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Cuca Jorge
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MASTERBACH
Expositores privilegiam a oferta de
produtos técnicos e soluções feitas
sob medida para os transformadores
Renata Pachione
A 12ª edição da Brasilplast
– Feira Internacional da Indústria do Plástico – confirmou os esforços do
mercado de masterbatches para se profissionalizar. Apinhado de
fabricantes, o setor demonstrou sua inclinação para ir além do
tradicional. A busca constante pela diferenciação resultou em inovações
tanto nos portfólios dos expositores como na forma de conduzir seus
negócios. Pouco se falou dos efeitos maléficos da crise econômica mundial.
Pelo contrário, o foco era revelar a habilidade de cada um de se
reinventar, com a oferta de soluções feitas sob medida para satisfazer as
necessidades dos clientes. Nos estandes, o que se viu foram novidades
voltadas para os plásticos de engenharia e lançamentos de masters de
aditivos e de produtos técnicos.
O concentrado de cor que veiculado em uma resina termoplástica proporciona
homogeneização ao produto final e dispersão, conferindo-lhe coloração,
teve seu espaço habitual, ou seja, nem mais nem menos do que o percebido
em edições anteriores da Brasilplast. Alguns expositores deram voz à moda
anunciada tempos atrás de incentivar o uso de efeitos perolados,
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metalizados e afins. No
entanto, considerado o “arroz com feijão” do mercado, o masterbatch de cor
deu espaço para o de aditivos e para produtos imbuídos de alta tecnologia,
capazes de atender a exigências cada vez mais técnicas.
Inovações - A norte-americana Techmer – Polymer Modifiers estreou
na Brasilplast apostando em produtos técnicos; por isso, mostrou o
masterbatch refletor de raios infravermelhos, para o segmento de
agrofilmes de polietileno (PE). A tecnologia embutida ao master manipula
os comprimentos de ondas de regiões específicas do filme (do NIR, de 750 a
1.400 nm e do FIR, de 15.000 nm a 30.000 nm), permitindo maior
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controle do equilíbrio da radiação dentro das estufas. Mais uma
novidade ficou por conta da linha de corantes Tech-Splatter, para
imitar o visual de mármore e espiral – o produto foi desenvolvido para
sofisticar as peças feitas de poliolefinas. Outra família apresentada
se refere aos aditivos para conferir características de maciez (soft)
a fibras e a não-tecidos, sobretudo no caso de aplicações em fraldas e
protetores higiênicos. |
Divulgação

Novidade da Techmer copia o
visual de mármore |
Quem passou pelo estande
da companhia e procurou um catálogo de produtos, não encontrou nada,
apesar de não se tratar de uma participação apenas institucional. A
ausência traz a proposta de oferecer um serviço personalizado. “Nosso
produto é muito técnico, não é uma venda por si só, o que fazemos são
desenvolvimentos especiais para cada cliente”, explicou o diretor
internacional da Techmer PM, Ryan Howley.
A redução de custos no processamento de polímeros deu o tom à apresentação
da outra norte-americana, a Ampacet, na Brasilplast. Um masterbatch para a
extrusão de resinas difíceis de processar foi um exemplo. Desenvolvido
para melhorar a eficiência dos filmes, sobretudo, no caso dos soprados e
de reduzida espessura, o produto é dotado de um fluoropolímero de última
geração. Segundo a analista de marketing da Ampacet, Debora Cecilia Costa,
o master cobre rapidamente o interior da extrusora, o que permite
uniformidade no fluxo do material, ou seja, evita a formação da fratura do
fundido.
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Outra
solução apresentada diz respeito ao masterbatch antilensing 103725-AB,
para aplicações nas quais há problemas com umidade, como no caso dos
filmes soprados e cast filme. “A sua utilização elimina a necessidade
de nossos clientes investirem em equipamentos caros para secagem de
matéria-prima”, explicou Debora. Mais novidades foram: a purga 100400
e o antioxidante 100401, destinados à limpeza e parada de máquinas.
Juntos, os dois masterbatches impedem a oxidação do material dentro da
extrusora. A ideia é reduzir o tempo de limpeza entre as transições de
cor ou formulação; em suma, diminuir os custos de produção. A
companhia mostrou também um deslizante para laminação capaz de manter
o coeficiente de atrito coerente, para filme mono e multicamadas, com
índice inferior a 0,25, até mesmo após a laminação adesiva; e divulgou
a linha de retardantes à chama, para poliolefinas. “Esses produtos
foram desenvolvidos para manter a resistência à tração e alongamento e
têm um baixo ou nenhum impacto sobre os processos de pós-conversão”,
comentou Debora. A linha Liquidmetal contou com amostras de aplicações
no estande da empresa. O produto permite aos frascos reluzirem tanto
quanto um metal altamente reflexivo. O Ampacet Bright Chrome é um
exemplo, pois pode substituir o metal cromado, na medida em que imita
o seu efeito faiscante e brilhante. |
Cuca Jorge

Ampacet mostrou linha capaz de imitar o efeito do metal cromado |
Esses lançamentos em
território nacional embutem o poder de atração do país. “O avanço
alcançado por aqui tem acompanhado e até mesmo excedido as nossas
expectativas. Como resultado, continuaremos concentrando os nossos
esforços no aumento da presença no mercado brasileiro”, justificou Debora.
A empresa mantém duas plantas no Brasil, uma situada em São Paulo e a
outra, na Bahia.
O mercado brasileiro de masterbatches tem motivado também investimentos de
empresas 100% nacionais, como a Cromex. Essa líder de mercado reservou
vários lançamentos para a 12ª Brasilplast. Um deles ficou por conta da
linha de retardantes à chama não-halogenados. Desenvolvido para aplicação
em fios e cabos, ou seja, setores de energia (baixa tensão),
telecomunicações e automotivo, entre outros, o produto não gera fumaça
tóxica, ao entrar em combustão, e está em conformidade com a diretiva
Restriction of Certain Hazardous Substances (RoHS).
A empresa também mostrou a família de aditivos de performance para
polipropileno (PP). A ideia é fomentar o uso do master em produtos como
cadeiras, mesas, banquetas e afins feitos dessa resina. A Cromex destacou
características como a redução dos ciclos de injeção e a melhor
estabilidade dimensional, entre outras. Mais uma novidade foram os
concentrados de alto desempenho a ser aplicados em diferentes tipos de
produtos de ráfia.
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A
presença no evento serviu ainda para ressaltar ao visitante que a
compra dos seus masterbatches pode ser efetuada via cartão do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esta
iniciativa e os novos produtos, segundo o diretor-comercial da Cromex,
Cesar Ortega, são para comprovar a sua vocação para atender às
necessidades do setor. “O mercado inteiro sofre com a questão do
preço; às vezes, se briga por centavos. Nós tentamos compensar isso
com a oferta de valor agregado e serviço”, comentou.
Aperfeiçoamentos em produtos já conhecidos pelo mercado também tiveram
vez nesta edição da feira. A empresa de origem suíça Clariant mostrou
novidades na linha de master de aditivos Cesa-extend e de agentes
químicos nucleantes e de esponjamento Hydrocerol. O primeiro, um
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Cuca Jorge

Ortega apostou em masterbatches diferenciados |
masterbatch à base de uma
molécula originalmente desenvolvida para religar cadeias de polietileno
tereftalato (PET) reciclado, tem demonstrado ser uma promessa no
processamento do PLA (polilactato) e de outros biopolímeros, como o PHB (polihidroxibutirato)
e PHA (polihidroxialcanoato). A Clariant aposta no produto para tornar a
extrusão de chapas mais confiável e melhorar a estabilidade e a formação
de bolhas superiores em processamento de filmes soprados. O masterbatch do
Hidrocerol, por sua vez, é recomendado pela companhia para ser usado como
agente nucleante e expansor para a produção de estruturas uniformes de
células finas de biopolímeros (em substituição ao estireno), aplicado em
produtos de espuma como bandejas de carnes de supermercado. Os dois
masterbatches juntos ampliaram o peso molecular e as características de
resistência à fusão do polímero.
Uma resina com extensores, chamada TCEX, foi a novidade da Termocolor,
empresa com fábrica em Diadema-SP. A proposta deste superconcentrado é a
de melhorar a homogeneização e a cobertura conquistada pelos aditivos. “O
benefício do produto é a redução de custos, porque substitui parte da
resina”, comentou o gerente-comercial da Termocolor, Julio Carlos Isola.
Sustentável – O mercado de produtos considerados “amigos” do
ambiente tem mobilizado novos desenvolvimentos na cadeia produtiva do
plástico como um todo. A Clariant fez a lição de casa e trouxe para seu
estande amostras dessa tendência, com a linha Cesa-natur, composta por
aditivos para aplicação em
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biopolímeros. “A sustentabilidade hoje é um nicho, mas o conceito de
produto renovável só tende a crescer, não tem volta”, argumentou o
gerente de marketing da Divisão de Masterbatches da Clariant na
América Latina, Roberto Guzmán. Ele comentou que, não à toa, a
companhia possui, em sua linha de produtos, aditivos para proporcionar
a redução do peso do material, de ciclo, de consumo de energia e de
rejeitos, entre outros. Para ele, o setor como um todo pede produtos
sustentáveis. O caso específico da linha Cesa-natur se trata de
família de agentes antibloqueio/deslizamento, estabilizantes de luz/UV,
antioxidantes e antiestáticos que, além de possuírem uma resina
portadora do biopolímero, trazem substâncias renováveis,
biodegradáveis e, na maioria dos casos, compostáveis. O aditivo de
deslizamento contém ceras puras de procedência natural. O fabricante
garante que o coeficiente de atrito nos filmes é similar ao obtido com
as ceras sintéticas à base de petróleo. A companhia também atesta seus
produtos em rigorosos regulamentos de segurança. |
Cuca Jorge

Para Guzmán, o setor, como um todo, pede produtos sustentáveis |
No passado, os compostos
para proteção UV de fonte natural apresentavam baixa estabilidade térmica
sob temperaturas de processamento superiores a 200ºC. De acordo com a
companhia, a evolução da tecnologia adotada possibilitou características
de processamento similares às associadas aos masters convencionais, pois
são formulados com substâncias de cores claras, mais estáveis ao calor. A
Cesa-natur vem para se somar à linha de masters de cores, Renol-natur,
lançada em 2007.
A onda de sustentabilidade, cada vez mais, sai do meio acadêmico para se
fincar com mais força no meio industrial. Prova disso também se viu na
nova parceria da Cromex divulgada durante o evento. A empresa se associou
à petroquímica Braskem para desenvolver uma série de concentrados de cor,
desde as opacas e transparentes até aquelas com efeitos, e aditivos, para
conferir características antiestáticas, antibloqueio, de barreira aos
raios UV e antifog ao seu polietileno, produzido com eteno obtido do
etanol de cana-de-açúcar (chamado no mercado de PE verde).
De acordo com Ortega, o acordo entre os dois expoentes do setor dos
plásticos foi natural, pois a Cromex já possuía um conhecimento técnico
prévio sobre o produto. “Nós já pesquisávamos tecnologia para o PE verde”,
comentou. Ele aposta no aumento da demanda deste tipo de resina e no
consequente crescimento da escala. A petroquímica está investindo R$ 500
milhões numa nova fábrica, no Rio Grande do Sul, para a produção de 200
mil toneladas anuais desse polietileno. “A tendência de o produto ganhar
volume é enorme”, disse Ortega.
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