PC em parceria – A Battenfeld Injection Molding Technology introduziu uma das principais novidades tecnológicas da NPE 2003: o processo IMPmore (in mold processing), em que a força de fechamento é proporcional à pressão interna da cavidade do molde. A tecnologia foi demonstrada na injetora hidráulica de duas placas HM 2000, de 2.000 toneladas de fechamento, produzindo janelas automotivas em policarbonato com área de 1 m2, com auxílio do robô ABB IRB6650, também da Battenfeld. Conforme o engenheiro de vendas Marcos Cardenal, da filial brasileira, uma das placas pressiona a peça durante a injeção, diminuindo as tensões residuais. “Isso é preciso devido às dimensões da peça”, explicou.  Márcio Azevedo
Cardenal: sem tensões residuais

As tensões têm magnitude elevada na porção superior da janela, local onde se inicia a injeção. A máquina possui tirantes retráteis de modo a permitir que o robô extraia a peça. “Sem essa adaptação seria necessária uma máquina maior”, disse Cardenal. Além de extrair as janelas, o robô realizava rápido controle de qualidade durante a operação no estande, expondo as peças injetadas em um polaroscópio capaz de revelar as tensões no material. A HM 2000 possui motor de alto torque para rosca refrigerada que previne a adesão do policarbonato à rosca. 

A injeção de PC para a produção de janelas automotivas decorre de parceria entre a Battenfeld, fabricante da injetora, a alemã Summerer Technologies, fabricante do molde, e a Exatec, joint venture desde 1998 entre a Bayer Polymers e a GE Plastics responsável pelo desenvolvimento da resina. 

Márcio Azevedo A utilização do PC apresenta diversas vantagens, segundo informações de Timothy J. Edwards, da área de desenvolvimento de negócios da Exatec. “Crash tests demonstraram que as janelas manufaturadas em PC não se fragmentam durante o impacto, reduzindo o risco dos passageiros serem ejetados do veículo em caso de acidente. Também diminui a chance de ferimentos causados por estilhaços”, disse.
Testes aprovam uso do PC, afirma Edwards

Algumas dificuldades técnicas impediram o emprego de PC em janelas automotivas nos últimos anos. Entre elas, o fato de que o material é relativamente mole e risca facilmente. Também porque não havia processo que tornasse economicamente viável a produção em série, e tampouco era possível confeccionar peças de grandes dimensões contornando o problema das tensões, que provocavam distorções no produto moldado. A resina desenvolvida pela Exatec e o processo criado pela Battenfeld e pela Summerer superam os problemas. Edwards ainda destacou outras vantagens que o PC proporciona. “A injeção com PC permite construir peças de geometria complexa e com raios acentuados, o que não é possível com o vidro atualmente utilizado. Além disso, o material oferece diversas opções estéticas, nas formas opaca, transparente, texturizada ou colorida”, completou. 

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A Arburg lançou modelo elétrico...

Tradicional na fabricação de máquinas moduladas, a Arburg, situada em Lossburg, na Alemanha, expôs pela primeira vez a injetora Allrounder 820 S, com força de fechamento de 440 toneladas. O desenvolvimento da máquina completa o ingresso da empresa no segmento de injetoras de maior porte, iniciado em 1999 com o lançamento do modelo 620 S, sucedido pelo modelo 720 S. O maior modelo da Arburg conta com capacidade máxima de injeção de 1860 gramas (referência poliestireno), distância entre os tirantes de 820 mm e três diâmetros de rosca disponíveis: 70 mm, 80 mm e 90 mm. A injetora possui ajuste automático do molde, relacionado às distâncias entre a placa móvel e a fixa, que podem ser fixadas em qualquer valor entre 1.050 mm e 1.550 mm, com curso comandado pelo sistema central de controle Selogica, próprio da Arburg. O arranjo possibilitou redução do consumo de energia e menor tempo de ciclo.

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...e também a maior injetora Allrounder

A empresa também estreou no ramo das injetoras elétricas, com o modelo Allrounder 420 A, da série Alldrive. Com força de fechamento de 88 toneladas (articulação em cinco pontos) e distância entre tirantes de 420 mm, a injetora tem os movimentos de abertura e fechamento do molde, injeção e dosagem acionados eletricamente, mas a ejeção, o avanço do bocal e os movimentos de tração ainda são acionados por sistema hidráulico. Durante a NPE, a injetora 420 A operou moldando pipetas de polipropileno em molde de 32 cavidades.

A Sumitomo Plastics Machinery, do Japão, teve participação na NPE 2003 baseada em modelos elétricos, híbridos ou não. A empresa introduziu a nova série de injetoras elétricas verticais SR no mercado norte-americano, composta por máquinas de mesa giratória desenhadas para aplicações de inserto e peças de paredes finas nas indústrias automotiva, elétrica, médica e de produtos de consumo. 

A série SR é equipada com cinco servomotores síncronos AC fabricados pela própria Sumitomo, que controlam as etapas de plastificação, injeção, fechamento, ejeção e rotação da mesa. A Sumitomo afirma que a máquina chega a ser 50% mais econômica que o modelo vertical hidráulico semelhante, e possui precisão de repetibilidade na carga de injeção com desvio da média menor que 0,02%. A rapidez da máquina apoia-se em algumas características particulares, como a realização dos insertos durante a operação de moldagem. Somam-se ainda a alta velocidade de injeção, de 300 mm/s, e a velocidade de rotação da mesa, que gira 180o em 1,6 segundos. 

A linha conta com modelos com força de fechamento de 55 t e 83 t. Durante a feira, a Sumitomo operou o modelo SR50 (de 55 toneladas), produzindo carcaças de sensores automotivos em PBT reforçado com fibra de vidro (massa de 0,69 oz ou 19,56 g), com insertos confeccionados em bronze de apenas 3,69 g (0,13 oz). 

Outra novidade para o mercado norte-americano foi a série SE-HY de injetoras híbridas. A linha assistida por acumuladores hidráulicos destina-se à produção de embalagens, ou aplicações com semelhante demanda por alta rapidez e produtividade. Dois modelos estão disponíveis: o SE350HY, com 385 t de fechamento, e o SE450HY, com 485 t. A série faz uso de três servomotores AC de fabricação da Sumitomo, equipados com controle digital em loop fechado, para a plastificação, o fechamento e a ejeção. Os acumuladores dotados de controle com servoválvula em loop fechado são empregados no deslocamento da unidade de injeção, na injeção propriamente dita, na contrapressão, na tonelagem e no recuo da rosca. 
“Essa série de injetoras híbridas alia a alta performance e o desempenho comprovado em campo de duas de nossas maiores linhas, a série SES de injetoras elétricas e a série SGM de injeção auxiliada por acumuladores”, disse Jerry Boggs, vice-presidente executivo da empresa. A linha opera com taxas de injeção entre 3.141 cm3/s a 4.021 cm3/s, as quais dependem do modelo da máquina e do diâmetro de rosca utilizado. 

A Sumitomo ainda demonstrou máquinas da série direct drive SED, com força de fechamento na faixa 55 t – 200 t. Foram expostos os modelos SE18D, SE30D, SE100D e SE350S. Segundo Boggs, as máquinas agora são fabricadas nos Estados Unidos, em Jefferson, Geórgia. A linha SES de injetoras elétricas também está sendo produzida na unidade americana.

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