A Rone, de Osasco-SP, destacou a linha C composta por moinhos sem partes móveis em exposição, também em conformidade com a nova norma. “Garante operação silenciosa e maior segurança para o operador”, afirma o diretor da empresa Ronaldo Cerri. Por ser de alta rotação, possui cabine para limitar a emissão de ruídos. Melhores resultados nesse sentido também ocorreram devido à substituição do material usado na absorção acústica, cujos detalhes a empresa não revela. O transporte pneumático acoplado possibilita alta produção e constância de operação.

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Nova série BR-N prioriza a redução de ruído Linha C tem partes móveis em exposição

Já a série NR ganhou faca de maior comprimento, 800 mm, complementando a linha composta por modelos de 500 mm e 700 mm, de rotor com desenho adequado ao processamento de materiais volumosos. “Proporciona moagem constante e suave sem necessidade de forçar o material para a câmara de moagem”, salienta Cerri. Entre as vantagens destaca a estrutura em aço soldado; facas fixas reversíveis; peneira fixada por encaixe ao invés de parafusos, facilitando a remoção para limpeza interna; e mancais bipartidos e isolados da câmara de moagem, evitando a contaminação e aquecimento da graxa nos rolamentos. A cuba de alimentação emborrachada externamente atenua a emissão de ruídos. As facas fixas reversíveis garantem o aproveitamento de duas bordas cortantes.

A Rone divulgou também a linha de baixa rotação, em operação conjunta com injetoras e sopradoras; de moagem de PET; e de borras e grandes peças com motores até 200 HP, entre outros moinhos. A empresa fabrica vasta linha de equipamentos complementares para transporte e armazenamento do material moído, além de acessórios para moinhos, tais como rosca transportadora, aglutinadores, peneira vibratória e transporte pneumático, além de misturadores verticais e horizontais e cabine acústica. Cuca Jorge
Moinho de fresa garante baixo nível de ruído

Na avaliação de Cerri, o mercado em 2002 permaneceu estável em relação ao período anterior. A produção média da empresa ficou em torno de 30 moinhos/mês. Porém, o ano apresentou picos com vendas da ordem de 60 equipamentos em maio e abril. As exportações representaram pouco mais de 10% do faturamento total e seguiram principalmente para o México, Colômbia, Chile e Venezuela, e devem ser incrementadas em 2003. “Dois moinhos já foram entregues para o Peru e Chile.”

Mais moinhos – Os moinhos de baixa rotação, usados ao pé da máquina, mais uma vez foram destaque na feira. Algumas empresas, no entanto, entre elas a Pallmann, Wittmann e Tria, optaram por mostrar a tecnologia com rotor tipo fresa ou multinavalhas.  

Cuca Jorge A Pallmann, de Diadema-SP, lançou a linha PGLS, 100% nacional.Com rotação de 30 rpm, o equipamento garante, segundo o fabricante, granulado mais uniforme, sem geração de pó e ruído, sendo apropriado para operar no ciclo da máquina com alimentação por esteira ou manipulador. “Dispensa a isolação acústica e favorece a aplicação em sala limpa”, explica o diretor Miguel Fiot.
Fiot confirma a tendência de produção em células

Nesse tipo de equipamento, o limitado espaço entre o pente e o dente da fresa proporciona corte uniforme do material. “Tanto o rotor quanto o pente são preparados para a moagem de qualquer material, incluindo reforçados.” 

A capacidade limita-se ao ciclo da injetora, sendo destinado a peças rejeitadas, galhos e canais. No final do processo, o granulado retorna à máquina. O modelo, projetado e construído no Brasil, atende às solicitações dos transformadores nacionais. “A produção em células é um tendência e exige constante evolução dos periféricos”, avalia Fiot. Cuca Jorge
Wiederhold: "facas são inclinadas"

A Wittmann do Brasil, de Campinas-SP, também está de olho nesse nicho de aplicação. A empresa trouxe para a feira o moinho de fresa, modelo Sumo Júnior, importado da França. 

Cuca Jorge Dentre as principais características, o diretor geral Alejandro Wiederhold cita a baixa rotação (27 rpm) e o reduzido nível de ruído (menos de 80 decibéis). “Não possui peneira , facilitando a limpeza, além de não gerar pó.” A caixa de saída adapta-se a qualquer método de retirada do material granulado, manual ou automático, assim como o funil. “Atende às mais exigentes normas de segurança européia e vem com manual em português.” Os moinhos de fresa custam em média 10% a 15% a mais quando comparados aos de facas convencionais.
Índice de nacionalização alcança 80% no modelo JM

Ainda para aplicação ao pé da máquina, a Wittmann apresentou a nova série MB em substituição a ML. O principal diferencial refere-se às facas inclinadas (efeito tesoura) que evitam esforços excessivos e conseqüentes danos às mesmas. Wiederhold ressalta ainda a existência de gabarito de ajuste das facas para facilitar e agilizar a troca e manutenção. 

Cuca Jorge “Permite exato controle do ângulo de afiação.” Já o funil, construído com dupla parede, garante isolação acústica. A empresa, que já havia anunciado o projeto de nacionalização dos moinhos ML, pretende fabricar no País a nova linha, mas não tem cronograma definido.
Arós: Tria vai mostrar novo conceito de moinho

Mais fresa – A produção brasileira já começou na Tria, com fábrica em Jundiaí-SP. A empresa de origem italiana mostrou na Brasilplast o moinho de fresa (25 rpm) modelo Scuter SA-23, com 50% de índice de nacionalização, segundo o diretor Manuel Arós. Na linha de baixa rotação com facas convencionais, cita a produção local do JM 32-20 com capacidade para processar 60 kg/h (sopro de 2 litros e injeção), fornecido com separador de pó. “Nesse modelo já atingimos 80% de nacionalização”, avalia. De acordo com Arós, a redução nos preços ultrapassa os 40% em alguns casos, e a garantia se estende por dois anos.

Cuca Jorge As principais novidades da empresa, no entanto, serão apresentadas no segundo semestre. Na NPE e na feira de Milão, a Tria promete mostrar novo conceito de moinhos. 
Pallmann fabrica moinho de fresa no Brasil

O projeto inclui a integração de algumas séries, dando origem a moinhos mais versáteis e capazes de abranger maior gama de aplicações. Da linha BLM para sopro, o modelo 50-40, com capacidade para 300 kg/h e moagem de garrafões de até 20 litros, será integrado às versões para reciclagem em geral para 250 kg/h e 300 kg/h, modelos CN 45-35 e CN 60-35, respectivamente.

O mesmo vai ocorrer com os moinhos BLM 35-25, para até 120 kg/h e garrafas de 5 litros, e as séries CN 32-30 (150 kg/h) e CN 47-30 (200 kg/h). O projeto de nacionalização continua. Segundo Aros, até 2005 a filial brasileira será responsável pelo abastecimento da América Latina. Em relação ao mercado, ressalta as dificuldades do setor nos últimos dois anos. “Apesar disso, conseguimos vender 60 moinhos no País em 2002.”

A Primotécnica, de Mauá-SP, lançou o moinho de fresa cujas principais características ficam por conta do eixo monobloco fechado, fresado em forma de “V” e múltiplas laminas intercambiáveis. A alimentação ocorre através de funil com pistão e comando hidráulico. A empresa fabrica moinhos com facas convencionais, aglutinadores, granuladores e conjunto para reaproveitamento de filmes limpos em PE e PP, que também foram destaque na feira. A capacidade dos moinhos varia de 20 a 6.000 kg/hora. 
A Primotécnica exporta para diversos países, tais como Chile, Peru, República Dominicana, Argentina e Uruguai.

A Mecanofar, de Farroupilha-RS, expôs a linha R de baixa rotação, composta por três modelos com motores de 3 e 5 cv e rotores de 260, 265 e 320 rpm. De acordo com o fabricante, os moinhos, projetados para operar junto à máquina de transformação, garantem baixa emissão de ruído e reduzido consumo de energia elétrica. A linha da empresa compõe-se de modelos de 3 cv a 150 cv e produzem até 3.500 kg/h. Os sete modelos de alta rotação vão de 580 rpm até 940 rpm, com duas a dez navalhas rotativas e até quatro fixas.

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