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Embalagem flexível avança nos perecíveis Quatro anos de pesquisa e desenvolvimento, uma planta nova erguida em Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, município que faz divisa com São Paulo, e investimentos de R$ 12 milhões, incluindo uma co-extrusora multicamada de procedência alemã, resultaram na mais nova planta de embalagens flexíveis do país, destinadas ao armazenamento de leite longa vida. As embalagens são comumente conhecidas como sachês. O empreendimento pertence à empresa Plastrela, do Rio Grande do Sul, a primeira licenciada a produzir e comercializar essa modalidade de produto no país.As embalagens com sete camadas são obtidas por co-extrusão, seis de polietileno e uma interna de EVOH, que produz a barreira ao oxigênio, fundamental à conservação de alimentos perecíveis. A reportagem de Plástico Moderno testou a resistência dos saquinhos simulando o impacto da embalagem com uma sacola de supermercado rompida. Em sete quedas consecutivas, contendo um litro de leite, o saco permaneceu intacto. O mesmo recipiente foi ainda arremessado contra uma parede de pallets de madeira, sem sofrer qualquer ruptura. A embalagem longa vida com nome comercial Duraflex foi lançada experimentalmente em 2007 e agora ganha escala de mercado. As principais vantagens anunciadas pelo fabricante estão relacionadas com a facilidade de reciclagem e o custo similar a qualquer outro tipo de estrutura de polietileno. Com isso, o preço da embalagem pode oferecer redução entre 30% e 50% no preço final do leite tipo A, na comparação com a embalagem tetra pak, ou cartonada. Os sachês já foram empregados no mercado brasileiro, porém eram importados. O custo elevado impediu num primeiro momento a colocação do produto no país. O Duraflex mantém todas as propriedades para a conservação de laticínios longa vida por um período de 120 a 150 dias, sem a necessidade de refrigeração. As embalagens chegam às beneficiadoras de leite em bobinas. A impressão de rótulos é feita em flexografia na unidade de Estrela. A capacidade instalada para a produção dos sachês é de 3,6 mil toneladas por ano, mas a demanda neste ano será de um terço desse volume. Quando produzir a plena carga a unidade de Aparecida do Taboado irá representar 30% de toda a área de embalagens flexíveis da Plastrela. O foco inicial é a indústria de laticínios, tendo o leite como ponta de lança, mas também os segmentos de iogurte, queijos e carnes industrializadas podem ser atendidos. No futuro, irá atingir o mercado de pet food, cereais, embalagens industriais de produtos higiênicos e salgadinhos. Por enquanto a comercialização dos sachês está restrita ao Vale do Taquari, região próxima à Grande Porto Alegre, porém a construção da fábrica a 200 quilômetros da cidade de São José do Rio Preto-SP faz parte da estratégia da empresa para penetrar nos mercados do Paraná e no sudeste do país e, assim atender empresas como a Cooperativa Languiru, Conserva Oderich, Socil, Santa Helena, Kowalski, Total Alimentos, Alliance One, Santa Lucia, Nutrifarma, Nutridani, Pepsico, Engenho AM, Solae, entre outros.
reembalagens, salgadinhos, condimentos e stand up pouches. Há ainda a zip fácil, uma embalagem flexível de alta resistência com abertura por zíper. A Plastrela pertence ao grupo Luiz, proprietário de outra empresa transformadora de termoplásticos, a NTC, com matriz em Caxias do Sul e com filial montada igualmente em Aparecida do Taboado. A NTC é especializada em injetados e moldes. Produz embalagens rígidas, pisos elevados, pallets, peças para caminhões, aviões e embarcações. F. C. C. |
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