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A Chemson tem sede na Áustria e
filiais espalhadas pelos cinco continentes. No Brasil, conta com planta
industrial em Rio Claro-SP. “Somos líderes no mercado de estabilizantes
para PVC”, revela Mitteldorg. A novidade da empresa na feira ficou por
conta da divulgação de uma nova geração de estabilizantes baseados em
cálcio, zinco e materiais orgânicos. “São estabilizantes livres de chumbo,
com desempenho similar aos já existentes e ambientalmente mais amigáveis”,
explica. A linha nova exigiu investimentos responsáveis pela ampliação em
20% da capacidade de produção do parque fabril da empresa no Brasil.
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A multinacional francesa Arkema,
que conta com escritório próprio de representação no Brasil, é outra
empresa com atuação forte na área de aditivos para PVC. Ela produz
estabilizantes térmicos, auxiliares de fluxo e modificadores de
impacto. Nessa seara, a empresa divulgou sua linha tradicional, não
apresentou grandes novidades na Brasilplast.
O lançamento da Arkema ficou por conta de um peróxido orgânico com
propriedades de agente reticulante do polietileno de alta densidade.
“Outros aditivos com a mesma função não são feitos com peróxidos
orgânicos; essa característica é uma inovação”, diz Patrícia Lanzarini,
gerente da unidade de negócios de aditivos. O diferencial desse
produto, de acordo com a executiva, se encontra no grande aumento de
resistência mecânica proporcionado à resina. “Um fabricante de
caixas-d’água, por exemplo, pode elevar o prazo de garantia que
oferece ao cliente de dois ou três anos para dez anos”, explica. A
característica permite a aplicação da fórmula em aplicações
específicas, nas quais se deseja maior valor agregado à peça. |

Patrícia: aditivo eleva garantia de caixas-d'água para dez anos |
Diversificação – Alguns
expositores não têm o mercado de aditivos como o carro-chefe de seus
negócios. Mas aproveitaram o evento para mostrar aos visitantes as várias
opções deste segmento oferecidas pelas suas linhas de produtos. A gigante
Lanxess, nascida no início de 2005 com o realinhamento dos negócios de
química e de plásticos da Bayer, encontra-se nessa situação.
Na Brasilplast, a empresa divulgou aditivos comercializados por suas
diferentes áreas de negócios. A divisão RheinChemie (RCH) deu destaque ao
lançamento do Addolink TT, reticulante com base de isocianato bloqueado.
“Ele melhora a adesão entre PVC e PET e também pode ser usado em outros
plásticos”, explica Rodrigo Santos, técnico de vendas da divisão.
Ainda da RCH, foram ressaltados os aditivos da linha Stabaxol, com
características anti-hidrólise e também voltados para aperfeiçoar
propriedades mecânicas e promover outras melhorias em náilons e no
poliéster, além dos aditivos para poliuretanos Addocat e Addovate. A
unidade Functional Chemical (FCC) apresentou, entre outras fórmulas, os
retardantes de chamas fosforados livres de halogênios das linhas Levagard
e Disflamoll.
A Croda é uma multinacional inglesa muito conhecida por sua linha de
produtos voltados para a indústria cosmética. No mercado de aditivos para
polímeros, ganhou impulso em 2006, após a aquisição de outra empresa
multinacional, a Uniqema. A empresa tem participação de destaque em todo o
mundo na fabricação de aditivos orgânicos deslizantes e antiblocking,
derivados de fontes naturais e utilizados na produção de plásticos de
primeira e de segunda geração. “Nossos produtos apresentam padrão de
qualidade diferencial e são indicados para aplicações específicas, em
geral na indústria de alimentos”, garante Carlos Eduardo Silva,
especialista em produtos.
Entre os produtos, o executivo destaca a recém-lançada linha de
absorvedores de raios ultravioleta Solasorb. As fórmulas da linha são
baseadas em óxidos metálicos ultrafinos. “Suas principais características
são transparência, alta estabilidade e proteção de longo prazo aos
polímeros. Elas são de fácil manuseio e permitem baixos níveis de migração
para filmes e embalagens”, informa.
Silva também aponta as linhas IncroMax PET 100, agente deslizante indicado
para aplicações com PET, e IncroMax PS, deslizante voltado para aplicações
de poliestireno, como outros aditivos diferenciados. De acordo com as
informações prestadas pela Croda, os dois produtos, ao contrário de outros
concorrentes disponíveis no mercado, promovem redução do índice de CoF do
polímero sem alterar a coloração e a transparência da peça transformada.
A multinacional alemã Evonik, conhecida no Brasil por oferecer compostos
de polímeros, produz em suas fábricas espalhadas pelo mundo uma série de
aditivos, entre os quais dispersantes e antiestáticos. Embora por aqui
este nicho de mercado não seja o forte da empresa, na Brasilplast foi
mencionado o lançamento do Tegomer AntiScratch 100, agente voltado para
proporcionar elevada resistência aos riscos às poliolefinas. “O aditivo
reage dentro do polímero, dá características permanentes à peça e não só
em sua superfície”, explica Rogério Veronese, gerente de produtos.
Representantes – Algumas multinacionais do segmento de aditivos não
têm escritórios no Brasil. Nem por isso deixaram de assinar o ponto e
marcaram presença na Brasilplast por meio de seus representantes. A
quantiQ, uma das principais distribuidoras de produtos químicos e
petroquímicos do Brasil, está entre as empresas revendedoras de marcas
internacionais que investiram na aquisição de espaço no evento.
A revendedora acaba de firmar contrato com a norte-americana Lubrisol,
empresa até então pouco presente no mercado nacional. José Roberto
Rodrigues, gerente de unidade de negócios da quantiQ, dá ênfase aos
hiperdispersantes da nova parceira. “O que diferencia esse produto é a
redução de custos que ele proporciona durante o processamento do
masterbatch. Ele permite a redução do tempo de preparação e diminui o uso
de pigmentos”, justifica.
Outras duas multinacionais de renome no universo dos aditivos são
representadas no Brasil pela quantiQ, a Chitec e a DCC. A Chitec conta com
mais de 150 produtos, entre eles moléculas especiais usadas como
retardantes de chama e estabilizantes ultravioletas. A DCC atua com
bastante força no mercado mundial de pigmentos orgânicos e inorgânicos.
A Plasteng, empresa nascida em 1974 para operar como importadora e
distribuidora de materiais, anunciou duas recentes parcerias. Uma delas é
com a norte-americana Noble, responsável pela fabricação de dois aditivos
de elevada tecnologia. “O Ecobarrier é um TPO composto de poliolefinas e
elastômeros e indicado como barreira sonora em aplicações de baixas
temperaturas”, informa Miguel Sarno, gerente da Plasteng. O segundo
aditivo da Noble é o Regis, TPO rígido indicado para peças sujeitas a
elevado esforço mecânico, como para-choques, painéis e estribos, entre
outras. É um produto amorfo e translúcido e pode ser injetado na cor
desejada.
Outra nova parceira da Plasteng é a inglesa Wells, produtora do Reverte,
voltado para facilitar a ação biodegradável do polipropileno e do
polietileno. Ele conta com fotoiniciadores para proteger as peças da
degradação antes do descarte, possui sistema pró-degradante para a redução
contínua da cadeia polimérica e tem sistema secundário voltado para
acelerar a degradação e possibilitar o ataque de micro-organismos, se for
o caso. Não utiliza metais pesados ou tóxicos em sua fórmula e atende às
normas de grau alimentício da FDA e EC. “O Reverte permite tempo de
indução de cinco a dez meses antes do início da degradação, prevista para
os seguintes de dez a doze meses.”
A Nexo International, empresa com forte atuação na distribuição de
aditivos para plásticos, divulgou a parceria firmada com a empresa Fine
Organics, multinacional de origem indiana e com fábricas na Índia e
Malásia. A Brasilplast contou com a presença de Mukesh Shah, diretor de
marketing da Fine. “O mercado brasileiro é muito importante para nós.
Junto com Índia, China e Rússia, ele representa as regiões com maiores
expansões econômicas em todo o mundo. Além disso, é uma porta de entrada
para outros países da América do Sul, como Chile, Peru e Argentina”, diz.
Para Shah, uma característica que valoriza os produtos da Fine é o fato de
eles serem produzidos com matérias-primas vegetais. Para ele, as fórmulas
atendem à demanda mundial crescente por produtos menos agressivos ao meio
ambiente. Entre as linhas de produtos, ele cita a Plastaid, de ajuda
multifuncional aos processos de transformação, e Finalux e Finawax, de
lubrificantes para PVC. As vendas de aditivos da Fine no mercado nacional
se encontram na casa das mil toneladas por ano. “É pouco, há um grande
potencial de mercado a ser conquistado. Mas é preciso ressaltar que nossos
produtos são utilizados em pequenas quantidades nas linhas de produção”,
explica.
Made in Brazil – O setor de aditivos é dominado por empresas
multinacionais. Grande volume dos produtos é importado. Mas algumas
empresas nacionais procuram elevar sua participação no mercado e estiveram
presentes no evento realizado no Anhembi. Uma delas foi a Polystell,
fabricante de aditivos e especialidades químicas com forte atuação no
mercado de tintas e pretensões de ocupar espaço mais significativo dentro
da indústria do plástico.
Na feira, a empresa apresentou duas novas linhas. Uma delas é a Polymec
5379. “É um aditivo auxiliar para o processo de umectação e dispersão de
pigmentos em masterbatches”, explica o presidente, Wildon Lopes. A segunda
novidade é a linha Polyapp 2470/2510. “Ela garante melhor dispersão das
partículas dos pigmentos mais duros, mesmo na presença de cargas
minerais”, diz José Jordano, diretor de mercado.
Dentro da carteira de aditivos oferecidos para o setor de polímeros pela
Polystell, Jordano também ressalta o agente antiestático, destinado a
reduzir a tensão superficial, a energia estática e a deposição de
sujeiras. De acordo com o diretor, o agente melhora a aderência da tinta
sobre os plásticos e torna peças técnicas mais resistentes e com melhor
estética.
A nanociência vem sendo apontada por muitos especialistas como a
responsável pelo início de uma nova revolução industrial. Será essa
afirmação um exagero? Pelo sim, pelo não, o Brasil investe, ainda que em
proporções tímidas perto dos países avançados, na pesquisa e
desenvolvimento de produtos do gênero. Um destes produtos, o aditivo
antimicrobiano ANR, chegou ao mercado na última Brasilplast. As empresas
autoras da façanha foram a Nanox, nascida em São Carlos-SP, e a Resimax,
especializada na produção de masterbatches, compostos e aditivos.
O ANR é indicado para tornar os plásticos livres de bactérias e fungos
durante toda a sua vida útil. Ele pode ser utilizado para eliminar germes
e bactérias em embalagens, peças de veículos, geladeiras, eletrodomésticos
e em várias outras aplicações. O produto usa princípio ativo natural,
segue padrões de proteção ao meio ambiente e é certificado pelo Ministério
da Saúde. “Ele pode ser usado em contato com alimentos ou com a pele
humana”, ressalta André Araújo, vice-presidente de marketing da Nanox.
“Temos condições de fazer entregas na quantidade que os clientes
precisarem”, garante Cyro Galaso, diretor-comercial da Resimax.
Minérios – Os fornecedores de minérios, tradicionais participantes
do ramo de aditivos, marcaram presença na feira. A Minérios Ouro Branco é
especializada no beneficiamento e vendas de cargas minerais, fibras,
especialidades químicas e pigmentos. No campo do plástico, seus
carros-chefe são o talco, o carbonato de cálcio e a sílica precipitada. A
empresa aproveitou o evento para anunciar três novas linhas de produtos.
“Estamos lançando o pigmento de alumínio em pasta, perolados de efeito de
cor variável e o caulim calcinado”, informa José Carlos Bartholi, diretor
da empresa.
O novo pigmento de alumínio é indicado em especial para plásticos de
engenharia e muito usado pelos setores moveleiro e automotivo. “Ele
permite chegar de maneira mais eficiente no tom desejado”, explica o
engenheiro de vendas Edivaldo de Souza. O novo perolado é indicado para
todos os compostos plásticos e permite a produção de peças com cor que
varia de acordo com o ângulo de visão do observador. “O uso do
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caulim calcinado permite a
redução do uso de óxido de titânio em diversas aplicações”, emenda
Souza.
A inauguração de uma fábrica de carbonato de cálcio precipitado foi o
anúncio de destaque feito pela Carbomil durante a Brasilplast. A nova
planta está localizada no estado do Rio Grande do Norte e consumiu
investimentos da ordem de R$ 15 milhões. No ramo dos plásticos, o
produto é indicado em aplicações sofisticadas, caso de peças com
rigorosas exigências de aparência. Ele também é muito utilizado pelas
indústrias de tintas, fármacos, cosméticos e pastas de dentes.
“O carbonato de cálcio precipitado não chega a ser novidade, é
consumido há muitos anos”, revela Carlos Larocca, diretor-comercial da
empresa. Para o dirigente, a notícia deve ser comemorada por outro
motivo. A demanda pelo produto no Brasil tem sido maior que a oferta.
“Com a inauguração queremos suprir a carência deste produto no mercado
nacional”, justifica. |

Para Larocca, falta carbonato de cálcio precipitado no país |
A Carbomil atua no mercado de
carbonatos de cálcio desde os anos 60 e conta com unidades industriais em
vários estados do Brasil. Na década de 70 lançou no país sua linha de
carbonato de cálcio cretáceo, na época uma grande novidade. “A carga até
hoje é muito utilizada pelos transformadores de canos de PVC e por
fabricantes de tubos e conexões”, diz Larocca. A empresa também produz
carbonato de cálcio cristalino, dotado com poder de alvura muito elevado e
indicado a peças plásticas com cor branca intensa.
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