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Injetados – A alta capacidade instalada para produzir injetados propicia à indústria de transformação brasileira atuar em novas frentes e mercados, conforme observado na Primo, de São Paulo, que vem atendendo não só à indústria automobilística, como também demandas provenientes da linha branca e construção civil.
“A partir deste ano, expandimos a área operacional dos nossos sistemas de injeção, inclusive contando com injetoras de até 420 toneladas de força de fechamento, para produzir peças de maior porte, visando enfrentar a sazonalidade dos vários mercados”, informou engenheiro Luis Carlos Afonso, gerente de vendas da Primo.
No rol das poucas empresas de injeção certificadas com ISO 9002 e QS 9000, a Primo exibiu ampla linha de injetados ao público, destacando componentes automotivos já fabricados com poliamida 6 e fibra aramida, como as buchas do pedal de embreagem do Corsa 4300, lançado este ano pela GM, visando atender especificações mais recentes feitas pelas montadoras, exigindo mais elevados padrões de resistência mecânica e poder auto-lubrificante aos materiais.
Participação mais recente tem o conjunto do cinto de segurança desenvolvido para o projeto Amazon, da Ford e o projeto PQ 24, da Volks. Compostos de dez componentes plásticos, esses conjuntos foram moldados com PA6, PP e POM (poliacetal).
Outra inovação desenvolvida para a construção civil é a injeção de pisos elevados de PP com carga, apresentados em placas de 50 cm x 50 cm, juntamente com pedestais, dispensando a realização de obras civis para a colocação do sistema elétrico e fiações. A empresa ainda destacou toalheiros para lavatórios, produzidos em materiais variados, como POM e PP.
O avanço dos injetados técnicos brasileiros foi ainda presenciado nas peças confeccionadas em poliésteres aplicados, para aplicação em componentes eletroeletrônicos utilizados na aeronáutica, indústria de armamentos, entre outros, áreas onde tem imperado a tecnologia de inserção automática de pinos nos moldes, e que pôde ser vista em peças produzidas pela VianaPlásticos, de Viana do Castelo, Portugal, empresa do grupo Ferplast, sediado em Mairinque–SP.
| Cuca Jorge |
Fabricados em cobre, bronze ou aço, os pinos são inseridos em moldes revestidos com camada de estanho, possibilitando que as peças saiam da injetora já com os insertos moldados. “Injetar com os pinos nos moldes é bastante aplicada em peças e componentes para televisores a plasma, quando se produz com LCP (polímero de cristal líquido), PBT ou PC, estendendo-se a outros materiais termoplásticos”, informou Jorge Ferreira, diretor da VianaPlásticos. |
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| Ferreira se beneficiou com PS sindiotático |
Considerada pioneira no emprego do poliestireno sindiotático, “um poliestireno com estrutura molecular mais cristalina, introduzido na Europa há dois anos, na confecção de bobinas para componentes elétricos, a empresa vem contando com os benefícios de elevada performance térmica apresentada por essa matéria-prima”, informou Ferreira.
Com produção focada em componentes elétricos, automotivos e para armamentos, que ultrapassa 6 milhões de peças ao mês, fornecidas inclusive às indústrias do Pólo de Manaus, a VianaPlásticos trabalha com ampla linha de injetados.
| Poliamidas carregadas com fósforo, matéria-prima auto-extinguível, seguem para várias aplicações no setor elétrico, poliamidas estabilizadas ao calor; plásticos de engenharia especiais, resistentes a altas temperaturas, entre outros materiais, são atualmente as mais utilizadas na produção européia. |
Cuca Jorge |
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| Bobinas da Viana feitas de PA |
No Brasil, porém, a Ferplast se especializou na fabricação de componentes para linha branca, flanges automotivas, caixas redutoras, componentes plásticos com paredes finas, em espessuras de 0,3 mm., entre outros injetados, fornecidos para os mercados interno e externo.
Tampando todos os gargalos – As novidades para tornar invioláveis as embalagens continuam captando investimentos das empresas que reconhecem esse mercado como um dos mais promissores, aumentando e diversificando a cada ano a oferta de tampas, muitas das quais em lançamento nesta Brasilplast.
| Cuca Jorge |
Para oferecer novas opções a seus clientes, especialmente do setor de agroquímicos, onde detém mais de 70% de participação, a Unipac trouxe inovações para o segmento, com a apresentação das novas tampas de PP com 50 mm de diâmetro. |
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| Tampas de PP chegam a 50 mm de diâmetro |
A nova linha é apresentada com sistema de lacre, selo em alumínio ou batoque, sendo concebida para embalagens de 1 litro. Outro lançamento previsto para breve, e já anunciado na Brasilplast, consiste em tampas de PP com diâmetro de 63 mm, idealizadas para embalagens de 5 litros, 10 litros e 20 litros.
Segundo Nilton Coelho Filho, supervisor de vendas da Unipac, as novas tampas atendem a vários mercados químicos, inclusive pelo fato de contar com batoques conjugados, elementos para a maior vedação das tampas, que cumprem função essencial quando do acondicionamento de produtos voláteis e geradores de gases.
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Tradicional no segmento de injeção de tampas, com mais de cem modelos já criados para os mercados alimentício, cosmético, farmacêutico, químico e de limpeza e higiene, a Igaratiba também apresentou lançamentos na linha de tampas para bisnagas, dos tipos flip-top e rosca (stand-up). |
Cuca Jorge |
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| Tampas aplicadoras da Igaratiba permitem quebra
manual do bico |
Composta, num primeiro momento, por doze modelos, a linha abrange diâmetros de 35 mm, 40 mm e 50 mm, com orifícios de vazão de 3mm, 5,4 mm e 8mm, contando com padronização dimensional, de acordo com as especificações internacionais, como forma de garantir a presença dos produtos no mercado global.
Outra inovação que promete sucesso imediato de vendas foi concebida nas tampas aplicadoras. Feita de PE ou PP, essa linha possui sistema de rosca, mas o seu principal diferencial está na possibilidade de quebra manual do bico, dispensando o uso de instrumentos cortantes. “Acreditamos no sucesso deste tipo de tampa para o mercado, principalmente pelo fato de facilitar e tornar mais segura a abertura das embalagens”, informou Gilson Bellucci Lopes, gerente de vendas da Igaratiba.
Fugindo ao convencional, a Plastnet, de Duque de Caxias–RJ, também exibiu na feira tampas de rosca de PP, para gargalos de 28 mm, desenvolvidas para bebidas não carbonatadas, incluindo sucos e concentrados, cuja novidade é dispensar lacre, possuindo apenas um selo de indução com estrutura laminada, que assegura a vida útil do produto e mantém a inviolabilidade da embalagem.
“Até agora, o mercado seguiu o padrão proposto pelas tampas para bebidas carbonatadas e, por isso, as tampas com pequenos diâmetros seguiram o modelo com sistema de lacre”, informou o diretor Carlos Alberto P. de Sá.
Com esse lançamento, a empresa espera atingir níveis de produção de 3 milhões de unidades ao mês, a exemplo dos volumes já alcançados com as tampas de 43 mm, também com selo de indução, comercializadas em torno de 15 milhões de unidades/mês, segundo informou Sá.
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