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A empresa só produz
equipamentos hidráulicos. “As máquinas hidráulicas respondem por 99% do
mercado”, justifica. A equipe técnica da empresa é formada, em sua
maioria, pelos componentes da empresa na fase antiga. “Quando compramos a
empresa, a Sandretto da Itália estava meio fechada. Quem comandava o
processo tecnológico da marca eram os técnicos que trabalhavam no Brasil,
que agora estão conosco”, afirma.
A planta da empresa, antes instalada no município de Arujá-SP, se
transferiu para a cidade de Americana-SP. De acordo com o diretor, as
instalações atuais permitem uma produção entre 300 e 400 máquinas por ano.
Em 2007 foram vendidas quase 200 máquinas. No ano passado, o crescimento
foi de 20%, percentual que espera ver repetido este ano. “Nós sentimos o
esfriamento do mercado em novembro e dezembro, mas no início do ano houve
uma retomada, temos muitos pedidos em carteira”, diz. Há um bom mercado
para equipamentos de transformação de peças com paredes finas. “A procura
caiu apenas entre os fabricantes de autopeças”, explica.
Para Lopes, a desvalorização do real tem ajudado os fabricantes nacionais.
“As máquinas chinesas de baixo preço têm valor compatível com a tecnologia
que apresentam”, dispara. As asiáticas de melhor qualidade apresentam hoje
preços similares às nacionais. “Quando os preços se equivalem, os
compradores preferem as nacionais, que contam com vantagens como melhor
assistência técnica e financiamento pelo Finame”, avalia.
Crise amena – Mostrar os avanços realizados no campo da automação e
da configuração mecânica de suas máquinas. Esse será o principal enfoque
da Jasot na Brasilplast. Com fábrica em Novo Hamburgo-RS, a marca se
encontra entre as mais conhecidas do país no ramo de injetoras. “Uma das
novidades que mostraremos em nossas máquinas é o CLP da marca Gefran, com
tela de dez polegadas e recurso touch screen”, informa Cleber Scherer,
diretor-comercial. O controle permite menor consumo de energia e rigor no
controle das temperaturas, fator que colabora com a obtenção de peças com
dimensões idênticas. “A repetibilidade hoje é fundamental”, destaca.
Outro diferencial dos equipamentos se encontra nos vãos entre as colunas.
“Hoje são os maiores do mercado, considerando-se tanto as concorrentes
nacionais quanto as chinesas”, exalta o executivo. A empresa gaúcha
fabrica máquinas com força de fechamento entre 85 e 450 toneladas. “Nosso
forte são as máquinas intermediárias, os modelos de 160, 180, 200 e 250
toneladas”, revela.
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Quando
o assunto recai para o desempenho das vendas, Scherer se mostra feliz
com os resultados obtidos nos últimos tempos. “O cenário não está tão
feio, tenho ouvido pouquíssimas reclamações. Temos que ser frios e
avaliar a realidade, fugir do efeito da mídia, das notícias
negativas”, defende. Depois de um bom 2008, ele se mostra satisfeito
com a demanda dos primeiros meses de 2009. “Em janeiro conseguimos
efetivar alguns negócios, fevereiro teve menos dias úteis e foi mais
devagar. Março foi bastante agitado, recebemos muitas consultas”,
revela. A valorização do dólar tornou a indústria nacional mais
competitiva perante as asiáticas e isso também ajuda.
Um dos segredos da Jasot se encontra na diversificação dos clientes.
“Atendemos transformadores dos vários segmentos econômicos. Entre os
setores, os de cosméticos, utilidades domésticas e de calçados, |
Cuca Jorge

Scherer, da Jasot, vê cenário não tão feio |
para o qual produzimos
modelos especiais, são os mais ativos”, diz. Para ele, os representantes
da área de autopeças diminuíram os investimentos. Mas continuam a efetuar
compras, pois não podem prescindir de modernizar seus parques industriais.
Periféricos integrados – A compra da Battenfeld pela Wittmann
resultou no surgimento de equipamentos com características diferenciadas.
As especialidades complementares das duas marcas ajudam o lançamento de
injetoras dotadas com todos os periféricos integrados, de
desumidificadores e
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alimentadores de matéria-prima a robôs para a retirada das peças. “A
integração dos equipamentos traz algumas vantagens para os
compradores”, exalta Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da
Battenfeld do Brasil. Para o executivo, o custo com a eletrônica é
reduzido e isso é repassado no preço oferecido aos clientes.
A operação da compra é facilitada, os clientes podem fazer a cotação
consultando apenas um fornecedor. “Os clientes não vão mais se
preocupar em adaptar dimensões ou projetar as interfaces entre os
equipamentos”, acrescenta. As condições de funcionamento também se
simplificam. “O fato dos transformadores poderem ajustar as máquinas
em um único comando proporciona agilidade. O operador, ao trocar de
molde, pode fazer a regulagem da máquina de forma mais rápida”,
exemplifica.
Uma amostra das novidades será exposta no estande da empresa: o modelo
TM Express, lançado nessa nova fase. Durante a exposição, ele
vai fabricar tampas de potes de sorvete com a |
Cuca Jorge

Cardenal: integração dos equipamentos traz vantagens |
tecnologia in mold
labeling, bastante difundida nos países avançados e que começa a ser
utilizada com maior intensidade no Brasil. A injetora mostrará a agilidade
com a qual realiza os ciclos de fabricação. A operação começa com a garra
de um robô que pega o rótulo da embalagem com a ajuda de ventosas. Os
rótulos são levados para as cavidades do molde de injeção e lá fixados por
meio de descarga elétrica. A resina é injetada e incorpora o rótulo. A
peça é retirada, já decorada.
O carro-chefe da empresa no Brasil é a linha HM, formada por injetoras com
força de fechamento de 40 a 650 toneladas. Além da possibilidade de
integração de periféricos, Cardenal garante que os equipamentos da empresa
apresentam outros diferenciais. Ele destaca a sofisticação dos componentes
mecânicos. “O guia prismático deslizante usado para fechar o molde
proporciona maior precisão e evita o surgimento de rebarbas nas peças”,
afirma.
O engenheiro defende as máquinas híbridas, com sistema de injeção feito
com motor elétrico e fechamento com sistema hidráulico, como as mais
recomendadas para o mercado brasileiro. Para ele, o desempenho das
híbridas é competitivo o suficiente para se produzir peças com medidas
muito precisas. “A hidráulica avançou e permite a obtenção de máquinas de
custo e tecnologia mais acessíveis do que as características apresentadas
pelas elétricas. As bombas hidráulicas de vazão variáveis economizam muita
energia”, defende. Outro aspecto destacado é o da assistência técnica
oferecida pela empresa. “Temos uma equipe que recebe constantes
treinamentos na Europa e contamos com um completo estoque de peças no
Brasil”, garante.
Em 2008, as vendas da Battenfeld foram boas. O desempenho em 2009? “Para
este ano não há como fazer qualquer previsão, nem com bola de cristal”,
informa Cardenal. A maior esperança de negócios reside nos segmentos de
embalagens para cosméticos. A retomada dos investimentos do setor
automobilístico, outro cliente importante da empresa, é vista com
ceticismo.
Ciclos rápidos – O potencial de negócios no mercado nacional,
proporcionado pela procura por máquinas precisas de ciclo rápido,
influenciou a estratégia de marketing adotada na Brasilplast pela Sumitomo/Demag.
A empresa, que apesar da fusão manteve as duas marcas no mercado, vai
aproveitar a
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exposição para mostrar modelos de injetoras voltadas para esse
mercado, informa Christoph Rieker, gerente-geral da empresa no Brasil.
Uma das máquinas a ser exposta é a Demag EL-EX15, de 220 toneladas de
força de fechamento e tecnologia híbrida. Totalmente automático, o
equipamento irá injetar e montar dois baldes com suas respectivas
alças com base na tecnologia in mold labeling. Os ciclos terão duração
em torno de cinco segundos. Outra máquina no estande será uma Sumitomo
elétrica, com força de fechamento de 180 toneladas. A máquina tem
acionamento feito por servomotores de alto torque e irá injetar na
feira tampas de embalagem em ciclos muito rápidos. |
Cuca Jorge

Rieker centra suas apostas na injeção
de ciclo rápido |
Os modelos expostos seguem
as características das máquinas produzidas pelo grupo. Rieker lembra que a
decisão de compra da empresa alemã pela japonesa foi influenciada pelo
fato de as duas marcas contarem com linhas complementares. A europeia tem
tecnologia de ponta, em especial nos mercados de máquinas hidráulicas e
híbridas, apesar de também fabricar modelos elétricos. A asiática, por sua
vez, tem produção totalmente voltada para equipamentos elétricos. “Os
conceitos tecnológicos adotados na Europa e no Japão são diferentes, as
linhas não competem entre si”, destaca. Na Europa, por exemplo, se costuma
usar maior distância entre as colunas das máquinas. Os japoneses têm como
filosofia o uso de moldes de menores dimensões.
Apesar da manutenção das diferenças de filosofia, a incorporação permitiu
à Sumitomo/Demag tomar decisões no sentido de racionalizar as linhas de
produção das fábricas que mantêm em vários países. O primeiro passo nesse
sentido foi o de passar a fabricar todos os motores que equipam as
máquinas elétricas com a marca Demag no Japão. A capacidade instalada da
Sumitomo antes da aquisição era de 4,5 mil injetoras por ano. As
instalações da Demag, por sua vez, estão preparadas para produzir outras
três mil máquinas por ano.
As duas marcas são bastante conhecidas pelos brasileiros, participam do
mercado via importações há anos. A Demag é mais procurada pelos produtores
de embalagens e peças técnicas. A Sumitomo pelos fabricantes de CD’s,
peças de eletroeletrônicos e de embalagens para produtos farmacêuticos.
Quando o assunto é o desempenho das vendas, a opinião de Rieker coincide
com a de representantes da concorrência. “O ano de 2008 foi relativamente
bom até setembro, puxado pela indústria automobilística e de embalagens.”
Esse ano, mesmo tendo em vista a conjuntura desfavorável, o gerente não
está de todo pessimista. “Está difícil saber como vai se comportar o
mercado, mas em março alguns de nossos clientes do segmento de cosméticos
têm demonstrado interesse em trocar equipamentos antigos por outros mais
produtivos”, diz.
Made in China – As injetoras de “olhinhos puxados” também
estarão presentes no principal evento nacional do plástico. Uma das marcas
que contarão com modelo funcionando no Anhembi é a Tederic Machinery,
representada no Brasil por uma empresa bastante conhecida na indústria
nacional do plástico: a Pavan Zanetti, empresa com grande participação no
mercado de máquinas de sopro. A empresa vai apresentar seus equipamentos
da linha tradicional com alguns aperfeiçoamentos mecânicos em relação à
comercializada no ano passado.
Desde 1970, a Pavan Zanetti está no mercado de injetoras. Naquele ano,
lançou o modelo NFN 100 P. O nome do modelo era uma sigla bem-humorada:
“não faz nada sem plástico”. Hoje, a empresa continua a oferecer dois
modelos fabricados em casa, o NFN 150 P e o Unijet 250 V. Há quase quatro
anos a empresa resolveu ampliar sua presença neste nicho. Como na época
era muito difícil competir com o preço das importadas firmou parceria com
a marca chinesa.
A iniciativa vem proporcionando bons resultados. “Estamos crescendo ano a
ano de acordo com as nossas expectativas. Hoje contamos com de 5% a 7% do
mercado nacional de injetoras”, diz o diretor-comercial, Newton Zanetti.
As máquinas oferecidas vão de 80 toneladas a 500 toneladas de força de
fechamento, faixa que significa algo em torno de 80% das máquinas vendidas
no país.
“O acordo que mantemos com a Tederic faz com que as máquinas vendidas por
aqui tenham padrões similares às das nacionais. Elas seguem as normas
brasileiras de segurança e ganharam roupagem e detalhes técnicos das
fabricadas por aqui”, garante o dirigente. Para ele, a assistência técnica
é outro diferencial. “O nome da Pavan Zanetti, bastante respeitado pelos
nossos clientes, serve como aval”, orgulha-se.
Os bons resultados obtidos com a parceria foram prejudicados nos últimos
meses, com a chegada da crise. “Em 2008 conseguimos superar um pouco
nossas metas, mesmo com a queda nas vendas que enfrentamos no último
trimestre. No início de 2009 continua a fase de baixa”, informa Zanetti. A
queda no volume de negócios é de 20% em relação à média do ano passado.
“No primeiro trimestre é normal haver essa queda, ainda é cedo para se
fazer um prognóstico para o desempenho do ano”, diz. Os estragos
proporcionados pelo câmbio são minimizados pelo dirigente. “Estamos menos
competitivos, mas os preços não subiram na mesma proporção da
desvalorização do real”, assegura.
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