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25ª FEIRA INTERNACIONAL DA MECÂNICA
MERCADO SE RENDE À INJEÇÃO ELÉTRICA
Menores custos de operação e maior qualidade das peças
injetadas tornam máquinas elétricas as preferidas dos fabricantes de peças
técnicas e finas
Rose de Moraes
Tradicionais fabricantes de sistemas hidráulicos renderam-se aos apelos de economia associados às operações de injetoras elétricas, bem como aos modelos especiais para injetar paredes finas. Ao expor essas e outras novidades, os fabricantes de injetoras ofereceram um show à parte ao público que lotou o Anhembi, em São Paulo, de 18 a 22 de maio, para acompanhar a mais concorrida vitrine de equipamentos da América Latina, a 25ª Feira Internacional da Mecânica, a Mecânica 2004, uma das mais antigas e bem-organizadas feiras setoriais do País, promovida há 45 anos pela Alcântara Machado Feiras de Negócios com o apoio da Messe Düsseldorf e Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
Para entender o interesse crescente do mercado por esses sistemas, os próprios fabricantes reconhecem que os novos modelos oferecem maior precisão e repetibilidade aos processos, que são realizados em ciclos mais curtos, e tendem a ser cada vez mais valorizados porque podem produzir sem riscos de contaminação, decorrentes do uso de óleos, consumindo 50% a menos de energia em relação aos sistemas convencionais.
A economia, portanto, deverá continuar pontuando os novos desenvolvimentos dos fabricantes para injetar peças técnicas, embalagens e descartáveis, seja pelo menor consumo energético ou de matérias-primas. A
Romi, depois de lançar na última Brasilplast a linha Eletramax de injetoras horizontais elétricas com componentes cem por cento nacionais e forças de fechamento dos moldes de 100 toneladas e 150 toneladas, apresentou o maior modelo dessa linha, com 220 toneladas de força de fechamento, espaço entre colunas de 560 mm x 560 mm e quatro opções para a montagem de unidades de injeção com capacidades aproximadas em PS de 330 gramas, 406 gramas, 491 gramas e 585 gramas.
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Um público ávido por novidades lotou o pavilhão do Anhembi nos
cinco dias da 25ª Mecânica
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Com movimentos suaves e silenciosos de abertura, fechamento, extração e injeção, a máquina da Romi produziu na feira tampas para cafeteiras em PP, injetadas e retiradas via manipulador (robô), de fabricação Star
Seiki, para pesagem no próprio local de exposição. O intuito de pesar a peça moldada objetivou demonstrar ao público a repetibilidade da máquina e a constância nos volumes de resina consumidos por injeção, aspectos cada vez mais valorizados pelo mercado comprador.
| Cuca Jorge |
"Desenvolvemos a linha de injetoras Eletramax para oferecer aos transformadores até 60% de economia no consumo de energia em comparação com os sistemas hidráulicos", informou Antonio de Pádua
Dottori, chefe do departamento de marketing da Romi. |
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Com o mesmo padrão tecnológico, as demais injetoras elétricas da série de 100 t e 150 t de força de fechamento apresentam espaço entre colunas de 410 mm x 410 mm e de 460 mm x 460 mm, respectivamente. Como diferencial todas as máquinas elétricas são providas de painel de comando Controlmaster 9, que opera em ambiente Windows e tem linguagem de programação aberta, fruto de parceria estabelecida entre a Romi e a B&R
International, empresa austríaca, especializada no desenvolvimento de softwares e painéis industriais. |
Cuca Jorge |
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| Dottori: economia de energia da Eletramax pode
chegar a 60% |
Em sequência às várias etapas de lançamento mundial, iniciadas em 2003 na Itália, na Milano
Plast, a Demag escolheu a Mecânica para apresentar pela primeira vez ao mercado brasileiro a linha de máquinas elétricas Ergotech
IntElect, que agora se integra aos sistemas hidráulicos, fabricados desde a década de 50 e aos sistemas híbridos, oferecidos desde 1998.
Constituída de quatro modelos de 50 toneladas até 150 toneladas de força de fechamento e capacidades em peso de injeção desde 12,3 gramas até 334 gramas em PS, as máquinas elétricas têm acionamento direto, motores de alto torque e refrigeração a água e dispensam a instalação de sistemas de redução, como correias, polias e redutores planetários, oferecendo também baixa rotação, outro aspecto positivo que permite maior precisão em todos os movimentos de abertura e fechamento dos moldes, incluindo a injeção e a
plastificação.
| Cuca Jorge |
A máquina escolhida para demonstração na feira foi a InteElect DD ET 100/420-310. Com acionamento direto e 100 toneladas de força de fechamento, o equipamento injetou conectores elétricos para aplicação no setor automotivo, em ciclo em vazio de 1,9 segundos. |
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"Com acionamentos descentralizados, as máquinas elétricas são mais precisas e consomem 50% a menos de energia em relação aos sistemas hidráulicos", considerou Udo
Löhken, gerente geral da Demag Ergotech Brasil. Além dessas vantagens, as elétricas executam as operações de forma silenciosa, e propiciam ciclos menores e simultaneidade de movimentos. |
Cuca Jorge |
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| Operação mais limpa é um dos diferenciais,
afirma Löhken |
Segundo assinalou
Udo, outra grande qualidade é poder realizar as operações de forma mais limpa, dispensando óleos, sendo também por esse motivo indicadas para a produção de materiais que não podem sofrer nenhum tipo de contaminação, como produtos de uso hospitalar (seringas, válvulas, etc) e componentes eletrônicos.
Tecnologia sem colunas - Reconhecidos mundialmente pela versatilidade de poder injetar moldes de grandes dimensões em máquinas de menor porte e a custos operacionais mais reduzidos, os sistemas sem colunas também se destacaram e foram apresentados pela austríaca
Engel, por intermédio de seu representante no Brasil, a HDB, que evidenciou as possibilidades oferecidas pelos novos sistemas de comando. Para o diretor presidente da
HDB, Herbert Buschle, essa foi a inovação mais importante introduzida nas injetoras sem colunas, máquinas de 25 toneladas até 600 toneladas de força de fechamento.
A nova geração de computadores permite que as máquinas sejam acionadas por sistema de toque na tela
(touch-screen), e tenham programação livre, o que propicia ajustar os moldes de acordo com as demandas de produção.
"Nossos sistemas de injeção oferecem total constância nos ciclos, têm processos vigiados e operam com programas de qualidade certificados, garantindo 98% de disponibilidade às máquinas, para atender às mais rigorosas exigências das indústrias automobilísticas, eletrônicas, farmacêuticas, entre outras", informou
Buschle.
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