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Flexografia investe na robustez e na rapidez para crescer
IMPRESSORAS
Mercado refina as embalagens e estimula os fabricantes de máquinas a investir
em novos recursos
Renata Pachione
FLEXOGRAFIA ESBANJA
INOVAÇÕES E CRESCE
Os fabricantes de impressoras brindam seu s usuários com a oferta de máquinas robustas, automatizadas e de trocas rápidas de serviço. a sofisticação tecnológica exigida pelo mercado de embalagens reforça as perspectivas otimistas dos fabricantes, sobretudo, quanto aos negócios fora do País.
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“Em franca ascensão”. Dessa forma o gerente de exportação e marketing da Feva – Máquinas Ferdinand Vaders, de Cotia-SP, Geraldo Constantino Junior percebe o mercado brasileiro de flexografia. A crença no potencial do setor se traduz inclusive nos novos empreendimentos da empresa, como a ampliação da fábrica dos atuais 10 mil m² para 15 mil m², prevista para este semestre. Além do ganho de área útil, esse incremento se refletirá em aperfeiçoamentos tecnológicos. Isso porque parte da nova área (3 mil m²) será destinada para a fabricação de máquinas da Paper Converting Machine Company (PCMC), empresa parceira da Feva, com tradição na produção de impressoras flexográficas nos Estados Unidos. |
Cuca Jorge |
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| Constantino aposta nas máquinas de grande
porte e valor agregado |
De acordo com Constantino, a Feva pretende, com essa reforma, fomentar a fabricação de máquinas de grande porte e de maior valor agregado. Constantino entende a necessidade de o fabricante competir não somente com o preço das máquinas, mas também com qualidade. “Temos condições de atender aos mercados mais exigentes e com preços competitivos”, orgulha-se o gerente. Os planos da empresa incluem para breve a entrada nos mercados norte-americano e chinês. Hoje a Feva exporta cerca de 35% de sua produção, mas projeta aumentar a marca para 50% neste ano.
O avanço tecnológico anunciado pela empresa se comprova na Fevaflex FFR 1200/8. Idealizada para otimizar o aproveitamento de filmes coextrudados de alto custo, a impressora flexográfica traz alguns benefícios como as trocas 100% automáticas de materiais do desbobinador e bobinador, fazendo a emenda no ponto exato ao final da bobina. Por conta desse item, caso ocorra o rompimento do filme, a interrupção dos trabalhos é automática.
| Cuca Jorge |
A Fevaflex a oito cores apresenta como pontos fortes a secagem a gás e o sistema exclusivo de corte da injeção do ar quente no entre cores. O projeto foi desenvolvido para que durante a parada da máquina, a circulação de ar se mantenha em temperaturas constantes, possibilitando, de acordo com Constantino, imediato retorno de trabalho. |
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| Fevaflex 8 cores imprime até 300 m/min. e tem
secagem a gás |
Além da velocidade máxima de impressão de 300 m/min, o modelo conta com sistema de inspeção automática frente e verso, controles de tensão com freios a pó magnéticos, combinados com servomotores no desbobinador, e controlador microprocessado para o encaixe automático da impressão.
Experiência européia - A Comexi do Brasil também esbanjou sofisticação com o lançamento do modelo FJ 2100. O projeto da máquina se baseia em cilindros porta-clichês e tramados montados em um sistema cantilever. A operação se dá com camisas e grupos impressores com posicionamentos semi-automático, idealizados para trocas rápidas de trabalho. Os registros são motorizados e com comando à distância, enquanto os conjuntos doctor blade, por sua vez, são revestidos de teflon e possuem posicionamento e pressão pneumática. Equipada com controle automático de tensão, mediante compensadores pneumáticos, a máquina, que roda a 300 m/min, também possui pré-seleção automática das instruções desde o computador central, e sistema de secagem composto de sete telas entre tinteiros, de quatro lábios cada uma, e de um túnel de secagem final. Se o usuário quiser, pode instalar incinerador para a eliminação dos solventes e assim aumentar a economia de energia.
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Outro ponto importante dá conta da limpeza da máquina. Composta por um conjunto de bombas pneumáticas para recirculação da tinta, bem como de válvulas reversíveis de fluxo de fluídos, a impressora faz lavagem rápida dos cilindros anilox, dos conjuntos doctor blade e dos encanamentos de tinta. O sistema computadorizado num ambiente Windows e com tela táctil (touch screen) realiza as funções de interface homem-máquina. O diretor comercial e de marketing da Comexi Jeferson Luiz Giampietro explica que a máquina destina-se para aplicações personalizadas, ou seja, pode ser configurada para atender às necessidades específicas do mercado. |
Cuca Jorge |
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| Giampietro inaugura no Sul fábrica da Comexi |
A FJ 2100 apenas mostra o potencial da Comexi, um dos mais importantes fabricantes mundiais de impressoras flexográficas. Com fábrica recém-inaugurada em território nacional, o fornecedor espanhol pretende consolidar-se no mercado brasileiro, agregando sua imagem a alta tecnologia. Apesar de possuir escritório em São Paulo desde 1996, a empresa precisava de uma unidade fabril com capacidade para atender à demanda do mercado latino-americano. Para se ter uma idéia, só nos últimos sete anos, a Comexi cresceu 140%. Por conta desse avanço, a empresa inaugurou no mês de dezembro do ano passado, em Montenegro-RS, a sua primeira célula de produção fora da Espanha.
| Cuca Jorge |
De acordo com Giampietro, a unidade tem a seu favor a tradição e a tecnologia da matriz européia. “Viemos brindar a indústria nacional com o que existe de melhor em impressão flexográfica. O nosso cliente terá condições de competir com concorrentes de qualquer lugar do mundo”, explica. Isso significa que no catálogo da Comexi do Brasil já estão disponíveis impressoras de oito e dez cores, com a opção de operar com ou sem engrenagem. |
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| Impressora FJ 2100 é parte das opções da
Comexi |
Com a chegada da Comexi no País, o mercado ganha não ganha apenas no quesito qualidade, mas também em quantidade. A unidade tem capacidade para produzir 30 impressoras por ano. No momento, a fábrica opera com a produção de dez máquinas, cota já vendida. Com o objetivo de estar entre os três líderes do setor flexográfico, Giampietro avisa que a Comexi não economizará esforços para aprimorar o mercado, inclusive impulsionar a concorrência rumo à excelência tecnológica da flexografia.
A tradição de fabricar impressoras vem de 1956, quando a empresa espanhola passou a atuar no ramo, produzindo máquinas a duas cores. Com pioneirismo, introduziu na indústria européia diversos aperfeiçoamentos, como a máquina a oito cores de tambor central, com controle numérico e sistema de camisas em cilindros porta-clichês e anilox.
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