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Cuca Jorge

Nova máquina da Maqplas opera com oito servo-motores
CORTE E SOLDA
SETOR INVESTE MAIS EM AUTOMATIZAÇÃO
A fim de conquistar maior parcela dos mercados interno e externo, os fabricantes
aperfeiçoam os recursos das máquinas
Renata Pachione
Animados com os resultados colhidos com a presença na última Brasilplast, os fabricantes de máquinas exibem novo fôlego para acompanhar os avanços da indústria de conversão e aumentar a participação nacional no exterior. Ao encontro dessa perspectiva, processos computadorizados e automatizados enriquecem os produtos ofertados com sofisticação operacional e alta produtividade.
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Há mais de 30 anos no mercado de corte e solda, a Hece Máquinas, de São Carlos – SP, destaca o modelo HP-3, voltado para a produção de sacos pouch e stand up pouch. “Esse tipo de embalagem é a grande vedete dos mercados norte-americano e europeu. No Brasil os sacos pouch e stand up pouch também vão se estabelecer em breve”, comenta o gerente industrial da Hece Luiz Fernando V. Sverzut. |
Cuca Jorge |
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| A HP-3 da Hece produz pouch e stand up pouch |
O principal diferencial da máquina dá conta da alta produtividade: opera até 200 ciclos por minuto. Toda automática e de construção modular, incorpora diversos acessórios e configurações. Também conta com sistema de movimento dos cabeçotes de solda acionados por servomotores e controlados por comando numérico computadorizado (CNC). Como opcional, dispõe de conjunto aplicador de zíper, de solda central ou de solda stand up, e guilhotina acionada por servomotor brushless (sem escova).
Voltadas à produção de sacolas do tipo camiseta, as máquinas da série EC também merecem a atenção dos usuários. A linha apresenta desbobinador tangencial, sanfonador balão e sistema de alinhador de impressão, entre outros.
Atração da série, o modelo SC -1100-EC é equipado com robô e opera com quatro pistas de sacolas de 40 cm x 50 cm. Produz sacolas plásticas para supermercado, alcançando a marca de 230 ciclos por minuto. “Um dos diferenciais refere-se à sua capacidade de entregar a sacola já dobrada na mesa”, explica Sverzut. Outro destaque da linha é a SC-700-EC III, destinada à produção de sacos convencionais.
A empresa fabrica máquinas automáticas para sacos, sacolas, sacos de fundo redondo, wicketeiras, rótulos ou picotado, corte de ráfia, e corte e solda de pouches. Conforme avalia Sverzut, esse mercado é bastante competitivo, impulsionando novos desenvolvimentos. Mas o principal gargalo para o avanço é mesmo a informalidade. Para Sverzut, em função do grande número de empresas clandestinas, as indústrias sérias e idôneas, lista na qual a Hece se inclui, sofrem com a concorrência desleal de maus pagadores de impostos.
Mesmo diante dessa realidade, o principal negócio da Hece é o de corte e solda, representando 70% das vendas. A termoformagem, outra área de atuação da empresa, responde por 30% do volume produzido. Isso porque, na opinião de Sverzut, corte e solda consiste em um mercado bastante atraente, cujo nível tecnológico tem se mostrado excelente, estimulando constantes incrementos nas máquinas. Um exemplo fica por conta dos processos computadorizados. “A eletrônica já é uma realidade nas máquinas brasileiras. Essa sofisticação veio para triplicar a velocidade de trabalho”, diz. Mas fez uma ressalva. Para ele, os fabricantes de máquinas têm de ser cautelosos para não exagerar nos aperfeiçoamentos e tornar os produtos inviáveis para o poder aquisitivo do industrial brasileiro.
Sofisticação – A Hudson-Sharp Machine do Brasil, de Araraquara –SP, apresenta a nova integrante da linha de produtos classe A, o modelo SUP 750.
| Cuca Jorge |
Com capacidade de operação de até 60 m/min, a máquina é servoacionada e produz embalagens pouch laminadas ou multicamadas, nas versões stand up e três soldas, com a opção de agregar ou não zíper. O modelo, segundo o gerente comercial Eduardo Slikta, reúne benefícios quanto ao custo, à baixa manutenção e ao nível de aparas reduzido. O projeto da SUP 750 também visa oferecer flexibilidade para novas aplicações nas operações de conversão, por conta do desenho métrico, da construção modular e do curso de trabalho reduzido. |
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| Slikta: variedade de modelos garante vantagem
competitiva |
Com presença mundial, o grupo Hudson-Sharp é composto por quatro unidades industriais, com destaque à fábrica de Araraquara-SP. No local são fabricadas as linhas de máquinas convencionais de corte e solda, de pouch e wicketer. Na opinião de Slikta, a variedade de modelos garante vantagem competitiva à empresa, num segmento de concorrência acirrada, disputado por grande número de fabricantes de máquinas. A estratégia da unidade brasileira se sustenta na possibilidade de oferecer ao mercado nacional máquinas fabricadas com conceito tecnológico de ponta, proveniente da matriz alemã. “Todos os projetos seguem um critério global”, afirma Slikta.
Também novidade da marca, a máquina wicketer MS750 W opera com alta velocidade (até 280 cortes por minuto). O modelo produz embalagens com ou sem impressão, em quantidades pré-determinadas e empilhadas nos pinos wicket. Na opinião de Slikta, um dos benefícios da máquina é a sua versatilidade, que permite à indústria de conversão produzir diversos tamanhos de embalagens – desde 76 mm x 241 mm até 343 mm x 711 mm.
O modelo também se destaca por possuir sistema de excêntricos de movimentação do cabeçote de solda, ajustável na parte exterior da estrutura da máquina, otimizando o processo. Conta ainda com sistema de registro de impressão e correção no comprimento da embalagem em dois sentidos. As informações são transferidas ao microprocessador por meio de software patenteado pela Hudson-Sharp, que comanda automaticamente a correção de tração pelo servomotor. Os cabeçotes de solda da MS 750 W também possuem mecanismo de ajuste de pressão por meio de parafusos milimétricos, graduados nos mancais de apoio.
Inovações – Fabricante de equipamentos para corte e solda desde 1990, a Maqplas, de Osasco-SP, informa ser ela a responsável por introduzir no mercado brasileiro a primeira máquina computadorizada. Seguindo a tendência apresentada na Europa e nos Estados Unidos, em 1993 implantou o servomotor, se tornando a pioneira na América do Sul a fabricar máquinas com esse sistema, em substituição a componentes mecânicos, como cremalheira e excêntrico, informa o fabricante, que garante se posicionar hoje na vanguarda do desenvolvimento tecnológico, utilizando servomotores brushless em todas as máquinas.
Prova de sua tradição em apresentar novidades, a Maqplas lança o modelo Advanced, destinado à produção de todos os tipos de embalagens que devem ser empilhadas ou blocadas. Máquina universal três em um – sacoleira, blocadora e corte, e solda –, possui oito servomotores, desbobinador tangencial, e corretor de ponto para alinhamento da impressão.
| Produz 100 sacos por bloco, além de possuir prensa acionada por servomotor. Conta com três estabilizadores de tensão entre a entrada da bobina e o balancim da máquina, e robô com pinças superiores e inferiores móveis.
O projeto prioriza o entrosamento entre a eletrônica e a mecânica, a fim de possibilitar a confecção de até duas embalagens por pista em um único ciclo. “Arrojado, o modelo aceita o uso de acessórios para a produção de vários tipos de embalagens que até então só era possível com máquinas específicas”, comenta a diretora comercial da Maqplas Maristela Simões de Miranda. |
Cuca Jorge |
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| Maristela: até duas embalagens por pista num
só ciclo |
A Advanced está disponível em largura útil de 1,40 m e 1,80 m, com estação troqueladora, e de 2,20 m e 3,0 m, com robô especial. O modelo surge com a proposta de ser versátil. Por conta dessa característica, aceita como acessórios opcionais, por exemplo, mesa blocadora sem agulhas e com agulhas quentes ou frias; facas troqueladoras especiais; elevador hidráulico para bobinas e torre sanfonadora de uma a cinco pistas.
Outro lançamento da Maqplas, o Stand Up 2 pistas – CSP UP, consiste num equipamento para embalagens stand up com e sem zíper, para acondicionar alimentos sólidos, líquidos ou pastosos. Possui furador de esfera, conjunto dobrador com triângulo de saída horizontal e balancim de passagem fácil, entre outros diferenciais. De acordo com Maristela, produz até 140 sacos por minuto.
Essa versão de duas pistas é voltada para as necessidades e poder de compra de países como os Estados Unidos e da Europa, seguindo, inclusive normas internacionais. Porém, atenta às solicitações do mercado interno, a Maqplas também fabricou versão do modelo de uma pista. Com capacidade produtiva de 70 sacos por minuto, a máquina foi lançada para atender às exigências do mercado brasileiro, sobretudo, quanto ao preço. “É sempre uma segurança manter a carteira de clientes dividida entre mercado interno e externo”, explica Maristela.
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