Extrusão – A Perfilpolimer, de Joinville-SC, exibiu um equipamento versátil, que chega ao transformador já montada. Trata-se de uma monorrosca da série EMR com ciclo de produção de 100 quilos/hora. De acordo com o fabricante, tem controles precisos de movimento dos motores.
Arburg: maior preocupação em difundir a marca

Dotada de computador industrial, funciona totalmente automatizada, sendo concebida para processar PVC. Com algumas alterações na rosca, atende qualquer resina utilizada na confecção de perfis, mangueiras, tubos. “Não tem transtorno. É só desempacotar e plugar na tomada que ela sai operando”, disse o diretor da Perfilpolimer Edson Ferreira. 

Segundo ele, existem 25 unidades da última geração EMR em São Paulo, oito em Caxias do Sul, duas em Santa Catarina e uma em Minas Gerais. “Para mim a Tecnoplast é a feira ideal porque está numa região com vocação para a transformação de termoplásticos”, elogiou Ferreira.
Ferreira exibiu extrusora de 100 kg/h para PVC

Na ótica de Robson Roberto Leandro, da Oryzon, a feira poderia ter sido melhor. “Muita gente que viria aqui foi para Chicago”, disse ao lembrar que o evento de Caxias coincidiu em data com a mega-exposição norte-americana. Mesmo assim, Leandro torce a favor da consolidação da Tecnoplast. “Todo mundo sabe que essa região é grande transformadora de plásticos. É fundamental para Caxias manter o evento”, salientou. Na Tecnoplast, a Oryzon exibiu uma extrusora monorrosca modelo OZ-EXM. A Oryzon tem se dirigido ao mercado com o propósito de criar soluções versáteis a seus clientes. Por isso, com algumas alterações sua máquina é capaz de processar PVC rígido ou flexível, polipropileno, polietilenos, poliestireno, policarbonato, poliacetal, ABS, entre outras resinas. 

O grupo italiano Bausano também foi destaque na feira com a extrusora MD-154, equipada com boa variedade de periféricos, chamando a atenção pelo seu esmerado acabamento. 
Extrusora da série EM foi destaque da Miotto

A Miotto apresentou uma extrusora da série EM, modelo-03, versão atualizada da unidade vendida para um transformador caxiense na primeira edição da feira em 2001.

Transformação – A MVC, empresa do grupo Marcopolo e um dos maiores fabricantes de ônibus do mundo, instalou-se em 1986 no distrito automotivo paranaense com o firme propósito de revolucionar a fabricação de peças técnicas. O resultado são painéis de carros e ônibus, pára-choques e toda a sorte de peças de acabamento para a indústria automobilística, cuja alta qualidade fez com que a empresa passasse a abastecer até a própria concorrência da Marcopolo: a Volvo e Scania. 
Atualmente, a MVC abastece a linha de montagem da Mitsubishi com o teto extrudado da Pajero TR4 montada na cidade de Catalão, em Goiás, com o protetor do Carter da L 200, além do painel do jipe Troller, fabricado no Ceará. A empresa processa cerca de 800 peças por dia, correspondendo a umas 400 toneladas de resina por mês e acaba de entregar 250 paredes de ônibus. Sua filial em Caxias do Sul passou a operar no começo deste ano. Há outras unidades no México, Rio de Janeiro e Goiás.

Painel de jipe termoformado pela MVC

A MVC também abastece a linha branca de eletrodomésticos com gabinetes para condicionadores de ar, peças de revestimento do EMB 70, jato da Embraer. A empresa desenvolveu ainda o RTM light, processo para a obtenção de peças em fibra de vidro por baixa pressão, empregado na construção de cabines telefônicas e orelhões para as principais operadoras do país.

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