Rígido - A extrusora dupla-rosca corrotante TM 31 HS/48D, da italiana Maris, esteve em destaque no estande da By Engenharia, sua representante no Brasil. A máquina fabrica masterbatches à velocidade de 1.300 r.p.m. e sobressai justamente pelo alto torque. A linha de corrotantes opera com todos os tipos de compostos de material plástico ou borracha, seja sintética ou natural. De institucional a participação da Maris na Brasilplast teve pouco, a ponto de a empresa trazer de sua sede, em Torino, para o Anhembi o seu gerente de vendas, Luciano Gallino.
Gallino mostrou uma extrusora dupla-rosca da italiana Maris

“O Brasil foi um dos países menos afetados pela crise”, atestou o gerente. Para ele, a Itália vive um momento de recessão, impulsionando os fabricantes do país a buscar e investir em novas rotas.

O entusiasmo em relação ao mercado brasileiro não para por aí. Gallino informou que a companhia pretende a médio prazo produzir em território nacional, talvez em parceria com sua atual representada. Ainda se trata de um projeto sem muitas definições. De exato, sabe-se que se anseia emplacar mais máquinas da Maris entre os transformadores daqui. A marca possui entre 30 e 40 linhas instaladas no Brasil.

Em outro estande, duas italianas uniram as forças: a Bausano do Brasil e a Primac do Brasil: a primeira, com a MD 90 125 Plus, linha para a fabricação de tubo de PVC rígido; a segunda, com uma embolsadeira dupla, automática para extrusão de tubo também de PVC. Essa última representou o principal lançamento no estande; esse periférico, entre outras características, conta com CLP para controle e inserção de dados; resfriamento mediante a circulação de água fria no interior do mandril e no molde, e recursos para autodiagnóstico, destinados à averiguação de anomalias no funcionamento.

“O parque industrial nacional está obsoleto, queremos oferecer ao mercado mais produtividade e qualidade”, comentou o diretor-comercial da Bausano do Brasil, Chrystalino Filho. Ele explicou que a parceria com a Primac embute o conceito de que é mais do que necessário automatizar as linhas, agilizando a produção. O sistema (extrusora mais esse periférico) fabrica, em média, cerca de 500 kg/hora de tubos de 75 mm. A economia de energia também é um item contemplado pelo desenvolvimento. Graças ao já conhecido sistema multidrive (caixa de redução), registra-se redução do consumo energético de até 40% em relação a modelos similares. A aposta do diretor-comercial se dá em relação à forte demanda pelos tubos. “Com os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é o momento propício para investir em máquinas mais produtivas”, completou. A empresa está confiante a ponto de planejar ampliar a sua fábrica, em breve.

A automação das linhas para fabricação de tubos também ganhou visibilidade no estande da By Engenharia. A empresa mostrou sua mais nova representada: a alemã Inoex, com produtos como o Advantage, equipamento que produz a mudança automática da dimensão de tubos; Saveomat, dosador gravimétrico; e o Maxflexx, junta de calibração para máxima flexibilidade do sistema.

Modelos de dupla-rosca corrotante não faltaram nos estandes do Anhembi. Ao contrário do ocorrido na edição anterior, a Coperion do Brasil levou máquina para a exposição. A fabricante lançou em primeira mão a STS 75 Advanced, antes da apresentação nas próximas edições das feiras NPE (realizada em Chicago) e da chinesa Chinaplast. O modelo é uma dupla-rosca corrotante de 800 r.p.m. de rotação de rosca para produção de até 1.600 kg/h. “Há um aumento da capacidade da extrusora em cerca de 30% para a maioria das formulações com um acréscimo de investimento muito baixo”, comentou o gerente de vendas da Coperion do Brasil, Marcelo Albernaz.

Em virtude da capacidade de produção, a máquina atende sobretudo às necessidades de produtores de masterbatches (branco e preto), recicladores e também de produtores de compostos e plásticos de engenharia de maior volume. Na família STS Advanced, incorporaram-se redutores flender e os acoplamentos bibbygard, ambos da Alemanha, além de sistemas de controle individual de zonas de aquecimento. Em tempo, a extrusora apresenta um preço competitivo por ser montada na China.

Dezesseis máquinas foram comercializadas em 2008 pela Coperion do Brasil: dez montadas na China e seis na Alemanha. “Em 2009, já temos três máquinas da Alemanha e duas da China vendidas”, afirmou Albernaz. Esse cenário estimula a companhia a se aproximar cada vez mais do mercado brasileiro, mas enquanto não consegue viabilizar os planos, divulgados no passado e reiterados nesta edição da feira, de montar algumas máquinas em unidade brasileira, a empresa realiza investimentos em estoque local, sobretudo para as extrusoras do tipo STS. “Também adquirimos equipamentos para prestação de serviços locais como sistema de alinhamento a laser, sistema de medição de desgaste de barris a laser etc.”, comentou.

Esses números revelam outra característica da estratégia da Coperion: competir somente com fabricantes de ponta. Ou seja, suas máquinas concorrem com os modelos europeus, sobretudo os italianos e os da própria Alemanha. Por isso, não há desvantagens, pois os percalços, como as altas taxas de importação, são similares. As fabricações asiáticas nem são consideradas. “A própria Coperion possui uma linha de máquinas 100% chinesa, comercializada apenas no mercado asiático. Este equipamento custa metade do preço da nossa STS, porém não atende às exigências mínimas de qualidade exigidas pelos mercados europeu ou americano e, portanto, não comercializamos estas máquinas fora da Ásia e nem utilizamos o nome Coperion nesta linha de equipamento”, explicou.

Portfólio completo - Quem chegava ao estande da Krauss Maffei se deparava com uma imponente injetora, mas nem por isso o mercado de extrusão ficou descoberto por essa fabricante alemã.

Havia amostras de peças extrudadas e um cartaz, com a inscrição de uma dupla-rosca contrarrotante, no qual se ressaltava seu rendimento superior em relação a outros modelos e sua ampla janela de processos para diferentes formulações.

Essa predileção pela injeção pouco tem a ver com os resultados obtidos pela companhia no ano passado. De acordo com o gerente da divisão de extrusão da Krauss Maffei, Bruno Sommer, 2008 foi um ano excelente para a área, por causa da forte demanda dos mercados brasileiros, venezuelano, peruano, costa-riquenho e chileno. A ebulição do setor fez a empresa dobrar o número de profissionais para atender o segmento. Como se nota, levar uma máquina injetora tratou-se somente de uma estratégia. Além de um sistema de extrusão requerer muito espaço no Anhembi, a injeção é um mercado mais amplo, por definição. “O mercado de extrusão para nós é um pouco restrito: em tubos, perfis, compostos, chapas e alguma coisa em filmes”, comentou Sommer.

Sommer confia na aceitação nacional fa tecnologia alemã

O gerente está confiante no segmento de tubos de PVC, em todas as suas aplicações, sobretudo as prediais. No Brasil, os tubos de poliolefinas não têm muito espaço, como os de PVC. Em tempo, metade da produção dessa resina se destina à produção de tubos, e está justamente nesse segmento a força da Krauss Maffei. A empresa conta com máquinas cônicas para até 60 mm de diâmetro de rosca, capazes de produzir até 300 kg/h, e modelos de 75 mm para cima, que produzem ainda mais. O modelo da marca mais vendido no Brasil é o KMD para fabricar 1.050 kg/hora. “Todas as nossas máquinas têm altíssimo rendimento”, comentou Sommer.

Também sem extrusora no estande, a Milacron, reconhecida no setor pela sua tradição entre as injetoras, fez questão de se apresentar como fabricante de extrusoras; e mais: colocar-se no páreo entre os maiores. “Nossa estratégia foi colocar cartazes e peças extrudadas em um ‘display’; nossa ideia foi mostrar que a Cincinnati Milacron Extrusion Systems está de volta ao mercado”, comentou o gerente-comercial da Milacron, Hercules Piazzo.

Para quem está acostumado a ver a Milacron por trás de projetos de injetoras e sopradoras (marca Uniloy Milacron), vale uma explicação: no passado, a companhia possuía uma fábrica, na Áustria, onde produzia os modelos Cincinnati Extrusion. Quando decidiu vender a unidade, a empresa acordou que não comercializaria extrusoras no mercado brasileiro por um período. Com o fim do contrato, há cerca de dois anos, voltou a abastecer o país com esses modelos. Hoje, a companhia conta com uma subsidiária por aqui, com estoque de peças de reposição local e técnicos. “Somos a própria Milacron atuando no Brasil”, ressaltou Piazzo.

A empresa aposta no aquecimento da demanda de máquinas para a produção de perfis de WPC (composto de madeira e PVC). Por isso, aproveitou para divulgar duas máquinas para essa aplicação: a TC86, que atinge até 1.405 kg/h, e a dupla-rosca TE 160-33, com capacidade para fabricar 3.635 kg/h. Mas esse foco não impediu a companhia de olhar para outros setores, como o de tubos de PVC. Um destaque da linha ficou por conta do TC 55, uma dupla-rosca, dotada de sistema cônico. “O que permite seu design mais curto e compacto”, explicou Piazzo. O modelo produz até 270 kg/h de PVC rígido.

A companhia divulgou ainda na ocasião extrusoras mais robustas: a TC 96, cônica com dupla-rosca, com capacidade de até 1.273 kg/h para tubos, e modelos de rosca dupla paralela, sendo que o maior deles tem capacidade de 2.273 kg/h para a fabricação de tubos de PVC rígido.

A intenção da Milacron é oferecer linhas para os segmentos de tubos em geral, perfis e WPC. Além disso, segundo Piazzo, a superioridade da tecnologia para roscas especiais torna a empresa competitiva no mercado de reposição dessas peças. O destaque ficou por conta da alta resistência ao desgaste, pois possuem uma cobertura de tungstênio carbide, cobalto e níquel para os “flights” da rosca.

 

 
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