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Engenharia dos plásticos – Embora as operações com os plásticos de engenharia ainda não alcancem os resultados estimados pela Polipolymer, garantem dois aspectos importantes: clientes fiéis e vendas programadas.
| “As especialidades permitem planejamento mais elaborado e parceria duradoura entre fornecedor e cliente, ao contrário das commodities onde prevalecem questões relativas a preço e prazo”, afirma o diretor comercial Fritz F. Johansen. Forçaram ainda a especialização da equipe comercial. “Garantem maior amplitude à distribuição.”
A principal dificuldade, no entanto, refere-se à demanda bastante reprimida, contrariando as previsões de crescimento médio de quatro vezes o valor do produto interno bruto (PIB). |
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| Johansen: commodities brigam com o preço e
prazo |
“Iniciamos os trabalhos com base numa estimativa não consolidada”, afirma Johansen.
Os setores automobilístico e eletroeletrônico, entre os mais afetados pela recessão dos últimos anos, são os principais usuários dos materiais de engenharia. O aumento das importações de produtos acabados também desestabilizou o mercado.
Os problemas enfrentados pelo setor têm exigido grande criatividade e poder de reação por parte das distribuidoras. Em fevereiro, a Polipolymer colocou no mercado formulação própria, à base de PS, com alto brilho e boa resistência ao impacto. “Trata-se de uma alternativa ao ABS”, diz Johansen. As blendas de PS são fornecidas sob encomenda. Em 2001, iniciou a distribuição do náilon 6 da HoneyWell. Mais recentemente firmou parceria com a Rhodia para venda de náilon 6.6, com grades naturais e carregados; de poliacetal da LG e de polimetilmetacrilato da Resarbras Acrílicos. Fazem parte do portfólio da empresa ainda PP, PEAD, PEBD, PEBDL e EVA.
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Com atuação exclusiva nas especialidades, a Petropol, de Mauá-SP, já começa a sentir o peso da concorrência. “O mercado cresceu muito. A queda nos preços empurrou a demanda e chamou a atenção dos grandes distribuidores”, diz o diretor da empresa Rogério Tadiotto. O poliacetal que anos atrás era comercializado a 10 dólares o quilo pode ser encontrado a 3 dólares, em média. O mesmo ocorre com as poliamidas e outros materiais. |
| Tadiotto: avanço vira frustração |
As mudanças resultam ainda da reestruturação das petroquímicas visando implantar ou fortalecer a rede de distribuição, até então mais efetiva no mercado das commodities. “A diversificação das resinas abriu muitos caminhos aos plásticos de engenharia, em uso em diversos segmentos de aplicação. Mas, em volume o mercado ainda deixa a desejar e não avançou como se previa”, afirma. Dentro desse contexto, Tadiotto ressalta a importância da revenda especializada no desenvolvimento de novos nichos. Aposta ainda na experiência e excelência do distribuidor especializado para vencer a concorrência no varejo.
Segundo ele, os bons resultados já começaram a aparecer. Em agosto a Petropol completa um ano como distribuidor autorizado do Elastollan, poliuretano termoplástico (TPU) da Basf. A parceria, no entanto, já persiste há três anos e exclui a região Sul, onde a petroquímica tem outro distribuidor nomeado. Fundada há quase uma década, a empresa sempre focou as operações nas especialidades. Revende também os plásticos de engenharia da DuPont. “Nesse caso, não existe contrato de bandeira, mas a formalização como revenda”, explicaTadiotto.
Compostos de PP, poliamida, PC, ABS e outros formulados pela empresa, cujo volume supera 1.500 t/ano, também fazem parte da linha. A distribuição de resinas, correspondente a 55% do faturamento global de quase US$ 2,5 milhões, representa perto de 800 t/ano. A Petropol vai investir cerca de R$ 2,5 milhões na construção da nova sede, também em Mauá, com 3.850 m² de área. Além da ampliação do espaço, o projeto contempla novidades na área de compostos, por enquanto, mantidas sob sigilo.
Foco nas especialidades – Até 2004, as especialidades devem corresponder a 30% dos resultados da SPP Resinas, segundo estimativas traçadas pelo gerente de negócios Amarildo Bazan. A ampliação da linha de produtos começou com os co-poliésteres e metacrilatos da Eastman em 2002. Neste ano, firmou contrato com a Cabot e Kraton para distribuição de masters especiais e borracha termoplástica, respectivamente. Outras novidades serão anunciadas após a NPE, em
Chicago, segundo Bazan. “Reforçamos a atuação no segmento de transparência com impacto, uma tendência da indústria de transformação de plásticos.”
Conhecida pela sua atuação multimarcas, a SPP constituiu equipe técnica especializada composta por doze profissionais para atuar com as especialidades. “No total, contamos com 55 vendedores em território nacional.” Outra estratégia da SPP está em manter extensa rede de armazéns. Atualmente conta com oito instalações – Porto Alegre-RS, Curitiba-PR, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador-BA, Recife-PE, Manaus-AM e Uberaba-MG –, e ainda pretende inaugurar outras três até o final do ano nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. “Com os produtos sempre perto dos clientes, entregamos em qualquer ponto do País em no máximo 48 horas”, garante.
Apesar de todas as dificuldades do primeiro semestre e a estagnação das vendas até o final de junho, Bazan traça estimativas otimistas para o próximo período. “Estou confiante na recuperação do mercado.” Sendo assim, mantém a previsão inicial de crescimento de 22% e aumento da rentabilidade em torno de 8%. “Em 2002, registramos 18% de alta no volumes comercializados.”
Além do aumento da linha de produtos e inclusão de itens de maior valor agregado, estratégias administrativas e de logísticas respondem pelos resultados positivos. “Reduzimos o custo operacional e enxugamos a estrutura.” As vendas pela Internet, por meio de site próprio, respondem por 5% do total, dos quais 25% correspondem às especialidades.
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A Activas, de Santo André-SP, também promete novidades na linha das especialidades a partir de julho. O diretor Laércio Gonçalves informa que haverá ampliação do portfólio, mas não antecipa outros detalhes. |
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| Gonçalves: foco em especialidades no Sul |
A empresa, que começou com os plásticos de engenharia e depois aderiu às commodities, é distribuidora autorizada Bayer, Atofina, Basf, Policarbonatos do Brasil, Multibase, Nitriflex, Polibrasil e Politeno.
No segundo semestre, a empresa inaugura a filial de Caxias do Sul-RS, cujo principal alvo é o mercado dos plásticos de engenharia. Segundo Gonçalves, a nova base deverá responder por pelo menos 10% do faturamento global. Hoje seu principal mercado é a região metropolitana de São Paulo com 40% de participação no volume das vendas. As especialidades respondem por 20% do faturamento. Também está nos projetos da empresa a construção de um centro de distribuição. “Já adquirimos o terreno em Cajamar, interior de São Paulo, nas proximidades do
Rodoanel”, diz.
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