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EXTRUSORAS

Rulli Standard expôs coex de grande porte
Fabricantes realçam processos otimizados e exibem modelos dotados de
recursos sofisticados
Texto de Renata Pachione Fotos de Cuca Jorge
Os fabricantes de extrusoras seguiram a proposta anunciada no passado,
reforçando nesta Brasilplast a vocação para otimizar os processos. Foi mais
ou menos um repeteco da edição de 2007: os desenvolvimentos privilegiaram
tecnologias para a redução dos custos de fabricação e o aumento da
produtividade. As máquinas de origem europeia ratificaram a sua força em
nichos de mercado voltados para a produção de grandes volumes e maior valor
agregado do transformado, enquanto as companhias nacionais valorizaram
modelos cada vez mais automatizados e se aproveitaram dos benefícios
oferecidos por sofisticados periféricos e recursos eletrônicos.
Filme - As linhas de produção de filmes encantaram pelo seu
gigantismo. A participação da líder de mercado no segmento, a Carnevalli,
teve clima de déjà-vu, pois como ocorreu na edição anterior da Brasilplast a
grande atração do estande foi o duplo anel de ar apresentado em sua
coextrusora. “Esta tecnologia oferece excelente controle de espessura do
filme e aumento da estabilidade do balão, benefícios alcançados por meio da
melhora do fluxo aerodinâmico do equipamento”, explicou o gerente-geral de
vendas da Carnevalli, Rodrigo Portes. Para ele, em algumas aplicações é
possível elevar a produção em até 40%, sem aumentar os custos operacionais.
| Além de promover o alto desempenho de seus equipamentos, a fabricante quis
impressionar no quesito diversificação, a ponto de precisar de dois estandes
para comportar as cinco máquinas escolhidas para a exposição. Em destaque
estava a linha de coextrusão de três camadas, com roscas de 60/75/60 mm.
Esse modelo sobressaiu por causa dos recursos incorporados: duplo anel de ar
e controlador automático de espessuras, IBC eletrônico, bobinadeira dupla
automática, sistema de dosagem gravimétrica com alimentação a vácuo e
sistema completo de refrigeração do ar. |
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| Carnevalli apresentou coextrusão de alto desempenho |
“Escolhemos a linha pela necessidade
dos nossos clientes em ter uma máquina com elevada capacidade produtiva, sem
aumento do custo de operação”, comentou o diretor Wilson Carnevalli Filho.
A empresa também exibiu a Magnum 75-2000m – para polietileno de alta
densidade (PEAD) – equipada com cabeçote tipo Biflex e capacidade de
produção de até 280 kg/h, com largura de até 2.000 mm. “Destaco o sistema de
aquecimento por infravermelho que tem como principal vantagem a redução do
consumo de energia”, afirmou Carnevalli Filho. No caso da exibição da Magnum
60-1600m – para a transformação de PEAD e polietileno de baixa densidade (PEBD)
–, o custo/benefício foi o que mais chamou a atenção dos visitantes. “O
modelo tem motores econômicos e de alto rendimento, além de excelente
qualidade nas espessuras e alta produção: de mais ou menos 25% acima dos
concorrentes”, garantiu o diretor. A empresa mostrou ainda a linha para
reciclagem CR-75, com sistema de corte na cabeça, e uma impressora de oito
cores.
Essa ampla gama de máquinas em exposição reflete o dinamismo vivido pela
companhia até outubro do ano passado, quando estava a todo vapor, pois
comercializava, em média, dez máquinas, ao mês. Em novembro, é bem verdade,
esse volume despencou e só veio a se restabelecer pouco tempo antes do maior
evento brasileiro do plástico. “Tivemos uma grande desaceleração que só
terminou no final de março de 2009”, comentou Portes. A fraca penetração no
mercado externo também contribuiu. Mas não se trata de um caso específico da
fabricante, afinal, poucos ficaram imunes à valorização do real perante o
dólar e à crise econômica mundial. Na Carnevalli, o índice exportado de até
30%, em média, caiu para 10%, taxa registrada no ano passado. A realização
da feira, no entanto, veio ratificar a retomada da prosperidade do passado
recente. Durante o evento, a empresa vendeu máquinas para os mercados
doméstico e internacional, totalizando 18.
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Leal deu destaque ao Fast Gap, sistema capaz de
tornar ágil a troca de espessura da bobina |
A outra expoente desse setor, a Rulli Standard, focou sua presença na
Brasilplast em diferenciais. O sistema Fast Gap, de ajuste rápido de
abertura do lábio do cabeçote plano (flat die), foi um dos principais
destaques dessa fabricante. O acessório auxilia o operador na troca de
espessura de bobina de forma bastante ágil. “Você consegue, sem parar a
máquina, mudar a espessura, com um ganho mínimo de pelo menos 40 minutos na
troca de serviço”, garantiu o engenheiro Paulo Sérgio Leal, do departamento
de vendas técnicas da Rulli. Esse lançamento corrobora a necessidade do
transformador de operar máquinas flexíveis, a fim de processar vários tipos
de materiais, mantendo a alta produtividade.
Como é de praxe, a Rulli levou ao estande máquinas de grande porte: a coex
de três camadas foi uma delas. Capaz de produzir 500 kg/hora, o modelo tinha
acoplado a ele um sistema de scanner para controlar a espessura do filme, da
Eletronic System, com sensor infravermelho. Uma monoextrusora também estava
na exposição.
| Esse tipo de máquina é uma das mais
bem-aceitas pelo mercado; produz até 200 kg/hora, de PEBD, e até 140 kg/hora, de PEAD. “É de fácil
manuseio e compacta, pode contar com bobinadeira automática ou não, depende
da necessidade do cliente”, explicou Leal. Seguindo a proposta de que os detalhes fazem a diferença nos
desenvolvimentos, a linha Nitrus, da fabricante HGR, foi aprimorada para
operar nesta edição do evento e apresentou como mote principal seu anel de
resfriamento. O equipamento visa à melhoria da estabilidade do balão e à
redução da variação de espessura do filme. Com um único mecanismo de ajuste
do ar, mantém-se o fluxo constante suplementar focado na estabilidade do
balão, o que aumenta a refrigeração. De acordo com o diretor-comercial da
HGR, Ricardo Rodrigues, é possível elevar a produção entre 15% e 30%.
“Mudamos a carcaça, ampliamos os furos de distribuição do ar”, explicou.
Esse anel de resfriamento, segundo Rodrigues, alavancou as vendas da
empresa. “Em 2008 ultrapassamos nosso limite de máquinas, de quatro ao mês”,
comentou. |
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| Linha Nitrus foi mudada para aumentar sua produção em
30% |
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