EXTRUSÃO INVESTE NA PRODUTIVIDADE

O mercado de extrusão foi brindado com diversos lançamentos nesta edição da Brasilplast. 

Fabricantes estrangeiros e nacionais buscaram apresentar ao mercado novidades cujas principais características foram o aumento de produtividade e a automação das máquinas.  Cuca Jorge
Única extrusora no mundo a produzir o balão na horizontal

A Acmack, de Itupeva-SP, expôs duas máquinas em seu estande. A Horizon 1.500/3 é uma coextrusora horizontal de três camadas para PP, com controle de rosca totalmente automático e equipada com medidor de espessura do filme, troca automática de bobina e capacidade de 300 kg/h. 

Cuca Jorge A outra máquina exposta, a Mega 1.000, serve ao processamento de PP. Com capacidade de 80 kg/h, é uma máquina tubular com cerca de um metro de comprimento, a mais longa fabricada pela Acmack, segundo o diretor Aldo Ciola. “Somos bastante competitivos com a máquina horizontal”, garante Ciola.
Ciola: competitivo no ramo das horizontais

A maior fabricante de extrusoras da Itália, a Bandera, conta somente com representação no Brasil. Embora sem máquinas em seu estande, a empresa divulgou uma extrusora vertical para a produção de chapas, grãos, compostos e multifilamentos de PET até 100% reciclado, sem necessidade de desumidificação ou recristalização, além de uma extrusora, igualmente vertical, para sete camadas (linha de 80 m2), apta a operar principalmente com PET reciclado. Um dos destaques desta máquina é a capacidade de utilizar sobras da sua própria linha na constituição da camada central do filme, conforme disse Carlos Soares, representante da Bandera no País. 

Também representando o bloco das empresas italianas, a Bausano expôs duas máquinas na feira, além de divulgar um modelo que não foi exibido no estande. A extrusora de dupla rosca para produção de perfis e esquadrias de PVC MD-90-25 possui caixa de redução com quatro motores comandados por um único inversor de freqüência. O sistema constitui patente exclusiva da empresa, segundo Sergio Rosa, gerente industrial da Bausano do Brasil.  Cuca Jorge
Soares: rebarbas recheiam a camada central do filme

O mecanismo permite redução no consumo de energia ,já que para potência instalada de 140 KW, a máquina apresenta potência consumida de 45 KW.

Monorosca para pós - A SD 70-30, também exposta durante a feira, é uma extrusora monorosca própria para o processamento de matérias-primas em pó. Já a máquina divulgada mas não exposta, é a extrusora dupla rosca MD-72, com relação L/D equivalente a 72/36 e dupla degasagem. Segundo Rosa , a tecnologia de produção deste equipamento exige alguns difrenciais, como dupla degasagem, e, em breve, será disponibilizada para a fábrica brasileira. A extrusora é capaz de processar materiais com composição de até 80% em pós.

Cuca Jorge A Carnevalli, de Guarulhos-SP, reservou uma novidade mundial para a feira: a primeira extrusora do tipo balão horizontal, a H-50. “As principais dificuldades no desenvolvimento deste tipo de equipamento são o equilíbrio do balão e a resistência do filme”, disse Jorge Tomogi Miyazato, gerente geral da fábrica de Guarulhos. 
Miyazato: desafio do balão é resistência e equilíbrio

Para contorná-las, é necessária atenção especial à dimensão do pescoço do filme, antes da formação do balão, explicou. Entre as vantagens da extrusora horizontal, ele destaca a facilidade de manutenção, acessibilidade, facilidade no set up e economia de espaço. 

Outro destaque no estande da Carnevalli foi a extrusora da linha Polaris, Magnum 75, cujo desempenho rende economia de energia entre 10% e 15% e ganho em produtividade entre 20% e 30%.  Cuca Jorge
Extrusora Bausano requer menos energia elétrica

A máquina possui cabeçote próprio que confere melhor homogeneidade e qualidade ao filme. Além disso, opera com bucha de alimentação forçada (bucha ranhurada), ao passo que máquinas semelhantes normalmente utilizam buchas lisas. A extrusora é equipada com bobinadeira da linha Suprema 425 com CLP, troca automática de bobina e célula de descarga e tem produtividade de 250 kg/h. Todas as extrusoras da Carnevalli possuem arraste reversível, segundo Miyazato. 

A Hwa Chin, além de apresentar novidades em injeção e sopro, compareceu à feira como representante da Taiwanesa Fong Kee, oferecendo extrusoras do tipo balão nacionalizadas em parceria com a brasileira Santa Maria. No estande, o destaque foi a extrusora HD-S45, para filmes de PEAD entre 200 mm e 650 mm de largura e espessura entre 0,01 mm e 0,07 mm, para o mercado de embalagens em geral. Segundo Mário Bonando, diretor Hwa Chin do Brasil, o equipamento tem alta produtividade e precisão, aliadas a baixíssimo consumo de energia. 

A Imacon, de Diadema-SP, lançou a extrusora DRC 40:40 1200 RPM e conjunto completo para monofilamento, modelo IM 60-26. A DRC 40:40 traz novidades no construção das roscas e cilindros, feitos de aço sinterizado K015. O acionamento com redutor de 1.200 r.p.m. também é um diferencial (eleva a produtividade da máquina em cerca de 25% a 30%), já que, segundo Fabián A. Zabala, gerente de vendas, o usual é o uso de redutor de 600 r.p.m.. 

América Central na mira - Adequada para a formulação de compostos, a máquina obteve grande receptividade, segundo Zabala. A IM 60-26, por sua vez, foi vendida para um cliente da Guatemala, onde é padrão a produção de monofilamentos em PVC (também no mercado mexicano e na América Central, de modo geral). Embora seja própria para a produção deste tipo de material, mudanças no canhão, na extrusora e na rosca permitem o uso com PP e PET. A IM60-26 possui sistema de bobinadora com dois braços, que fazem o recolhimento do fio, e sistema de corte com desenho circular. 

A tradicional Miotto apresentou extrusora monorosca (diâmetro de 60 mm) para perfis rígidos produzidos a partir de material em pó. “Máquinas de extrusão em pó geralmente utilizam duas roscas”, afirmou José Carlos Ferraresso, gerente comercial da Xaloy, divisão industrial da Miotto. Segundo ele, poucos fabricantes fazem máquinas para essa aplicação com apenas uma rosca. 

No campo da reciclagem de materiais, a Wortex, de Campinas-SP, exibiu máquina automática para reciclagem de materiais de baixo peso volumétrico, como filmes, não-tecidos, BOPP, PP e ráfia. Denominada Challenger, a linha é composta por quatro modelos: 75 mm, 100 mm, 130 mm e 150 mm. De acordo com o diretor Paolo de Filipis, os equipamentos possuem sistema construtivo particular, com vantagem de operação e manutenção, particularmente na facilidade de limpeza durante a troca de corantes e materiais. “Esta máquina tem controle e qualidade de tamanho de grão excepcional”, garante de Filippis. As partes em contato com matérias-primas são confeccionadas em aço inox, propiciando nível de degradação de material reciclado muito baixo, em função da relação L/D e da baixa velocidade periférica. Adicionalmente, a Challenger 100 tem troca de tela automática e corte na cabeça imerso em água. 
 

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