Abief elege nova diretoria e estabelece prioridades

A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) apresentou sua nova diretoria, no dia 7 de abril, em São Paulo. Sob a presidência de Alfredo Schmitt, o conselho de administração estará em exercício até 2011. O empresário pretende dar continuidade às atividades executadas por Rogério Mani, presidente da entidade nas duas gestões anteriores: 2005/2007 e 2007/2009.

No discurso de posse, Schmitt, também diretor da FFS Filmes, do Rio Grande do Sul, ressaltou quatro questões principais de seu mandato. Conquistar a isonomia do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria de transformação é uma delas. A entidade pleiteia isso há cerca de dois anos, pois enquanto as petroquímicas vendem as resinas com 5% de IPI, as empresas de embalagens flexíveis são tributadas em 15% sobre o valor de suas mercadorias.

As outras propostas estão relacionadas com a criação de uma plataforma de exportação para os produtos flexíveis e a tentativa de elevar o reconhecimento da cadeia petroquímica pela sociedade e pelo governo. “Diversos setores da economia são chamados pelo governo para discutir soluções para seus problemas. Para nós, não oferecem nem cafezinho”, argumentou Schmitt. O outro pilar de sua gestão será a defesa do plástico. De acordo com o novo presidente da Abief, a segunda e a terceira geração precisam mostrar as vantagens dos flexíveis e não apenas se defender dos ataques, sobretudo no aspecto ambiental.

Schmitt se diz confiante no futuro da indústria. Os segmentos dos supermercados e hipermercados devem crescer mais de 5%, neste ano, e a venda de embalagens, segundo sua previsão, acompanhará esse ritmo. Em 2008, o setor registrou faturamento quase igual ao do ano anterior, de US$ 3 bilhões, e o volume de produção estima-se que tenha sido de 680 mil toneladas.

R.P.

 

 

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