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Periféricos
PEQUENOS FABRICANTES APOSTAM NA CRIATIVIDADE
NOVATOS INVESTEM NO CORPO-A-CORPO PARA MOSTRAR SUAS ENGENHOCAS E DISPUTAR COM TRADICIONAIS DO RAMO
Simone Ferro
Em meio a tantos concorrentes nacionais e estrangeiros, e grande variedade de equipamentos auxiliares de processo, chamou a atenção a disposição de pequenas empresas em apresentar suas engenhocas na Brasilplast’2003, de 10 a 14 de março, no Anhembi, em São Paulo. Tal característica comprova a diversidade do mercado nacional de transformação de plásticos, capaz de absorver desde o mais rudimentar moinho a complexos sistemas de automação.
Enquanto os tradicionais do ramo se esforçavam para dar conta de atender o grande número de visitantes e clientes, os pequenos se dedicavam ao corpo-a-corpo, na base da famosa dobradinha folheto/brinde, para explicar as vantagens das máquinas ao maior número possível de interessados.
| Esse era o caso da Siccus, fabricante de periféricos de Cachoeirinha-RS, cujo principal destaque ficou por conta do “secador, desumidificador e misturador simultâneo”. O equipamento reúne as três funções com a promessa de economizar tempo, dinheiro e energia elétrica. “Tem apenas um problema”, confessa o diretor da empresa, Aníbal Orlando Leonetti: “Seca e desumidifica com tanta rapidez que ninguém acredita”, afirma. |
Cuca Jorge |
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| Leonetti patenteou o sistema em 140 países |
Leonetti garante ainda que o gasto com energia elétrica não ultrapassa os R$ 200,00 mensais, mesmo operando 24 horas. Para comprovar a eficiência do sistema, patenteado em 140 países, o fabricante cita os tempos de ciclos, sua principal vantagem. Segundo Leonetti, a secagem e a desumidificação de 25 kg de ABS fica em torno de 30 minutos, contra 3 a 4 horas dos sistemas convencionais.
Para a mesma quantidade de polipropileno (PP) são necessários cerca de 20 minutos. O polietileno terftalato (PET) e o policarbonato (PC) precisam de 40 minutos. Os tempos aumentam entre 5 e 10 minutos para a secagem e desumidificação de misturas de material virgem com reciclado. “O tempo despendido é diretamente proporcional à quantidade processada.”
A secagem e desumidificação ocorrem por flutuação. Ao permitir o processamento de pequenas quantidades de resinas, garante maior número de circulações de cada grão. “Quanto maior o número de circulações, menor o tempo de secagem”, explica. Ao reduzir a exposição dos pellets ao calor, evita-se também o envelhecimento precoce dos mesmos, gerando um produto final transformado de melhor qualidade, garante o fabricante.
Lançado em janeiro de 2001 e com 200 unidades instaladas no País, o sistema não oferece riscos de contaminação, segundo a Siccus. Possui ainda descarga parcial ou total, sem interrupção do processo; fácil manutenção e limpeza; integração automática com transportadores e alimentadores; e a mistura de até dois materiais (resina e masterbatch). A temperatura e o tempo de processo são controlados eletronicamente, cuja engenharia foi desenvolvida pela Tholz Sistemas Eletrônicos. Na feira, o equipamento estava sendo vendido a R$ 18.100,00. A Siccus expôs também peneira vibratória para extração de pó do material moído.
Multiuso – A BGM Indústria e Comércio, de Taboão da Serra-SP, apresentou a extrusora para laboratório denominada “3 em 1”.
| Cuca Jorge |
O equipamento ganhou tal especificação por ser dotado de dois cabeçotes para extrusão, um para a produção de fios e outro para filmes tipo balão; e de seladora. Acopla, ainda, banheira de resfriamento e granulador. “Processa até 15 kg/hora e custa R$ 48 mil”, diz o diretor da BGM, Walner R. Cavallieri. Outra versão, contendo mais um cabeçote para a fabricação de chapas, também já está disponível. |
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| Cavallieri: equipamentos têm baixo nível de
ruído |
Agregar a produção de granulados e sacos plásticos não é a única inovação da extrusora. A estrutura em aço inoxidável, o tamanho reduzido e a regulagem da altura compõem a lista de diferenciais. O equipamento mede 2,50 m de comprimento por 2,30 m de altura com o balão posicionado. Para facilitar o acesso ao laboratório, a coluna recua 50 cm, ficando com 1,80 m. “Passa em portas com tamanho padrão.” Rodízios facilitam a locomoção da extrusora e a limpeza do laboratório. O modelo exposto na feira foi vendido para a Planet Color, fabricante de masterbatch, de Franco da Rocha-SP.
Fundada há 12 anos, a BGM começou com a fabricação de granuladores, equipamentos que ainda compõem a sua linha de produtos. “Nossa preocupação sempre foi a de adequar os periféricos às necessidades dos clientes”, garante Cavallieri. Sendo assim, os desenvolvimentos da empresa, 100% nacional, privilegiam a facilidade de limpeza, manutenção e operação; a baixa emissão de ruídos, até 80 decibéis em toda a linha; e a segurança do operador; além de possuírem carcaça em aço inoxidável.
Outro lançamento, a peneira seletiva oscilatória faz três separações com saídas independentes. Além do pó, retira do processo os grãos com tamanhos fora do padrão. “Apenas os pellets aprovados são ensacados”, explica Cavallieri. O uso de presilhas no travamento da bandeja facilita a troca de cor e a limpeza. A empresa fabrica também quatro modelos de granulador com capacidades a partir de 50 kg/hora até 800 kg/hora, com preços que variam de R$ 6 mil a R$ 22 mil.
Dotados de faca de esfera com duas arestas de corte, que avança simultaneamente com o rolo de tração, os granuladores possuem estrutura e todas as peças em contato com o plástico em aço inoxidável, inclusive parafusos, para evitar a contaminação do material. “A fixação do rotor em uma das extremidades dispensa a desmontagem da máquina durante a manutenção. A troca do rotor de corte e o início das operações ocorrem em três minutos.” O uso de manoplas facilita a manutenção. A BGM entrega o equipamento com manual e um jogo de chaves. Faz parte da linha secador de fios, banheiras e ensacadeiras automáticas. Dentre os principais clientes, Cavallieri cita a Cromex Brancolor, fabricante de masterbatch, de São Paulo.
Moinhos – Em breve, a fabricação de moinhos, a exemplo das injetoras de plástico, também será regida por normas de segurança aprovadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O trabalho, já concluído e conduzido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), contou com a participação de fabricantes e deve ser divulgado em breve. A primeira norma técnica brasileira de moinhos já serviu, no entanto, de referência para o desenvolvimento dos lançamentos da Seibt, de Nova Petrópolis-RS.
| Cuca Jorge |
Cuca Jorge |
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| Nacionalização supera 70% nos sistemas de
peletização |
Siccus: três funções com promessa de
economia |
A empresa apresentou a série BR N de baixa rotação com enclausuramento. Além da redução do nível de ruído, o projeto visou a facilidade de manutenção, em especial na troca das peneiras.
| Priorizou também a segurança do operador, dificultando o acesso às facas e melhorando o sistema de travamento do rotor. “A abertura do bocal só ocorre quando o rotor do moinho pára”, explica o diretor comercial Breno Th. Seibt. A nova linha vai substituir os modelos convencionais de baixa rotação. |
Cuca Jorge |
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| Seibt quer ampliar as exportações |
Além de expor grande parte dos modelos no estande, a Seibt demonstrou a nova linha em parceria com a Pavan Zanetti, colocando em operação dois moinhos MGHS 4/270 BR N, com 4 cvs de potência e produção de 50 a 100 kg/hora.
| “Apresentaram excelente rendimento”, avalia Seibt. Adequar os equipamentos às novas tecnologias de produção e segurança sem aumentar excessivamente o preço tem sido outro desafio da empresa. “Trabalhamos na redução dos custos para deixar os novos moinhos mais competitivos em relação aos importados.”
Para moagem de PET, lançou moinhos com rotores especiais. “Garantem maior produtividade e menor desgaste das facas”, afirma Seibt. O segredo, segundo ele, reside no ângulo de ataque das navalhas, porém não revela outros detalhes. O mercado de reciclagem continua atraindo investimentos. |
Cuca Jorge |
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| Extrusora 3 em 1 processa 15 kg/h e custa R$ 48
mil |
| Cuca Jorge |
A empresa fabrica sistemas completos para a recuperação de termoplásticos que custam em torno de R$ 400 mil. “Houve muitas consultas na feira, inclusive visitantes da Colômbia, Venezuela e Peru, entre outros.” A Seibt vende em média 300 equipamentos por ano e exporta cerca de 10% da produção. “Estamos reforçando a participação no exterior”, assegura Seibt. |
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| Cerri: mercado permaneceu estável em relação
a 2001 |
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