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Tradicional no ramo de impressoras flexográficas, a Flexo Tech apresentou
aos visitantes sua nova faceta: a de fabricante de máquinas extrusoras. “Não
se trata apenas de uma estratégia para viabilizar vendas conjugadas, mas sim
da realização de um projeto para oferecer uma linha completa de máquinas e
equipamentos”, comentou o diretor-comercial da Flexo Tech, Romário Zonneveld.
O portfólio conta com máquinas para filmes tubulares de polietileno, modelos
Torino e Firenze. O diretor-comercial destacou nas máquinas o sistema de
aquecimento de cilindro e rosca através de infravermelho.
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O recurso Quench System, adotado pela fabricante das extrusoras Ciola Acmack,
também prometia fazer a diferença na coextrusora Master Coex 1000/3 para
processar polipropileno (PP) com polietileno (PE) em três camadas. O sistema
utiliza água para realizar o resfriamento em vez de ar, na tentativa de
garantir filmes com mais qualidade. A ideia, em suma, é associar as
propriedades de barreira e transparência do PP à elasticidade do PE, com
maior resistência e soldabilidade. Essa Master Coex para coextrusão tubular
mostrada nesta edição é bastante similar ao modelo exibido na Brasilplast
anterior: a alteração primordial está justamente no controle de qualidade do
filme. “A boa repercussão de 2007 reforçou esse novo lançamento”, comentou o
executivo da Acmack, Aldo Ciola Filho.
A escolha de uma máquina do tipo tubular tem a ver com seu caráter inovador.
Para Ciola Filho, os modelos cast film contam com mais tradição no mercado
e, portanto, há mais concorrência. “A coextrusão tubular de PP e PE ainda é
novidade em nível mundial”, observou. |
| Ciola: estruturas diferenciadas ajudam a elevar
competitividade |
Assim como ocorreu nos balanços de outros fabricantes de coextrusoras, o ano
de 2008 foi de crescimento. A empresa aumentou o faturamento em 20% em
relação ao ano anterior. O único percalço talvez tenha sido com o mercado
externo. Acostumada a exportar entre 50% e 55% de sua produção, a Acmack
teve de se contentar com índices de no máximo 40% no período. “Em meados de
2008, as exportações caíram para 15%”, lamentou Aldo Filho. Um dos motivos
específicos ao setor, ou seja, além das questões cambiais, segundo sua
observação, seria a penetração mundial das máquinas asiáticas. Para ele, por
causa dessa concorrência, em particular, aumenta a importância de oferecer
ao mercado recursos diferenciados.
Tecnologia europeia - A alemã Brückner, com representação no país da Coras
do Brasil, apresentou o que chamou de soluções tecnológicas voltadas para
uma produção eficiente e rentável de filmes de alta qualidade. A companhia
tinha em sua participação a intenção de mostrar seu vigor no segmento de
poliéster. Tradicional na fabricação de máquinas para transformar
polipropileno biorientado (BOPP) – conta com linhas para capacidades de 900
a 7.000 kg, que atingem velocidades até 525 m/min e larguras de 4 m a 10 m
–, apresentou tecnologia para alta produtividade e baixo custo operacional
também para o segmento do poliéster biorientado (BOPET).
A empresa divulgou a tecnologia de filme plano, com destaque para as linhas
de filme rígido por Roll Stack, para PET-A e PET-G, com capacidade para até
3.000 kg/h, e as linhas cast para filme rígido de PET com capacidades de
5.000 kg/h. “Com o cast, é possível dobrar a produção, com o mesmo custo
operacional”, observou o gerente sênior de vendas da Brückner, Volker Lübke.
As máquinas alemãs da Kiefel não estavam presentes no Anhembi, mas mesmo
assim impuseram o gigantismo da nobre estirpe. Pertencente ao grupo Brückner,
a companhia divulgou máquinas coextrusoras tubulares para a produção de
filmes de alta barreira de até nove camadas, bem como as mais convencionais
para filmes de três camadas. A representação no país é da Coras do Brasil
que, como argumento principal de venda, ressalta a superioridade da
tecnologia europeia. No caso da Kiefel, isso se traduz em alta produtividade
aliada à uniformidade da espessura de todas as camadas do filme.
Outro ponto forte da marca se trata do sistema de rebobinamento totalmente
automático, acoplado aos modelos. “Nossa máquina é mais cara do que muitas
outras, sobretudo as nacionais, mas quem precisa de tecnologia nos procura”,
afirmou o representante da Coras do Brasil Gustavo Virginillo. Em geral, as
coextrusoras Kiefel garantem pelo menos 50% de redução do desperdício do
material e do tempo empregado entre as trocas de trabalho, graças ao sistema
“Easy Change”, mediante o qual o operador introduz todos os parâmetros de
produção do serviço seguinte, e a máquina automaticamente faz a mudança de
receita e dos valores de operação.
Para desmistificar a ideia de que essa tecnologia é inacessível ao bolso do
transformador brasileiro, Virginillo lançou na Brasilplast uma coextrusora
para três camadas, capaz de produzir 380 kg/h. Trata-se de um modelo
padronizado, para tornar a companhia mais competitiva em países em
desenvolvimento como o Brasil. Além desse tipo de estratégia, a Kiefel criou
um departamento para melhorar o desempenho de extrusoras, da marca ou não,
por meio de um upgrade. E, dessa forma, a empresa pretende penetrar com mais
vigor no mercado nacional. “O cliente verá que não precisa comprar um
equipamento completo. Ele pode simplesmente melhorar a máquina já
existente”, concluiu Virginillo.
Também com o propósito de ser mais competitiva, a Windmoeller & Hoelscher do
Brasil promoveu mudanças em sua estratégia de atuação no país. Ao contrário
de alguns rumores entre visitantes e expositores, a unidade fabril da
companhia não está paralisada, apenas encerrou as atividades de usinagem
dentro da planta, migrando para montagem mecânica e elétrica dos
equipamentos, segundo o executivo da W&H do Brasil, Oliver Cornelius.
A W&H é fabricante de máquinas para embalagens flexíveis, ráfia e papéis. No
entanto, tem se esforçado para se destacar em nichos específicos, nos quais
a tradição alemã tem mais força. Em 2008, a companhia montou três máquinas
do tipo balão de sete camadas e duas de três camadas. “Todos esses modelos
contam com tecnologia de última geração também existente naqueles fabricados
em nossa matriz”, ressaltou Cornelius. Essa postura não é à toa. Os ventos
sopram a favor da empresa há algum tempo. Nos últimos dois anos, a W&H
vendeu mais equipamentos do que durante os seus 35 anos de permanência no
mercado brasileiro.
Apesar desse cenário positivo no mercado de coextrusão, a companhia escolheu
para expor na Brasilplast um tear circular modelo AdvanTex 850. O objetivo
era apresentar o mais novo membro da família W&H, a empresa Bag Solutions
Worldwide (BSW), representada no país com exclusividade pela W&H do Brasil.
O tear opera com velocidade de mil lances por minuto e garante recursos
avançados para uma produção de tecidos de ráfia com alto nível de qualidade
e refugos mínimos.
| A Robel do Brasil também demonstrou sua intenção de sobressair no mercado de
extrusão: colocou em operação em seu estande a RP 60C, uma máquina para
rodar policloreto de vinila (PVC) esticável e skin, a fim de comprovar a
força do PVC como uma opção além dos tubos e perfis. “É a primeira vez que
se mostra uma extrusora desse tipo na feira Brasilplast”, ressaltou o
diretor da Robel do Brasil, Andrea Roccon. O modelo conta com zona de
alimentação resfriada, controle via PID das temperaturas, aquecimento e
resfriamento uniformes e acionamento por inversores, entre outros recursos.
A relação LD é de 1:26 e na configuração de rosca de 60 mm e largura de
1.200 mm a produção chega a 70 kg/h.
A empresa também abarcou outras áreas em sua exposição: divulgou a RP 40
Multiflex. Essa extrusora de 40 mm transforma filmes de PEAD/PEBD, com 800
mm de largura útil, e mantém produção de até 50 kg/h, “Essa máquina é mais
convencional, mas para nós é novidade, não fazíamos”, comentou Roccon. |
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| Durante evento, máquina da Robel operou com PVC
esticável e skin |
O
estande também abrigou uma calandra, da série Compacta. O equipamento faz
parte de linha de extrusão de chapas e folhas, totalmente produzida no
Brasil, para produção de até 600 kg/hora.
A Robel do Brasil conta com a experiência da BG Plast, fabricante italiana
com mais de vinte anos de experiência no mercado de chapas e folhas, hoje
especializada em modelos de grande porte. A Robel do Brasil existe como
importadora há mais de dez anos, no entanto, como fabricante de extrusoras,
atua desde 2004. A área de filmes é seu principal negócio, até porque sua
entrada no ramo de chapas ocorreu, efetivamente, no ano passado.
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