no exterior (Equador e Colômbia). Foram
investidos US$ 70 milhões em desenvolvimento de novos produtos, aumento de
capacidade e atualização tecnológica. No ano passado, a Tigre lançou uma
nova marca, a Plena, de acessórios para a construção civil, com fábrica
localizada estrategicamente em Pouso Alegre, Minas Gerais, gerando cerca de
350 empregos diretos. A expectativa de faturamento é de R$ 85 milhões em
2009.
As unidades externas mais representativas são as do Chile e Argentina,
países em que a Tigre também é líder no segmento de tubos e conexões, como
ocorre no Brasil. “Temos uma companhia sólida, estável, preparada para
enfrentar todo o tipo de turbulência que o mercado apresentar. Ao longo da
história, convivemos com crises em quase todos os anos e estamos aqui, mais
fortes do que nunca”, avalia o presidente Amaury Olsen.
A empresa conta com 5.200 funcionários, sendo quatro mil nas unidades fabris
em Joinville, Rio Claro e Indaiatuba (ambas em São Paulo), Camaçari-BA,
Pouso Alegre e Castro-PR. Está presente em cerca de 40 países e tem unidades
externas na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Equador, Estados
Unidos, Peru e Colômbia.
Em 2009, o grupo Tigre programa investimentos de cerca de US$ 60 milhões no
desenvolvimento de novos produtos e inovações nos processos e nas soluções
para as linhas predial, de infraestrutura e de irrigação. Os investimentos
não contemplam possíveis aquisições, mas a empresa planeja aumentar sua
participação no México, na América Central e na Colômbia.
“No Brasil, com a manutenção de crédito imobiliário e a expansão da
habitação popular e da infraestrutura, também esperamos crescer”, ressalta o
vice-presidente da Tigre, Evaldo Dreher, afirmando que as expectativas para
o setor de construção civil são positivas. Neste ano, a companhia inaugura
uma nova fábrica no Brasil, em Pernambuco, e duas no exterior, uma no
Uruguai, em Montevidéu, e outra na Argentina, na região do Chaco, na cidade
de Resistência.
A expectativa de crescimento da Tigre em 2009 é de 6% no mercado interno,
dono de uma fatia de 75% do faturamento da companhia. O objetivo até 2011 é
fazer com que 30% das vendas sejam resultado das unidades externas e
exportações.
Fernando Cibelli de Castro
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