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Evento discute a reciclagem do PVC As alternativas tecnológicas de reciclagem do PVC flexível foram incluídas pela primeira vez na programação do “Seminário de Atualidades Tecnológicas: elastômeros, plásticos e adesivos”, realizado em Porto Alegre, de 2 a 3 de outubro, em sua décima terceira edição. O evento é organizado pelo Centro Tecnológico de Polímeros do Senai de São Leopoldo. Neste ano, reuniu 650 participantes no Centro de Exposições da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul.
O reciclador precisa conhecer ainda a temperatura do processo para minimizar o efeito corrosivo e a temperatura de aquecimento, a qual deve variar entre 150ºC e 220°C. É freqüente a adição de plastificantes. Da reciclagem podem ser produzidos plásticos reforçados por meio de blendas. Dependendo da finalidade do PVC, devem ser acrescentados às linhas de reciclagem equipamentos tais como moinhos, uma extrusora e uma prensa. “Podemos concluir que o resíduo de PVC, de acordo com as características da resina e do processo de aditivação e de plastificação, pode propiciar uma gama muito grande de produtos de consumo”, sublinhou Wiebeck. Da reciclagem do PVC flexível é possível produzir para a indústria automotiva painéis de porta, painéis de instrumentos, revestimentos de bancos, tapeçaria, cabos, perfis decorativos e protetores. Na construção civil, o PVC reciclado é reutilizável em algumas das aplicações da resina virgem, dentre as quais as conexões, tubulações, janelas, portas, fios, caixas para fusíveis, tomadas e telhas onduladas. Em bens de consumo, é compatível com a formulação de compostos empregados em solados para calçados, estruturas de barcos infláveis, cartões de crédito, mangueiras e bolsas. Se passar por esterilização, pode ser empregado em bolsas de sangue, mangueiras cirúrgicas, blisters para medicamentos, frascos selantes, desinfetantes, entre outros. Na proteção do meio ambiente, em membranas impermeáveis, tubulações de esgoto e drenagem. Já Isaac Inque, da Braskem, falou sobre o EVA, o qual também pode se constituir em alternativa ao PVC por oferecer propriedades semelhantes às das borrachas butadiênicas. A resina apresenta boa flexibilidade, elasticidade, polaridade alta proporcionada pela presença do acetato na formulação. De acordo com o boletim estatístico anual da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), com base em levantamento promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o Brasil produziu 5,3 milhões de toneladas de resinas virgens em 2007. O consumo aparente foi de aproximadamente 4,8 milhões de toneladas nos doze meses do ano passado. Do total transformado, 48 mil toneladas (1%), corresponde ao EVA (copolímero de etileno e acetato de vinila). O anuário da Abiplast revela ainda que 58% do EVA consumido no país é destinado à indústria de calçados; 23%, em filme (embalagens alimentícias); 2% para finalidades industriais; 4% em bens de consumo e 13% em outras aplicações não especificadas. No entanto, é reconhecido que volumes expressivos de EVA entram na composição do adesivo hot-melt e na manufatura total de calçados como as botas sete léguas, inteiramente injetadas. Neste volume estão incluídas aplicações como embalagens de absorventes higiênicos, material para encadernação, colagem de faróis, base de carpete e na plasticultura. O EVA funciona bem ainda em embalagens complexas de embutidos e carnes que precisam dar formato exato de peça. Em sopro é convertido em assentos sanitários e na Inglaterra vem sendo testado como bolsas de soro. Uma das vantagens pontuadas por Inque do EVA em comparação com o PVC é a ausência de cloro. Tal propriedade permite empregar o EVA na produção de bolsas de sangue, alternativa atualmente em desenvolvimento na Europa. Por outro lado, o EVA tem a desvantagem de produzir odor e pode se transformar em ácido acético. O cenário aponta para o crescimento do consumo da resina em co-extrusão e perda de fôlego em processos de sopro.
De acordo com as especificações do fabricante, o Olvex 50 substitui integralmente os plastificantes convencionais à base de ftalatos, os quais sofrem restrições em diversos mercados e produtos na industrialização de borrachas nitrílicas. Apresenta alta compatibilidade com elastômeros e desempenho comprovado, quando usado em sistema que contenha borracha sintética nitrílica (NBR), necessitando somente de uma pequena correção na utilização de enxofre. Caracteriza-se por não exudar em blendas NBR/PVC. O Olvex 05 é uma alternativa de óleo extensor para compostos e substitui os óleos aromáticos e parafínicos, sendo compatível com os elastômeros de estireno butadieno (SBR) por apresentar propriedades físicas e de processo similares às obtidas com os óleos aromáticos e parafínicos. O Olvex 50 e 05 estão adequados às normas definidas pela European Tyre and Rubber Manufacturer’s Association (ETRMA). O Olvex 51 é um plastificante primário, que substitui os plastificantes à base de ftalatos especialmente direcionados aos mercados de produtos alimentícios, brinquedos e artigos médico-hospitalares. Pode formar compostos com PVC, sendo indicado para a fabricação de mangueiras, perfis flexíveis, isolamento de fios, cabos elétricos, bem como extrusão e calandragem de filmes laminados semi-rígidos e flexíveis. Fernando Cibelli de Castro |
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