Graças à sua alta qualidade em acabamento, a Tabone
foi escolhida para fabricar pelo menos seis peças técnicas de um recente
modelo de automóvel de luxo lançado no parque automotivo brasileiro. São
componentes para revestimento do air-bag, frisos de portas e toda a parte
integrada do painel do ar-condicionado.
uma média de 150 toneladas por mês de filmes. Até janeiro, mantinha esse volume, mas para os próximos meses pensa em diminuir a produção. A saída encontrada por Denise foi diversificar produtos. Como caíram as exportações de madeira, essa indústria diminuiu os pedidos de embalagens de filmes multicamadas de alta resistência. A Dyplast aumentou a extrusão de sacos plásticos de lixo com polietileno reciclado. Denise reclama ainda dos altos tributos cobrados dos empresários e da responsabilidade atribuída a esses pelo aumento do desemprego. Na mesma toada da empresária de Curitiba, o argentino radicado na serra gaúcha, Victor Oscar Borkoski, reconhece o crescimento da inadimplência por parte de clientes e reclama da demora no repasse da queda
Borkoski desenvolveu novas tampas de segurança direcionadas a produtos perigosos como as child proof, empregadas no lacre de recipientes com soda cáustica, que só podem ser abertas mediante instrumento cortante, como forma de proteger crianças do contato com a substância. Ao todo, são mais de 70 itens, desde garrafas de iogurte até invólucros para pólvora. Sem crise - A instabilidade dos mercados não afetou o humor da equipe da Plasticoville, de Santa Catarina. Economista tarimbado, ex-secretário da Fazenda de Joinville, o diretor-presidente, Adelir Alves, garante tomar medidas no dia-a-dia da empresa com o objetivo de blindar o empreendimento contra as turbulências do mercado. Alves assegura continuar operando em três turnos, mesmo com a redução de alguns pedidos em outubro.
A operação da fábrica observa ainda elementos de sustentabilidade. A água industrial provém de uma cisterna abastecida com água da chuva, equipada com reservatórios de 40 mil litros. A planta industrial foi concebida de tal forma que durante o dia toda a atividade ocorre com luz natural. A Plasticoville processa de 150 a 200 toneladas de resinas por mês, com processos de injeção, sopro e extrusão de peças técnicas com termoplásticos de engenharia e alto desempenho, tais como reservatórios, contêineres de até 100 litros, tubos técnicos, de poliuretano, poliuretano termoplástico, PVC, rígido e flexível, além de poliamidas. Como forma de conquistar e garantir clientes da linha branca, de motores automotivos e compressores, a Plasticoville está certificada com ISO 9001:2000 e partindo para a conquista da TS 16949, versão 2002. São processos exigidos pela indústria automobilística e que as empresas estão aderindo. A Plasticoville opera com sistema Kanban. Dentro da fábrica, existe um sistema de sinalização com o qual as pessoas conseguem se entender, acompanhar e trabalhar com base em informações colocadas em murais nas paredes. Com efeito, as máquinas não podem ter mais de cinco anos. Também são substituídos, periodicamente, periféricos como sistemas de água gelada, ar comprimido, secadores, moinhos e alimentadores. O lema na Plasticoville é manter os problemas sempre à vista de todos. Uma peça transformada refugada ou um componente de equipamento danificado não podem ir para o lixo. Vai para uma estante à vista de todos, pois é preciso apontar as causas do erro para não repeti-lo.
mas os desafios são antigos O Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast) tem novo comando. No final do ano passado, o empresário da área de extrusão de filmes Alfredo Schmidt assumiu a presidência da entidade no lugar de Jorge Cardoso, que renunciou ao cargo por motivações particulares.
No entendimento de Schmidt, os transformadores com carteira de clientes na indústria automotiva se ressentiram mais quando começou a onda de férias coletivas, demissões e suspensão do processo produtivo dentro das fábricas de veículos, no país e no mercado global, porque boa parte dos fornecedores de autopeças exporta grande quantidade de sua produção. Por outro lado, assinala o presidente do Sinplast, o governo liberou muito dinheiro para os bancos, mas esses não repassaram na integralidade na forma de créditos. Tal postura criou distorções no mercado, pois o sistema financeiro estocou dinheiro e o setor produtivo ficou sem condições de contrair financiamentos necessários a novos investimentos e formação de capital de giro. “Fizeram uma seleção muito forte de quem receberia créditos”, critica o presidente do Sinplast. No caso específico do Rio Grande do Sul, Schmidt lembra que a única montadora do estado, a unidade da GM de Gravataí, chegou a anunciar suspensão da atividade, porém em 20 de janeiro cancelou as férias coletivas e retomou a montagem dos modelos Prisma e Celta. Na visão do presidente do Sinplast, a crise dos mercados assusta por um lado, mas por outro cria oportunidades de rever custos e favorece inovações. Já do Paraná afloram as reclamações contundentes. O presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico daquele estado (Simpep), Dirceu Galléas, critica o monopólio do beneficiamento da nafta mantido pela Petrobras. Para ele, trata-se de uma realidade perversa, pois o petróleo despencou no mercado internacional, o preço das resinas fora do país sofreu queda de 50%, porém os valores cobrados pela petroquímica nacional são os mesmos, conforme sua avaliação. Dentro desse raciocínio, o monopólio da Petrobras impede as flutuações normais do livre mercado. “Existe uma fórmula que nós não entendemos. A Petrobras leva 30 dias para repassar a queda de preços no mercado interno”, acusa Galléas. Em sua opinião, a consolidação da petroquímica não mudou preços porque ainda permanece a política de negociação antiga, com uma zona de conforto elástica para blindar a petroquímica nacional de dumping ou outras distorções do mercado. Galléas acusa a Petrobras de retornar ao setor petroquímico com força. A estatal do petróleo é minoritária na Braskem e na Quattor, pois detém uma média de 26% do controle acionário em cada uma das petroquímicas. |
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