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Design por computador ganha versão mais veloz O programa de CAD (desenho auxiliado por computador, em inglês) 3D mais popular do mercado ganhou nova versão. O SolidWorks 2009 chega aos clientes mantendo a elevada média de aprimoramentos ano a ano, com mais de 260 modificações em relação à edição de 2008, voltadas a satisfazer três metas principais: a conclusão mais ágil do trabalho; o foco no projeto, e não na ferramenta de CAD; e o aumento da qualidade do produto.
interessante dessa redução de tempo, entretanto, é que ela se intensifica quando cresce o número de componentes do projeto, segundo o diretor de gestão de produtos da DS SolidWorks, Fielder Hiss. Testes avaliando conjuntos com 5 mil a 100 mil componentes, afirma Hiss, comprovaram o ganho de desempenho. A cada novo lançamento, a DS SolidWorks também procura tornar a utilização de sua ferramenta CAD mais simples, de modo que o usuário empenhe mais tempo na construção do projeto que na tarefa de aprender a utilizar o programa. Essa tendência já vem de versões anteriores, em uma tentativa de desmistificar o desenho tridimensional em computador. Reflexo desse esforço é a consolidação da tecnologia de recursos inteligentes SWIFT (SolidWorks Intelligent Feature Technology) na versão de 2009, com recursos que tornam mais amigável a interface com o usuário. Um exemplo é a capacidade de movimentação de conjuntos em tempo real, possibilitando a realização de alterações em geometrias com dimensões específicas tanto no ambiente de montagem quanto no de peça, tarefa que sofria restrições no ambiente de peça do SolidWorks 2008. A observação dos fluxos de trabalho dos clientes também mostrou ser muito comum a tarefa de acessar áreas específicas dos conjuntos para selecionar um determinado componente. Em conjuntos de grandes dimensões, esse passo aparentemente simples pode se tornar trabalhoso, pois o usuário, “perdido” entre tantas peças, pode ficar sem referência, ou ter dificuldade para selecionar pontos específicos. Por isso, uma das inovações do lançamento é uma lente de aumento que permite ampliar (aplicar um “zoom”) áreas determinadas do projeto, o que torna muito mais simples as seleções de entidades. Outra inovação que pretende melhorar a interface com o usuário relaciona-se com a exibição de posicionamentos. Na edição de 2009, o SolidWorks permite que, dentro de um conjunto, o usuário determine a exibição exclusiva dos componentes de interesse, enquanto o programa mantém oculto o que não pertencer à visualização escolhida, sem distorcer as relações de medidas e posicionamento dos componentes não exibidos na tela do computador. A preocupação com a interface homem-máquina também está clara no aprimoramento do suporte para monitor duplo, que agora permite arrastar, de um monitor a outro, a maior parte das janelas que poderiam conturbar a área gráfica de trabalho, tornando as telas do computador mais “limpas”. Produto aperfeiçoado – Dentre os pilares que a DS SolidWorks elegeu para o desenvolvimento da atual versão de seu programa, também está contemplada a obtenção de produtos finais com melhor qualidade. Segundo o gerente técnico Müller, muitos recursos de inteligência foram adicionados à criação de projetos, especificamente no quesito design, para produtos como peças plásticas. Alguns projetos desse tipo representavam, na visão de Müller, grande desafio para designers e engenheiros de produto, caso das peças com múltiplos corpos. A versão 2009 introduz um analisador inteligente de divisão de peça, que fornece em tempo real o comportamento da linha de divisão.
wizard clássico do Windows, que pede ao usuário informações sobre a estrutura em questão, como valores de tensão, deslocamento, peso ou deformação. O operador, então, fornece limites para esses parâmetros, que são armazenados em sensores virtuais que disparam se extrapolados os valores predefinidos. O ponto interessante reside no fato de o programa não ter, intrinsecamente, um valor máximo predeterminado para a precisão dessas simulações. Segundo o diretor de gestão de produto Fielder Hiss, o Simulation será tão mais fiel à realidade quanto maior for a quantidade de informações fornecidas ao consultor. Isso impede que o software se torne inadequado por excesso ou deficiência de precisão, uma vez que seu universo de aplicações abrange desde os mais simples artefatos, como uma embalagem plástica, até itens de extrema requisição técnica, como equipamentos para exploração de petróleo e gás ou componentes de trens de pouso de aeronaves. Para os clientes do segmento plástico, além da ferramenta de simulação, são especialmente importantes alguns dos novos recursos do SolidWorks 2009, como o PhotoView 360, que acelera a criação de imagens fotorrenderizadas, ou o 3DVIA, produto que facilita a construção de manuais de instrução de uso e montagem, catálogos, materiais de conteúdo e de marketing. “Na prática, a compilação desse tipo de manual leva muito tempo, e acreditamos que a nova ferramenta é muito interessante para essa tarefa”, afirma Müller. Mercado local – Já é uma tradição do SolidWorks adequar-se às necessidades específicas de seus clientes. No caso dos brasileiros, a maior evidência disso é a disponibilidade de uma versão do software no português falado por aqui, uma decisão importante da companhia tomada há cerca de quatro anos, em reconhecimento ao potencial do mercado nacional, e às sensíveis diferenças com o português falado em Portugal. Entre os grandes clientes locais, a DS SolidWorks computa empresas como Petrobras, Romi, Dedini, FMC, Marcopolo e WEG. Mas Fielder Hiss faz questão de ressaltar que, tanto no mercado brasileiro quanto nos mercados do exterior, são os pequenos e médios clientes os grandes responsáveis pelo sucesso da empresa. Companhias pequenas, no mundo globalizado, não são sinônimo de projetos pequenos ou simplórios. Elas podem ser a expressão de um empreendimento muito focado, como produtores de máquinas sob encomenda. Empresas da área médica, igualmente, tendem a ser pequenas, em seus primeiros passos, mas lidam com produtos bastante complexos. Esses fatos, no entanto, não devem ser encarados como uma proibição do desenho computadorizado tridimensional para projetos simples. “Muitos clientes potenciais ainda dizem que seus designs não são complicados o suficiente para usar 3D. Isso não é verdade, porque essa ferramenta torna mais rápido o processo de visualização de uma peça e a sua venda”, contesta Hiss. A explicação mais simples do diretor para arguições desse tipo é difícil de ser retrucada: “Por que usar programas em 3D? Pela certeza de que o projeto de um conjunto de peças funcionará perfeitamente na primeira tentativa, e isso gera um milhão de benefícios.” Esse apelo parece sensibilizar o mercado da América Latina, já que a DS SolidWorks previa, de janeiro a setembro de 2008, um crescimento de 30% na região, a despeito do preço de seus produtos, muitas vezes apontado como um investimento elevado para clientes de pequeno e médio porte. A comercialização de programas pirateados, no entanto, ainda é uma má notícia para os negócios da empresa. Na América Latina, a taxa de softwares utilizados sem o pagamento das devidas licenças (número relativo a todos os programas para computadores) ainda supera o patamar de 60%. Márcio Azevedo |
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