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Fibrocimento aposta nas fibras de polipropileno A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro) içou bandeira para disseminação de tecnologias substitutivas ao amianto, mineral reconhecidamente cancerígeno. A entidade apoia a fabricação de telhas, caixas-d’água e outros produtos de fibrocimento com o emprego de fibras alternativas, como as de polipropileno e de álcool polivinílico (PVA), aprovadas pelo Ministério da Saúde. O PVA precisa ser importado do Japão ou da China, seus únicos produtores, mas o PP dispõe de oferta local, e suas características estão de acordo com os requisitos técnicos e estéticos em diversas aplicações. No estado de São Paulo vigora a lei nº 12.684/2007, que proíbe a produção, comercialização e transporte, em território paulista, de produtos contendo amianto, o que significa que as empresas não podem fabricá-los nem direcioná-los para outros estados. O mercado de coberturas consiste numa das principais aplicações do fibrocimento. O país dispõe de uma só mina de amianto, em Goiás, de 240 mil toneladas anuais, que abastece o mercado doméstico, mas se sustenta basicamente pela exportação de mais da metade de sua produção, em especial para países do sudeste asiático, ainda sem tecnologia substitutiva. Atualmente, 48 países aboliram o uso do mineral. No Brasil, vigoram leis estaduais em Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – além de São Paulo, bem como inúmeras legislações municipais, informa a Abifibro. A entidade congrega a Saint-Gobain Brasilit, a Quattor (ex-Suzano Petroquímica), a Braskem e a Cia. Siderúrgica Nacional, além de várias empresas revendedoras e distribuidoras de matériais de construção, nos diversos estados. M. A. S. R. |
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