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Evento debate compósitos de
plástico com madeira
O
mercado de Wood Plasctics Composites (WPC) na América do Norte já atinge a
casa das 850 mil toneladas por ano. Em 2000, eram pouco mais de 300 mil. Na
Europa e Japão, somadas as duas regiões, os negócios chegam a 200 mil
toneladas a cada doze meses. A Cincinnati Extrusion, uma das principais
fabricantes de extrusoras para esse tipo de blenda, comercializa 500
máquinas por mês em média, ou seja, seis mil equipamentos por ano.
O cenário para promover o crescimento das tecnologias
de WPC no Brasil foi discutido em 25 de novembro último por ocasião de um
evento organizado pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do
Nordeste Gaúcho (Simplás) e denominado “Seminário Internacional sobre
Competência Global em Compostos de Madeira e Plástico”. O encontro reuniu
mais de 300 pessoas, entre
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associados do sindicato, empresários,
estudantes, professores, técnicos ligados ao setor plástico e demais
interessados no assunto.
Daniel Mathias, da Cincinnati Extrusion de Viena – Áustria, apresentou
as tendências de mercado e produtos com WPC, especialmente as diferenças
entre o mercado americano, europeu e japonês, e sobre as máquinas de
extrusão da Cincinnati, bem como o processo de WPC.
Já a consultora internacional Irmgard
Bergmann, da Kompetenzzentrum Holz GmbH, sinalizou as alternativas de
matérias-primas de qualidade para a extrusão em WPC, como a casca de
arroz e a cana-de-açúcar, a questão da durabilidade e as misturas de
madeira com PVC, PP e PE, entre outros tipos de plástico. O
representante da Braskem Antonio Rodolfo Júnior comparou as vantagens do
PVC como matriz para o WPC, pois em sua opinião a resina torna o produto
menos inflamável, mais resistente e também porque o próprio PVC já é um
substituto tradicional da madeira em muitas situações.
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Fernando C.
Castro

Mathias divulgou máquinas da Cincinnati Extrusion, de Viena |
O quarto palestrante do dia, Alceu Lalli, da Pallmann
– Alemanha, comentou as formas de preparação da madeira para o WPC e os
processos das máquinas de extrusão da Pallmann. Lalli ressaltou que os pinus
plantados em grandes volumes no Rio Grande do Sul têm excelentes
propriedades para os compostos.
Martin David
Clemesha, da Quattor, explicou as propriedades e aplicações do WPC e as
diferenças que podem existir na escolha dos plásticos e madeiras para a
composição. Também apontou que um dos desafios do composto é a
diminuição do seu peso, indicando que o caminho do WPC é focar na
sustentabilidade, no ecologicamente correto e no mercado competitivo.
Felipe Medeiros, da Solvay Indupa do Brasil, reforçou na questão do PVC
grau de madeira, explicando as vantagens na manutenção da cor em virtude
da resistência da resina aos raios ultravioleta e da facilidade de se
aplicar à madeira. David Torrents, da Plasmec – Itália, mostrou as
tecnologias avançadas de mistura de WPC em máquinas e ferramentas e
explicou como esses equipamentos funcionam, dependendo do material
utilizado e do tipo de processo desejado. O último palestrante do dia
foi Erwin Krumböck, do grupo Gruber & CO Extrusion. Krumböck apresentou
o panorama das máquinas para extrusão e aplicações típicas com WPC, como
os decks para piscinas. |
Fernando C.
Castro

Medeiros: PVC grau de madeira resiste ao raio ultravioleta |
O seminário foi uma promoção da Cincinnati Extrusion,
HOB GmbH, Braskem, Pallmann, Quattor, Plasmec e Solvay. Segundo o presidente
do Simplás, Orlando Marin, trata-se do primeiro grande seminário de
transformação de blendas de madeira e termoplásticos promovido na América
Latina. Na América do Norte, 75% do WPC é aplicado na construção civil como
assoalho, gradil, montagem de portas e cercas.
Fernando Cibelli de Castro |
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