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Pesquisa estuda uso de PEUAPM na ortopedia

A DSM Dyneema e o hospital universitário de Maastricht, na Holanda, anunciaram um acordo conjunto com o objetivo de pesquisar novas soluções para a melhoria dos resultados de cirurgias em pacientes com deformidades na coluna vertebral. Combinando a expertise da DSM em tecnologia de materiais com o know-how clínico da universidade, o projeto busca alternativas, em acordo com tendências modernas, de procedimentos minimamente invasivos e que ainda preservem a mobilidade dos convalescentes.

O time responsável pela pesquisa baseará os estudos no polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM, em português, ou UHMWPE, em inglês) da DSM, cujas características de resistência mecânica máxima, aliada a peso mínimo, são adequadas às tentativas de melhorar a qualidade de vida e a mobilidade no pós-operatório. A alta razão resistência/peso do PEUAPM também permite a miniaturização de dispositivos, o que torna viáveis técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, promovendo uma recuperação acelerada e cicatrizes diminutas. Comparando peças de mesma massa, as fibras criadas com o PEUAPM da DSM Dyneema são 15 vezes mais fortes que as fibras de aço. Além disso, elas têm alta dureza e resistência à fadiga e à abrasão. O material já foi bem-sucedido em testes independentes quanto às suas características de citotoxicidade, sensibilização, irritação e mutagenicidade.

O acordo, inicialmente, vigorará por um ano, mas ambos os parceiros expressaram o desejo de alongá-lo, desde que os primeiros resultados sejam favoráveis. A criação de dispositivos protótipos ainda deve levar alguns anos.

Financiamento – A DSM também anunciou que receberá, por meio da DSM Biomedical, financiamentos providos por uma parceria público-privada holandesa, o Programa de Materiais Biomédicos (BMM, na sigla em holandês). A BMM disponibilizará mais de € 50 milhões, a serem aplicados em sete projetos, quatro dos quais (Nantico, Pent, Ididas e Smartcare) iniciados pela DSM Biomedical.

O projeto Nantico foca o desenvolvimento de tecnologias de revestimentos médicos para a prevenção de infecções associadas a implantes. No Pent, o objetivo é criar terapias de liberação de drogas no organismo a serem usadas no tratamento de tecidos pouco vascularizados, como o coração humano após um infarto. O alvo do projeto Ididas é o tratamento da degeneração dos discos intervertebrais (a maior causa de dores lombares), utilizando sistemas de liberação de drogas e implantes poliméricos inteligentes. Os polímeros também assumem participação especial no Smartcare, uma pesquisa que busca melhorar a função cardíaca em pacientes com problemas de falência cardíaca, por meio da liberação de células reparadoras com o auxílio de macromoléculas.

M. A.

 

 

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