|

Cuca Jorge
FIEPAG 2003
FEIRA AQUECE OS NEGÓCIOS DO SETOR
Presença de mais de 50 mil pessoas na mostra reforça as vendas e contribui para a meta de
superar o faturamento deste ano além dos 4%
Rose de Moraes
Os dois maiores eventos do setor gráfico do hemisfério Sul levaram ao pavilhão do Anhembi, em São Paulo–SP, de 25 a 29 de março, mais de 500 expositores nacionais e internacionais, recebendo a visitação de mais de 50 mil profissionais. Esses foram os resultados das 17ª Fiepag – Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica e Converflex Latin America – Feira Internacional de Máquinas para Impressão de Embalagens, Convertedores e Materiais, promovidas pela Alcântara Machado Feiras de Negócios.
Ao estabelecer metas ambiciosas para 2003, o setor de máquinas e equipamentos gráficos pretende superar em 4% o movimento registrado no ano passado, quando respondeu por um faturamento de R$ 750 milhões, elevando também o montante com as exportações que fecharam no último ano em US$ 114 milhões.
Para consolidar seus propósitos, o setor conta com o aquecimento das vendas de equipamentos e vem dando sinais concretos de que pretende contribuir para a renovação do parque industrial, especialmente em se tratando de tecnologias projetadas para oferecer maior produtividade a menor custo.
Novidades para impressão – A Converflex Latin America evidenciou tecnologias, sistemas e equipamentos para impressão, pré-impressão, acabamento, além de componentes e insumos essenciais ao desenvolvimento do setor gráfico. Boa parte dos fabricantes internacionais não teve a chance de expor ao público as últimas inovações, mas, mesmo assim, prestigiaram os eventos.
Esse foi o caso do grupo DCM. Com três fábricas na França, e vendas em torno de US$ 40 milhões ao ano, esse cinqüentenário fabricante de sistemas de impressão por rotogravura, apresentou-se pela terceira vez na Converflex, divulgando ao público novos sistemas para impressão de flexíveis em larguras que vão desde 800 mm até 1.200 mm. Além de máquinas para rotogravura, o grupo também atua na fabricação de cortadeiras e máquinas para laminação sem solventes, que operam às velocidades variáveis entre 360 m/min. e 450 m/min.
O fabricante francês divulgou a DCM Bora 600, máquina para rotogravura lançada há três anos na Europa e projetada segundo conceito modular, visando não só oferecer maior versatilidade ao equipamento, como também atender a maior número de aplicações, abrangendo os substratos atualmente mais empregados pelas indústrias de embalagens flexíveis, como PP, PET, PA, PE, PVC, além de papel e ampla gama de laminados.
Representando o segmento fabricante de impressoras offset coloridas e digitais, a HP evidenciou na Converflex as séries hp indigo press s2000 e ws2000/4000 e 4400. Para imprimir em seis cores, a hp indigo press s2000, lançada há quatro anos no mercado mundial, imprime dados variáveis, à velocidade de 1.000 imagens por hora, e formato A3. Com produção bastante diversificada, incluindo impressões de anexos gráficos, painéis e mousepads, cartões plásticos para identificação, entre outros, essa máquina oferece várias opções quanto à escolha dos substratos, podendo ser em PVC, poliéster, policarbonato, entre outros materiais passíveis de contar com acabamentos envolvendo laminação e termoformagem.
Voltada à produção em quatro cores de rótulos plásticos em baixas tiragens, a série de máquinas impressoras offset digitais hp indigo press ws2000/4000 e 4400 opera com bobinas em larguras de até 320 mm.
Com velocidades de impressão que variam de 7,5 metros/minuto a 16 metros/minuto, respectivamente, essa série de impressoras deverá ser ampliada em breve, com lançamento programado para a Drupa, em Düsseldorf, na Alemanha, em 2004. Trata-se da ws 4400, com velocidade de impressão de 64 metros/minuto, e que representa o equipamento mais potente da categoria. Operando com tintas líquidas, essas impressoras concebidas para rótulos podem rodar com materiais plásticos, metalóides e papel, sendo compatíveis com diversos tipos de acabamento, como verniz UV e plastificação.
Outra empresa que se destacou na Converflex por reunir várias opções de fornecimento ao mercado brasileiro foi a Coras, atuante no setor de representações de máquinas para conversão de embalagens flexíveis e de equipamentos para a produção de etiquetas, rótulos e fitas auto-adesivas.
A mais nova parceria foi firmada com a italiana Colines, fabricante de extrusoras planas, tubulares e coextrusoras para filmes planos multicamadas, com finalidade de propiciar efeito barreira. Os equipamentos operam até 5 camadas e larguras de 1,20 m.
Outras novidades divulgadas ao público foram a metalizadora concebida para fabricantes de BOPP e o novo processo para tratamento de superfícies a plasma. Com tecnologia a vácuo, a metalizadora fabricada pela Valmet General, na Inglaterra, é capaz de metalizar filmes sob velocidades operacionais de 1.200 m/min., em larguras de 2,40 m, produzindo bobinas em diâmetros de 1,20 m. Já o novo processo para tratar superfícies, desenvolvido pela Enercon, nos Estados Unidos, baseia-se na tecnologia do plasma atmosférico e na aplicação de Teflon, para tratar filmes, não-tecidos, espumas, fibras, etc.
Especializada em tratamentos de superfície de plásticos, como PE e PP, folhas de alumínio e papel, com a finalidade de promover a adesão de tintas, revestimentos e adesivos, a Enercon é considerada líder em tratamento Corona. A empresa dispõe de estações abertas para tratamento, estações com rolos revestidos e sistema universal, para aplicações em sistemas de impressão de banda estreita, inclusive BOPP ultralargo.
Outra novidade foi anunciada pela Rotomec, da Itália, que divulgou a chegada ao Brasil nos próximos meses do maior equipamento já projetado para a América Latina. Trata-se de nova impressora para rotogravura, concebida para dez cores, com trocas automáticas, capaz de operar à velocidade de 600 metros/minuto.
As inovações das empresas internacionais representadas pela Coras neste ano se estenderam aos equipamentos fabricados pela Codimag, na França, como as impressoras offset waterless para etiquetas auto-adesivas, um sistema semi-rotativo, capaz de produzir de 35 m a 45 m/min., com todos os acabamentos em linha.
|
A principal novidade incorporada a essa linha é uma unidade de serigrafia semi-rotativa, fabricada pela Stork, na Holanda. O sistema integrado, já comercializado no mercado brasileiro, se compõe de uma impressora offset a 4 cores, uma unidade serigráfica, e uma unidade flexográfica para aplicação de verniz, incluindo também facas para corte das etiquetas. “Trata-se do primeiro sistema com produção serigráfica semi-rotativa já fabricado no mundo e que será fornecido ao Brasil”, informou Fábio Iacoponi, diretor da Coras do Brasil. |
Cuca Jorge |
 |
| Iacoponi inova com sistema que acopla
serigráfica semi-rotativa |
|
|