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Setor aprova
nota fiscal eletrônica
Obrigatória para fabricantes e importadores de resinas termoplásticas
desde o dia 1° de abril, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) deve chegar
ao mercado de transformação de plásticos em setembro. A novidade é
vista desde já com expectativa positiva pela Associação Brasileira da
Indústria do Plástico (Abiplast) e pela Associação Brasileira dos
Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast). “O mercado brasileiro
ganha com a chegada da NF-e, que vai diminuir e enfraquecer a revenda
não-oficial de resinas”, afirma o presidente da Adirplast, Wilson
Donizetti Cataldi.
Embora não seja obrigatória para o setor de distribuição, a entidade
recomenda aos associados que passem a empregar o sistema. Na avaliação
de Cataldi, o transformador responsável, e que preza pela idoneidade
fiscal, certamente vai preferir comprar de uma distribuidora que
forneça com NF-e. “O setor vai ganhar nova dinâmica.”
Dessa opinião compartilha o presidente da Abiplast, Merheg Cachum, que
espera que a novidade resulte em redução de custos e ampliação da
eficiência logística na cadeia do plástico. “Sabemos que as
ferramentas da automação das cadeias de suprimentos, fundamentais para
a operacionalização da Nota Fiscal Eletrônica, também contribuem para
a melhoria da interação entre fornecedores de insumos e a indústria.
No caso dos plásticos, seria importante se houvesse uma redução de
custos.” |
As vendas brasileiras para
a China representam apenas 0,94% em valor e 2,11% em peso do total das
exportações dos transformados de plástico. Os produtos mais exportados
foram as aparas e resíduos para reciclagem e autopeças com valores
reduzidos. O déficit comercial de produtos transformados de plástico com a
China é de US$ 131 milhões (46 mil toneladas), de janeiro a junho de 2008.
“Essa situação é extremamente preocupante.”
Export Plastic
O Export Plastic, programa de promoção internacional de produtos
plásticos, mudou a estratégia de participação na Brasilplast e, este ano,
priorizou as ações do XV Projeto Comprador. O evento vai reunir potenciais
compradores internacionais com os transformadores brasileiros de plástico
associados ao programa, de 6 a 8 de maio, no Hotel Holiday Inn Parque
Anhembi, em São Paulo, ao lado do pavilhão de exposições onde ocorre a
feira.
De qualquer forma, o programa não deixará de marcar presença na mostra.
“Será representado institucionalmente no estande do Instituto Nacional do
Plástico, onde haverá um telão que transmitirá as rodadas de negócios em
tempo real”, explica o gerente-executivo do Export Plastic, Marco Wydra.
Está prevista a vinda de 15 compradores da Europa, Estados Unidos e
América Latina, principais mercados-alvo do programa, dos segmentos de
embalagens flexíveis e rígidas, utilidades domésticas, embalagens de
ráfia, masterbatches, aditivos e compostos. Contará ainda com a presença
de jornalistas de publicações internacionais especializadas no setor.
No dia 6, acontecerão as rodadas de negócios. Os dias 7 e 8 estão
destinados a visitas técnicas à Brasilplast e também às fábricas das
empresas associadas. De acordo com Wydra, a escolha dos participantes
internacionais teve como base uma consulta feita aos transformadores. “Os
especialistas do Export Plastic realizam visitas prospectivas e
sensibilizam os executivos estrangeiros a vir ao Brasil no intuito de
realizar um primeiro contato com as empresas do setor e, num segundo
momento, gerar negócios.”
As despesas dos estrangeiros são custeadas pelo programa que tem o apoio
da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e investimentos (Apex-Brasil)
e da cadeia petroquímica. “As empresas associadas não pagam nenhum valor
adicional para participar das rodadas.”
Nas duas últimas edições da Brasilplast, o programa reuniu seus associados
em um grande estande coletivo e realizou paralelamente as rodadas de
negócios do Projeto Comprador. Segundo Wydra, na primeira participação, na
edição de 2005, foram realizados negócios da ordem de US$ 20 mil. Em 2007,
o volume negociado alcançou US$ 140 mil. “A expectativa do XV Projeto
Comprador, durante a Brasilplast 2009, é de superar em 50% os resultados
da última participação.”
O programa tem atualmente 78 associados, dos quais 20 ingressaram no
último ano. “Isso mostra que, apesar do cenário econômico adverso, o
Export Plastic conseguiu sensibilizar o setor sobre a necessidade de
pensar e agir globalmente”, afirma Wydra. A crise financeira desponta
ainda como uma oportunidade para os transformadores brasileiros.
“Compradores internacionais, como os europeus e americanos, têm buscado
alternativas de fornecedores fora de seus países, por causa das
dificuldades que já começam a se refletir nas empresas locais. Novos
fornecedores que ofereçam, além de produtos de qualidade, preços
competitivos e a garantia da continuidade das remessas têm a chance de se
apresentar como solução.”
Na avaliação de Wydra, a oportunidade é importante. “A imagem que os
compradores internacionais têm do Brasil é favorável e o país vem sendo
percebido no exterior como um relevante player mundial. Tem demonstrado um
crescimento sustentado ao longo dos últimos anos e conquistou grau de
investimento como reconhecimento de sua maturidade econômica. O Brasil
também já é reconhecido pela capacidade de seu parque fabril. Este cenário
abre novas portas para o produtor brasileiro.”
Wydra ressalta ainda que este é o momento das empresas brasileiras se
prepararem para levar ao comprador internacional o seu potencial
competitivo, seus produtos de grande valor agregado e estruturas de
exportação confiáveis, para que o mercado externo as reconheça como a
melhor alternativa entre os concorrentes.
De acordo com informações do programa, as 78 empresas associadas tiveram
um aumento de 3,3% em peso e de 20,7% em valor no montante exportado, no
comparativo entre 2008 e 2007. “Em 2009, as ações do Export Plastic seguem
voltadas ao incentivo da participação das empresas brasileiras nas ações
promovidas nos mercados-alvo do programa, para que os ganhos das
associadas sejam diversificados e de longo prazo.”
Entre as ações agendadas para este ano, destacam-se o Projeto Vendedor
Home & Housewares 2009, de 22 a 24 de março, em Chicago, nos Estados
Unidos; e a participação na Feira Ipack-Ima, de 24 a 28 de março, em
Milão, na Itália (ver agenda de eventos). “Diante da desaceleração da
demanda internacional e da falta de crédito para o exportador e o
importador, é fundamental sensibilizar as empresas transformadoras de
plástico para que continuem investindo no processo de exportação. As
empresas que se mantêm no contexto internacional ganham competitividade e
diversificam suas receitas”, defende Wydra.
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Export Plastic
divulga ações de 2009
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XV Projeto Comprador
e Projeto Imagem, de 04 a 08 de maio, na Brasilplast, em São Paulo
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Feira Hispack, de 11
a 15 de maio, Barcelona, na Espanha
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XVI Projeto Comprador, de 16 a 19 de junho, na Fispal, em São Paulo
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Feira e Projeto Vendedor Envase, de 22 a 25 de setembro, em Buenos
Aires, na Argentina
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XVII Projeto Comprador, de 13 a 16 de outubro, em São Paulo
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Feira e Projeto Andina Pack, de 3 a 6 de novembro, em Bogotá, na
Colômbia
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Feira e Projeto Vendedor Chileplast, de 18 a 21 de novembro, em
Santiago, no Chile |
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