Outro lançamento da Arkema destina-se aos produtores de PVC suspensão. O produto, uma emulsão de 2-etil-hexil percarbonato não congelante, constitui um iniciador de polimerização com elevada concentração de princípio ativo (mais de 60%) dissolvido em água. Disperso em pequenas gotas, esse peróxido orgânico acelera a reação base e oferece ganhos significativos de tempo e produtividade, além de assegurar maior segurança durante o manuseio e armazenagem. O produto possui aprovação para contato com alimentos.

Concentrados de cor - Maior fatia dos masterbatches, as cores brilharam na Brasilplast. Com 30 anos completos em abril deste ano, a Cromex anunciou sua entrada nos mercados de BOPP e não-tecidos. No caso do BOPP, em particular, a Cromex entra para preencher uma lacuna na produção brasileira. "Os produtores de filmes de BOPP não dispunham de produtos nacionais", informou Marcelo Anunciação da Silva, gestor de negócios. O concentrado propicia maior opacidade e efeitos perolizados ou brancos aos filmes. No caso das fibras, o produto tem a função de colorir.
De origem japonesa, a Daicolor do Brasil, com fábrica em Diadema-SP, também completa 30 anos neste ano. O temperamento conservador dos japoneses persistiu por anos a fio na empresa do grupo Dainichiseika (com sede em Tóquio), que resistia em participar de feiras, mantendo a tradição do marketing boca a boca: cliente satisfeito atrai mais clientes.
Só há pouco tempo a Daicolor decidiu quebrar a tradição e participar de uma feira na Ásia. A repercussão foi boa, os clientes cobraram e a empresa marcou na Brasilplast sua segunda aparição em feiras, comentou a gerente de marketing Toshiko Yokote.
Na feira, a Daicolor destacou masterbatches de cor e de aditivos para o segmento de embalagens e divulgou a parceria no fornecimento desses concentrados para o plástico biodegradável da PHB, de Serrana-SP. Voltada para o mercado de especialidades, como cores especiais, a empresa atua também na área de plásticos de engenharia, com master, tingimento e compostagem.
O laboratório de pesquisa e desenvolvimento previsto para entrar em operação entre setembro e outubro próximo e masterbatches para resinas especiais constituíram o foco da Coreplas - 12 anos de mercado e segunda participação na Brasilplast. A linha de concentrados para o mercado técnico entrou em produção há cerca de seis meses. "A idéia foi diferenciar a empresa, porque os commodities são o feijão com arroz do mercado", comparou José Gonzaga. Na opinião dele, o laboratório também vai fortalecer a atuação da empresa.
A construção de nova fábrica foi o principal mote da Termocolor. O terreno de 10 mil m² em Cabreúva-SP deve ter cerca de 2.500 m² de área construída e tem localização estratégica: facilita a distribuição no interior paulista, onde a empresa pretende ampliar sua atuação, informou o gerente comercial Julio Carlos Isola. A nova unidade, a ser concluída até o final de 2006, terá capacidade anual da ordem de 7 mil toneladas de produtos entre masterbatches (carro-chefe), compostos e aditivos. De acordo com Isola, a aquisição de nova extrusora também vai elevar a capacidade de produção da fábrica sede da empresa, em Diadema-SP, alcançando patamar de 15 mil toneladas anuais.

Minérios em foco - "Recebemos visitantes israelitas, alemães, italianos e muita gente da América Latina", comemorou Antonio Alonso Ribeiro, diretor da Itatex, de forte atuação no ramo das especialidades minerais. A atração do expositor foram duas famílias de retardantes à chama e supressores de fumaça não halogenados, com destaque para o hidróxido de magnésio, produto de origem mineral tratado e micronizado, capaz de suportar até 400ºC. Revestida com organo-silano adequado à resina (pode ser incorporado aos termoplásticos em geral) e adicionada na proporção mínima de 60%, a carga confere efeito de retardante à chama e supressor de fumaça. A outra família destacada consiste no trihidroxido de alumínio, que suporta até 180ºC. A Itatex ainda aproveitou para divulgar blendas de silicatos especiais e extensores de dióxido de titânio. "Proporciona economia de até 20% de dióxido de titânio na formulação", ressaltou Ribeiro.
Recente aquisição e conseqüente expansão nas atividades foi o marco na passagem da Carbomil pela Brasilplast. Há 45 anos no mercado de cargas minerais, a empresa aproveitou a feira para comunicar a aquisição da Vixcarb, de Cachoeiro do Itapemirim-ES. A transação reverteu na expansão da linha de carbonato de cálcio cristalino.
De acordo com o diretor comercial Carlos Martin Larocca, a Carbomil pretende modernizar as instalações da nova unidade, instituir normas ISO de gestão de qualidade, e ainda desenvolver novos produtos. O produto, informa, é indicado em aplicações que exigem acabamento perfeitamente branco. O carbonato de cálcio de alta brancura deve ganhar destaque pelo rendimento, acredita. As indústrias de plástico e a de tintas são as principais beneficiadas.
A Carbomil produzia carbonato de cálcio cretáceo e cristalino em jazidas próprias em unidade em Fortaleza-CE, oferecido para as regiões Norte e Nordeste. A incorporação da Vixcarb permitiu à empresa estender sua atuação às regiões Sudeste e Sul. Mas as pretensões vão além: "Nossa intenção é ampliar os horizontes nas exportações", revelou Larocca.
Já a atração da Minérios Ouro Branco, outra tradicional empresa do ramo, ficou por conta do dióxido de titânio. Segundo o diretor comercial José Carlos Bartholi, a empresa adotou nova estratégia de preços para assegurar alta competitividade no mercado. "Existe uma grande demanda de dióxido de titânio no mercado e estamos com preços muito convidativos", diz. O pigmento perolado, produto mais recente no cardápio da empresa, também entrou na estratégia. "Queremos fidelizar a clientela."

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