Novidade no PET – Mesmo com o logotipo da Rhodia-Ster estampado em destaque no estande, a incorporação da empresa pelo grupo italiano Mossi & Ghisolfi não passou despercebida do público. Primeiro, com a impressão discreta do nome italiano no estande. Depois, e principalmente, nas mudanças incrementadas no elenco de resinas ofertadas ao mercado. “A unidade brasileira será responsável pelas vendas na América do Sul”, disse o diretor comercial e de marketing Reinaldo José Kröger. 

A nova resina de formulação global Cleartuf Max, de alto peso molecular com viscosidade intrínseca de 0.84 dL/g, fabricada nas unidades da Itália, México e Estados Unidos, e em teste nos mercados brasileiro e argentino, assume o papel de principal vedete da Mossi & Ghisolfi. “Gostaríamos de introduzir a nova resina na produção brasileira ainda neste ano, mas a decisão depende da reação do mercado”, informa. Cuca Jorge
Kröger: mercado local testa nova resina

O produto se caracteriza pela maior viscosidade, proporcionando redução no peso da embalagem. Além disso, lembra o diretor, é mais escura, característica que permite maior absorção de calor e, portanto, processamento mais rápido, segundo ele. O produto vai substituir os grades S80SP e S80, de viscosidades menores, informa.

A nova resina também será produzida na fábrica de 275 mil toneladas anuais de Altamira, no México, com partida programada para março deste ano. A unidade absorveu recursos de US$ 80 milhões e foi levantada em tempo recorde, segundo Kröger. “É a maior do mundo e foi construída em apenas 15 meses”, comemora. Com a expansão, o fabricante totaliza capacidade global de quase 1 milhão e 200 mil toneladas anuais de PET: 200 mil no Brasil, 375 mil no México, 300 mil nos Estados Unidos e 300 mil na Europa. O grupo ostenta a posição de segundo maior competidor mundial de PET, atrás da Voridian Company (divisão da Eastman encarregada dos negócios de PET, polietileno e fibras de acetato), também presente na feira.

O líder mundial em PET destacou quatro variedades, entre as quais a BD 445, responsável pelo maior volume de vendas no Mercosul, de acordo com informações do gerente de marketing para a América Latina Juan Moncada. Na opinião dele, a resina se caracteriza pela ótima claridade e capacidade de moldagem, bem como resistência a arranhões.  Cuca Jorge
Moncada destaca PET de maior tempo de ciclo

A resina também apresenta baixos níveis de acetaldeído e características de absorção de aquecimento mais rápido do mercado, permitindo usar menos energia e produzir garrafas de alta qualidade em temperaturas mais baixas, assegura o gerente.

“O produto atende às exigências cada vez maiores do mercado”, diz Moncada. Segundo ele, os fabricantes de embalagens pedem produtos com melhores propriedades químicas e mecânicas, que também possibilitem produzir garrafas mais leves, em tempos de ciclos menores, e com economia de energia. “A oferta dos produtores concorrentes ainda não atingem essas características”, garante. A Voridian também destacou o grade CB12, semelhante em características ao BD 445, desenvolvido para atender ao mesmo segmento de mercado, porém com fabricação concentrada no México.

De acordo com o diretor, a Voridian é única no mercado brasileiro a fornecer PET para garrafão de 20 litros. Designada Aqua PJ003, a resina se caracteriza pela transparência, resistência química, e durabilidade. Na opinião de Moncada, as características de moldagem da resina a tornam excelente opção ao polipropileno e ao policarbonato, de custo superior. “O processo de injeção/sopro confere aos garrafões de PET melhor qualidade óptica e acabamento do gargalo bem definido, além de estar isento de solda, o que melhora a resistência ao impacto da peça”, pondera.

Para o segmento de sopro a quente em dois estágios, a empresa destacou o heatwave, com os benefícios da transparência associada à vantagem protetora dos absorvedores de luz ultravioleta. De acordo com o gerente, a resina reduz o encolhimento de envase a quente e garante menos delaminação, propiciando maior claridade nas garrafas. “Este PET de melhor reaquecimento permite moldagem a sopro quente em dois estágios, com temperaturas menores do que a tecnologia atual”, assevera Moncada.

Cuca Jorge A Eastman Chemical, que manteve sob sua responsabilidade os plásticos especiais, entre outros negócios, também compareceu à feira, compartilhando o estande da sua distribuidora no País, a SPP Resinas. 
Novos copoliésteres da Eastman para sopro resistem mais

O fabricante apostou na ampliação da família de copoliésteres com duas novas variedades: a resina AN001 e a DN011. A primeira se caracteriza pela alta transparência e foi desenvolvida em especial para a produção de frascos de parede grossa pelo processo de estiramento/sopro, tendo como foco o segmento de cosméticos.

A outra novidade, a DN011, também visa ao mercado de cosméticos, como opção ao policarbonato. 

“É o copoliéster de maior transparência da Eastman, com muito boa resistência química e mecânica, da mesma ordem do policarbonato, e com relação custo/desempenho vantajosa em relação ao policarbonato”, compara o gerente de vendas no Mercosul Gabriel Crosta. Cuca Jorge
Crosta: copoliéster supera o policarbonato

Embora criados a partir de modificações da molécula do PET, acrescentando outros monômeros que lhes conferem características particulares, são materiais que apresentam características próprias que os diferenciam do PET de garrafa, explica o gerente de vendas no Mercosul Gabriel Crosta. Os copoliésteres são 100% amorfos, com elevada transparência e processados por injeção, extrusão e extrusão/sopro. “Só a nova fórmula do copoliéster AN001 foi desenvolvida para processamento por injeção/estiramento e poderia, portanto, concorrer com o PET da Voridian em alguma aplicação para embalagens cosméticas, mas nunca no mercado de garrafas”, explica.

Além desses lançamentos, a Eastman fez também o pré-marketing de um novo lançamento mundial, preparado para abril. Trata-se de nova fórmula para sopro, que combina o brilho e a transparência naturais ao copoliéster, com melhor viscosidade na fase fundida e resistência ao impacto, explica o gerente. O produto, destinado à produção de embalagens de até 10 litros e ainda sem nome, apresenta resistência ao impacto da ordem de 35% a 40% superior em relação às resinas de sopro convencionais da Eastman, garante.

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