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Revolução nos perfilados – As novas tecnologias de coextrusão para perfilados, desenvolvidas pela Silvatrim, atendem aos requisitos técnicos rígidos demandados pelo setor automotivo, garante o fabricante. Entre as novidades, a empresa mostrou um novo tipo de friso de alto desempenho, desenvolvido recentemente na unidade do Principado de Mônaco e já presente na linha 206 dos automóveis Peugeot. Confeccionados a partir de uma estrutura flexível em alumínio, revestida com PVC, esses frisos conciliam resistência mecânica e flexibilidade, de modo a permitir diferentes formatos e curvaturas, em ângulos de até 90 graus, sem deformar.
“A grande vantagem oferecida pelo alumínio em associação com resinas como o PVC, é manter a estabilidade nas curvaturas, chegando a taxas de encolhimento significativamente menores”, garante o gerente comercial da Silvatrim brasileira Celso Yamagishi. Na opinião dele, esses fatores são muito importantes para os projetos técnicos automotivos, onde a empresa detém 90% de participação, fornecendo perfis para vidros de automóveis junto às montadoras, mas também devem beneficiar projetos nos setores de refrigeração e industrial como um todo.
Além de trabalhar com grande variedade de materiais termoplásticos, conciliando muitas vezes numa mesma peça o PVC rígido ao PVC flexível ou o ABS ao PVC, a Silvatrim é bastante reconhecida no País por ter introduzido há três décadas a tecnologia do alumínio revestido com acetato buterato, cujas aplicações se atualizam e se expandem até os dias de hoje, em laterais de portas, divisórias, perfis de acabamento para acessórios do vestuário e mobiliário, componentes de decoração, entre outros materiais.
| Cuca Jorge |
Sucesso com soprados – Ao completar 22 anos de atividades neste ano, a Igaratiba, de Elias Fausto–SP, marcou presença na Brasilplast, promovendo novos injetados e soprados. Impulsionada pelo apoio concedido a novos projetos, a empresa tornou-se referência no mercado brasileiro do sopro, área rica em oportunidades nos setores de higiene e limpeza, cosméticos e alimentos.“A demanda por soprados cresceu muito nos últimos cinco anos, a ponto de termos hoje nossa produção equalizada entre soprados e injetados”, informou o gerente de vendas Gilson Bellucci Lopes. |
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| Lopes: demanda na área de sopro cresceu e já
alcançou a injeção |
Para alargar os horizontes da transformação, contudo, foi preciso acreditar em novos projetos, disse o gerente, tomando como exemplo a parceria firmada com dez licenciadas brasileiras que produzem Tampico, bebida energética, lançada há 4 anos, que se tornou um fenômeno de vendas, com mais de 15 milhões de unidades comercializadas ao mês em todas as regiões do País.
“Começamos com 150 mil e, agora, estamos fornecendo 15 milhões de frascos de PEAD ao mês, com tampas de PP, nas versões de 270 ml, 450 ml e 1 litro, devendo produzir em breve a versão 1,5 litro”, informou Lopes. “O importante é nos integrarmos aos projetos dos clientes e, sobretudo, acreditar neles”, acrescentou. Envasado no Brasil, Tampico é formulado em Chicago, nos Estados Unidos, pela Marbo Inc., proprietária da marca, que exporta o xarope-base do produto.
Mas há várias outras parcerias de sucesso firmadas pela empresa no setor cosmético, e que resultam na produção de milhares de frascos de PEAD e blendas de PEAD/PEBD, para acondicionar xampus, condicionadores, tinturas para cabelos etc., soprados para a L’Oreal, Wella, Garnier, Niasi, Natura, Johnson & Johnson, Unilever, etc.
Entre as novidades, porém, está prevista a entrada da empresa no segmento de sopro de preformas de PET, começando com a fabricação de embalagens de 473 ml, produzidas para a linha de isotônicos Energil Sport, fabricada pela Ultrapam, de Valinhos–SP, além de investimentos no mercado de injeção/sopro.
Termoformagem para peças grandes – Se inovar é um fator crucial para a transformação, fabricar peças de grandes dimensões por termoformagem a vácuo (vacuum forming) foi o caminho escolhido pela MVC, de São José dos Pinhais–PR, para obter alta qualidade nos manufaturados e retorno rápido dos investimentos, em aplicações destinadas ao setor automotivo e de máquinas agrícolas.
Na linha de transformação da empresa constam capôs, frentes e laterais termoformados de tratores agrícolas, produzidos em ABS para o grupo AGCO, de Canoas–RS; pára-choques termoformados de PP, desenvolvidos para o grupo Mitsubishi e que integram os veículos da linha Pajero;
| tetos termoformados de PP extrudado com tecido de poliéster; painéis de instrumentos de PP, produzidos por vacuum forming para a linha de jipes, fabricada pela montadora nacional Troller, de Fortaleza–CE, entre outros projetos inovadores, frutos de acordos firmados com o instituto francês Pôle de Plasturgie, visando antecipar ao mercado brasileiro novas tecnologias de produção, como a R.T.M. (Resin Transfer Molding). |
Cuca Jorge |
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| MVC moldou painel do jipe Troller am vaccum
forming |
Ainda pouco dominada no País, a R.T.M. consiste na cobertura do molde com manta de fibra de vidro, seguida do fechamento com o contra-molde e da posterior injeção de poliéster. “Trata-se de processo muito mais vantajoso do que o “spray-up, cuja aplicação resulta em peças com espessura uniforme e acabamento liso nos dois lados, favorecido ainda pelas reduções de peso obtidas nas peças que chegam a 30% ”, afirmou Affonso Junqueira, representante comercial da empresa em São Paulo–SP.
Fundada no Paraná em 1987, inicialmente para atuar no segmento da injeção, a empresa especializou-se há oito anos em termoformagem, passando a fabricar componentes com maior resistência mecânica e melhor acabamento final com menores investimentos em ferramental. Outros itens onde a termoformagem contribui para a riqueza dos estilos e design mais arrojados aparecem nos automóveis, em componentes aerodinâmicos, conhecidos como aero-partes, desenvolvidos pela MVC para os veículos da linha Fiesta, da Ford.
Extrudados para aplicações em termoformagem também se destacaram na Brasilplast no estande da Plásticos Metalma, de São José dos Pinhas, no Paraná, que produz com exclusividade chapas com o copoliéster fabricado pela Eastman. O estande da Metalma, aliás, foi montado com essas chapas, caracterizadas pela alta transparência e cor; facilidade de moldagem e fabricação; além de custos reduzidos em relação às chapas de policarbonato.
A produção começou há cinco anos, com chapas transparentes nas espessuras de 1mm a 5 mm, e em tamanho padrão de l m de largura por 2 m de comprimento. “A novidade que estamos divulgando na feira é que passamos a fabricar também chapas coloridas, confeccionadas sob encomenda, em larguras até 1.400 mm”, informou José Roberto Bertolino, responsável pelo desenvolvimento de produtos da Plásticos Metalma.
A intenção é abrir novos mercados para as aplicações do produto em painéis luminosos, displays para pontos-de-venda, displays para alimentos, mostruários, prateleiras, racks, letreiros internos e externos, abrigos para parádas de ônibus, proteções de máquinas, móveis, objetos de decoração, expositores, entre outros.
Posicionadas em faixa de preço intermediária entre as cotações dos materiais acrílicos e policarbonato, as chapas dispensam secagem prévia e têm ciclos mais rápidos e sob temperaturas mais baixas (130 ºC a 145 ºC), facilitando a sua termoformagem e decoração com adesivos em vinil, além da produção de peças de maior profundidade e com muitos detalhes, informa o fabricante. O material pode ser aparafusado, estampado a quente, cortado ou mesmo dobrado a frio, com garantia concedida pelo fabricante de não lascar, esbranquiçar ou rachar.
Como empresa associada à Incoplás, a Plásticos Metalma tem grande atuação no segmento de chapas utilizadas para fabricar caixas internas, gavetas, painéis e contra-portas para o setor de refrigeração. Fabricadas em PS de alto impacto, essa área responde por 90% da produção da empresa, complementada pela fabricação de chapas de ABS, PP e PEAD.
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