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Potes de boca larga adotam polipropileno clarificado

O polipropileno clarificado avançou um passo em direção à conquista de espaço no mercado de potes transparentes de boca larga – dominado pelo policarbonato e pelo polietileno tereftalato. Uma nova embalagem processada por injeção-estiramento-sopro (ISBM) e elaborada com resina aditivada com nova geração de clarificantes que propiciam ultratransparência passou por rigorosos testes. O material suporta o envase a quente (até 1.000ºC) de produtos como bebidas isotônicas e molhos e processos de esterilização, além de permitir o uso em forno de micro-ondas.

As análises foram realizadas nos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento da Milliken, líder mundial em clarificantes e nucleação de poliolefinas, e da Aoki, fabricante de sopradoras, e comprovaram vantagens do PP aditivado no processo ISBM de estágio único (o equipamento injeta a pré-forma, estira e sopra o frasco) em substituição às resinas convencionais e ao polipropileno com os aditivos tradicionais.

O alvo do experimento foi um polipropileno da Quattor, aditivado com o clarificante de última geração da Milliken, o Millad NX8000. Os

Divulgação

Ultratransparente PP ganha espaço nos potes de boca larga para café

testes avaliaram vários parâmetros, como o índice de fluidez da resina, temperaturas de processo e velocidades de injeção. O estudo demonstrou que o uso do Millad NX8000 oferece uma janela de processo mais ampla e facilita a processabilidade do polímero, traduzida em maior produtividade.

A embalagem produzida com a resina clarificada com o NX8000 reduziu o peso da embalagem em cerca de 20% em comparação com as embalagens de PET usadas em produtos que requerem o processo de envasamento a quente. O material avaliado também mostrou barreira à umidade cerca de seis a oito vezes superior à do PET. A Milliken ressalta que o PP dispensa a etapa de secagem (necessária no processamento do PET) e possui taxa de cristalização alta.

O pote transparente de boca larga moldado com o PP clarificado também passou por testes no Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), que comprovou a maior barreira à umidade e também a vida útil de prateleira, comparada às embalagens de vidro.

M. A. S. R.

 

 

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