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Associação da Europa se posiciona sobre ACV A European Bioplastics, associação do Velho Mundo representante dos fabricantes, transformadores e usuários de bioplásticos e seus derivados, lançou recentemente uma publicação esclarecendo sua posição sobre as oportunidades e necessidades ligadas às análises de ciclo de vida (ACVs) de bioplásticos. Recebem essa denominação as resinas obtidas de fontes de matérias-primas renováveis, como as poliolefinas derivadas de etanol e as poliamidas derivadas de óleo de mamona, ou ainda os plásticos biodegradáveis e compostáveis segundo a norma europeia EN13432. Dessa feita, bioplásticos podem ser: baseados em matérias-primas renováveis e biodegradáveis; renováveis e não-biodegradáveis; ou baseados em fontes fósseis, mas biodegradáveis. Por conta da atenção que o mundo tem dado ao tema da sustentabilidade, os bioplásticos despertam interesse crescente da indústria e dos consumidores. Na busca por ferramentas que comprovem suas vantagens, surge a figura das ACVs, pelas quais é possível contabilizar todos os impactos ambientais associados a um produto ou serviço em todas as fases de sua vida – desde o “nascimento” (a extração das matérias-primas) até a “morte” (a disposição final). Como os resultados das ACVs têm sido cada vez mais utilizados em tomadas de decisão, a European Bioplastics aproveitou o ensejo para divulgar sua posição oficial sobre a ferramenta de análise. Apoio cuidadoso – No documento recentemente divulgado, a associação europeia declara seu apoio às ACVs como meio de promoção, quantificação e substantificação da sustentabilidade de produtos. Porém, ressalta que o uso da ACV na tomada de decisões requer o reconhecimento de suas limitações e de seu caráter em parte subjetivo, relacionado aos pesos estimados para as categorias de impacto ambiental e à interpretação dos resultados finais. Por esse motivo, a European Bioplastics se refere ao estudo de ciclo de vida como “a ferramenta mais compreensível e confiável disponível para a análise do desempenho ambiental de produtos e serviços”, mas que não pode, sozinho, definir a tomada de decisão. Além do resultado da ACV, a decisão final deve levar em consideração aspectos como a segurança, o uso pelo consumidor e a higiene. Também é preciso atentar para o fato de que uma análise de ciclo de vida é específica para o produto ou serviço a que se destinou, pois seus resultados são fortemente afetados pelo tipo de produto ou serviço, as matérias-primas necessárias, as tecnologias de produção e transformação, o meio de transporte e as distâncias envolvidas na distribuição, além da forma de disposição final. Portanto, a European Bioplastics admite que não são possíveis generalizações do tipo bioplásticos são melhores ou piores que outros materiais. Outra posição importante assumida pela associação diz respeito à contabilização do teor de carbono renovável nos estudos de ciclo de vida. Os bioplásticos contendo matérias-primas renováveis oferecem, de fato, uma pegada de carbono reduzida e dependente da quantidade de carbono renovável encerrada. No entanto, o termo carbono-neutro, utilizado para designar produtos que não geram emissões líquidas de carbono para a atmosfera, refere-se apenas ao carbono biogênico, isto é, o carbono sequestrado do ar pelas plantas e que compõe o biopolímero. A consideração automática de bioplásticos como sendo carbono-neutros e a omissão dos balanços de carbono biogênico dos inventários das ACVs, portanto, não são recomendadas pela European Bioplastics. A recomendação é de que o carbono biogênico seja considerado, no estudo, como qualquer outra variável, sendo necessário expressar as quantidades envolvidas no ciclo de vida do produto. O documento completo contendo todas as tomadas de posição da European Bioplastics, em inglês, pode ser baixado no site www.european-bioplastics.org . M. Azevedo |
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